<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950</id><updated>2011-12-15T00:45:48.444-02:00</updated><category term='by Dido'/><title type='text'>MITOLOGIA CLÁSSICA</title><subtitle type='html'>greco-romana</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-7280049789135832709</id><published>2009-03-27T18:18:00.002-03:00</published><updated>2009-03-27T18:53:27.060-03:00</updated><title type='text'>A outra Esparta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc1KUF9eoUI/AAAAAAAAAbE/2R5JFW2sduE/s1600-h/1083751_81d7_625x1000.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 193px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc1KUF9eoUI/AAAAAAAAAbE/2R5JFW2sduE/s400/1083751_81d7_625x1000.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317988444052300098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;h3&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(127, 127, 0); font-family: Arial; font-size: 16px; "&gt;Ela era mais democrática do que se imagina e tão heróica quanto as lendas contam. Conheça a verdade da cidade mais controversa da Grécia antiga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h5 id="autorMateriaConteudo"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Texto Reinaldo José Lopes&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Mesmo para os turistas do Império Romano, gente mais do que acostumada a espetáculos sangrentos, aquela era uma atração especial. O sucesso era tanto que, por volta do ano 200 da nossa era, até a construção de um anfiteatro em volta do templo foi autorizada, para que os visitantes pudessem acompanhar cada detalhe do ritual. Um adolescente nu tentava apanhar o queijo depositado sobre o altar da deusa Ártemis, enquanto um dos sacerdotes o chicoteava sem dó, fazendo o sangue espirrar no altar. O jovem que agüentasse mais era saudado como campeão – isso quando tinha a sorte de sobreviver à cerimônia. Os estrangeiros provavelmente deixavam o anfiteatro romano muito satisfeitos: tinham testemunhado um legítimo costume da lendária cidade-Estado de Esparta.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Para muita gente, a imagem de um adolescente torturado resume à perfeição o significado de Esparta para a história. Na escola, aprendemos que, entre as cidades gregas de 2500 anos atrás, Atenas foi o berço da democracia e da liberdade de pensar e criar que valorizamos tanto, enquanto os espartanos viviam sob um regime totalitário, cuja única preocupação era a guerra, e submetiam os jovens ao treinamento militar mais desumano do planeta. Desse ponto de vista, passar de superpotência grega a parque temático sadomasoquista teria sido um destino mais do que merecido.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Acontece que, assim como a visão dourada de Atenas, essa imagem dos espartanos não passa de caricatura. Embora também esteja repleto de erros históricos (leia a seguir), o filme 300, que acaba de chegar aos cinemas, acerta em cheio ao mostrar que, sem a liderança dos espartanos, a Grécia e talvez boa parte da Europa teriam virado mera província do Império Persa, com conseqüências imprevisíveis para o mundo de hoje. Em 4 grandes batalhas contra os persas (veja os infográficos nas páginas 67, 69, 71 e 73), os espartanos ajudaram a proteger o que seria a origem do mundo ocidental. Por mais estranho que isso soe agora, Esparta esteve entre as primeiras cidades gregas a criar um governo constitucional, onde todo cidadão era igual diante da lei, e seus exércitos foram vistos como libertadores perto da ambição de Atenas. Por tudo isso, vale a pena tentar enxergar através das distorções que cercam a cidade mais controversa da Grécia. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Conquistadores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Mito e arqueologia concordam num ponto: Esparta é um produto do primeiro grande desastre da história grega. Até por volta do ano 1200 a.C., o Peloponeso (como é conhecida a região do extremo sul da Grécia, onde fica a cidade) estava cheio de pequenos reinos. Inscrições e objetos achados nos palácios do Peloponeso mostram que seus habitantes já falavam uma forma primitiva de grego e levavam uma vida de luxo, comerciando cerâmica, metais preciosos e marfim com o Egito, a Palestina e a atual Turquia.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Uma onda de invasões e saques, porém, acabou com essa vida mansa. Boa parte dos grandes palácios do Peloponeso foi queimada, e a região voltou a ter um estilo de vida rústico e rural durante cerca de um século. É então que, pouco antes do ano 1000 a.C., como sugerem mudanças na cerâmica e em outros objetos do dia-a-dia, chegou ali um novo povo: os dórios, ancestrais dos espartanos.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Na mitologia grega, a chegada dos dórios ficou conhecida como “o retorno dos filhos de Héracles”. Os descendentes desse herói (conhecido entre nós como Hércules) seriam os legítimos herdeiros dos reinos do Peloponeso, expulsos injustamente de lá. Mas os filhos de Héracles reuniram um exército, formado por 3 tribos do norte da Grécia, e recuperaram no braço o que era seu. A parte da herança é claramente invenção para legitimar a invasão, mas os dó­rios realmente tinham uma origem étnica comum e falavam um dialeto nortista.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Parte dos recém-chegados ocupou a Lacônia, o vale fértil do rio Eurotas, e fundou 4 vilarejos perto de um assentamento da época dos palácios. Por volta do ano 900 a.C., as 4 aldeias se uniram politicamente para formar Esparta. Unificada, a cidade partiu para uma expansão das mais respeitáveis. Toda a Lacônia caiu nas mãos de Esparta: alguns habitantes (provavelmente os que resistiram aos ataques) engrossaram as fileiras dos servos, chamados de “hilotas”, enquanto outras aldeias conseguiram manter a autonomia interna, desde que reconhecessem a soberania espartana. Os moradores desses lugares ficaram conhecidos como periecos (“os que habitam em volta”). A expansão foi até por volta do ano 700 a.C., quando a cidade, sozinha, dominava dois quintos do Peloponeso. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Democráticos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Tantas conquistas, claro, trouxeram prosperidade. “Historiadores como o francês Claude Mossé consideram que, já no século 7 a.C., Esparta tem uma aristocracia amante das artes e desenvolve atividades comerciais marítimas”, diz a historiadora Maria Aparecida de Oliveira Silva, autora do livro Plutarco Historiador. Os poetas e músicos de Esparta ficaram conhecidos na Grécia inteira, e sua elite levava uma vida luxuosa, com finos objetos de bronze e metais preciosos fabricados localmente ou importados da Ásia. No entanto, há indícios de que só alguns espartanos se beneficiaram de verdade com as vitórias, virando senhores do grosso das novas terras, enquanto outros empobreciam. Em outras palavras: tensão social – que veio acompanhada por problemas militares para conter as constantes rebeliões. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;A tradição espartana, que chegou até nós por relatos de historiadores como Heródoto, Xenofonte e Plutarco, diz que a solução para esses problemas foi bolada pelo sábio Licurgo, tio e tutor de um dos reis da cidade. Ele teria implantado uma reforma política profunda. Todos os cidadãos – ou seja, todos os homens livres de Esparta – passaram a eleger os 28 membros da Gerúsia, o Conselho dos Anciãos, encarregado de elaborar as leis da cidade. Os reis continuaram a ter uma série de privilégios simbólicos (o mais bizarro era o direito de ficar com a pele e o lombo de todos os animais sacrificados aos deuses), mas, na prática, viraram simples generais hereditários. O poder de decisão final ficava nas mãos do damos – o povo, versão dória da palavra que é uma das raízes do termo “democracia”. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Reunidos em assembléia, os homens de Esparta podiam aprovar ou vetar as propostas da Gerúsia, usando um método que parece ter saído de um programa de auditório – o “sim” ou o “não” ganhava dependendo da quantidade de barulho produzida de cada lado. Houve também uma reforma agrária: cada espartano recebeu um lote de terra suficiente para sustentar sua família. A reforma se completou mais tarde com o surgimento dos éforos, 5 magistrados eleitos anualmente por todos os espartanos que, na prática, passaram a deter a maior parte do poder de executar as leis.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Na época em que foi criado, esse sistema era revolucionário. O Oriente Médio ainda era dominado por monarcas absolutos, considerados semideuses. Atenas, futuro símbolo da democracia, estava nas mãos de um grupo minúsculo de famílias nobres e ricas, assim como outras cidades gregas. Esparta parece ter inventado a idéia de que mesmo um plebeu pobre tinha o direito de eleger seus representantes e ser eleito, e de que ninguém, nem mesmo os reis, estava acima da lei. Não é só conversa: a história espartana está cheia de relatos sobre soberanos que pisaram na bola e foram presos ou exilados. Os hilotas e periecos, é verdade, continuavam sem direitos políticos – mas o mesmo valia para a massa de escravos em todas as outras cidades gregas. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;A partir daí, numa sociedade quase democrática, começou a se criar a futura fama de Esparta como potência militar. Também por volta do século 7 a.C., os gregos passavam por uma revolução na arte da guerra. Antes, o costume era que só os nobres e sua guarda pessoal lutassem, e os combates não passavam de expedições pequenas para roubar o gado ou as mulheres da vila vizinha. Mas a população e a riqueza da Grécia tinham crescido, e os conflitos cresciam na mesma proporção. O ideal era juntar o máximo possível de soldados no campo de batalha. Os exércitos das cidades-Estado passaram a agir como grandes unidades: os guerreiros, usando pesadas armaduras de bronze e lanças, só eram eficazes lutando em conjunto. O escudo protegia só o lado esquerdo de quem o carregava: o outro lado do corpo era resguardado pelo escudo do soldado ao lado. Se alguém fraquejasse, todos eram prejudicados. Ora, se a massa dos cidadãos passa a ser importante na guerra, a cidade não tem como se defender sem eles. Isso coloca um poder considerável nas mãos do damos de Esparta: o povo ganha força para exigir direito de voto ou uma fazenda nos arredores. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;O sucesso das reformas foi indiscutível. Enquanto a Grécia inteira passou do século 7 a.C. ao 5 a.C. sofrendo com ditadores e revoluções, Esparta virou um oásis de estabilidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Guerreiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Para manter as conquistas e o sistema político, todo cidadão de Esparta passou a ser preparado desde pequeno para ser um supersoldado. O treinamento era conhecido simplesmente como agogué (“criação”, em grego). “A única descrição da agogué que temos é do ateniense Xenofonte, que escreve tarde, por volta do ano 400 a.C.”, afirma o historiador Paul Cartledge, da Universidade de Cambridge (Rei­no Unido). Segundo Xenofonte, os testes começavam no nascimento: os bebês eram lavados com vinho e levados aos anciãos de seu clã para inspeção. Os disformes ou fracos demais eram abandonados para morrer. (Até aí, nada de mais: todos os gregos praticavam o infanticídio em situações parecidas.) Os meninos ficavam até os 6 anos com a mãe; depois, passavam a ser criados em pequenos grupos por um supervisor, dormindo em barracões, aprendendo a cantar, dançar (exercícios adequados para se acostumar ao ritmo da marcha militar), ler e escrever.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Quando chegava a adolescência, o cabelo dos garotos era raspado. Eram obrigados a usar apenas um manto leve, fizesse chuva ou sol, e a andar descalços o tempo todo. Recebiam pouca comida; podiam complementar a dieta roubando, mas, se fossem apanhados, levavam uma surra terrível. As chibatadas às vezes vinham em rituais religiosos, como o descrito no começo desta reportagem. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Aprendiam a falar só o essencial – daí a expressão “laconismo”, derivada da Lacônia, o vale fértil onde Esparta foi fundada. “Seria mais fácil ouvir as vozes de estátuas de pedra do que as daqueles rapazes”, afirma Xenofonte. Os jovens praticavam a dança e o canto, em cerimônias elaboradas que simulavam os movimentos da guerra. Relacionamentos amorosos entre adolescentes e rapazes mais velhos eram comuns e até incentivados – os adultos eram considerados mentores dos mais novos. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Aos 19 anos, o rapaz se tornava soldado pleno, mas ainda não era considerado cidadão. Deixava crescer o cabelo – todos os espartanos adultos tinham longas madeixas, que enfeitavam com flores. Podia se casar, mas ainda não tinha permissão de passar a noite com a mulher. Isso – junto com os outros privilégios da cidadania, como votar – só era possível quando ele fazia 30 anos. Uma última obrigação o acompanhava pelo resto da vida: fazer diariamente as refeições com sua unidade de combate, geralmente formada por 15 guerreiros espartanos. O prato principal costumava ser a intragável sopa negra, feita com cevada, sangue e carne de porco.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Esse sistema tornava os espartanos resistentes e corajosos, mas sua principal função era criar espírito de equipe. A lenda de que os soldados de Esparta nunca se rendiam ou recuavam é balela: não havia vergonha nenhuma em baixar as armas se essa fosse a ordem do rei ou do general. Abandonar os companheiros é que era considerado intolerável, porque um escudo a menos na formação significava expor todo mundo ao risco de morte. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Não havia glória maior do que tombar na linha da frente, morrendo lado a lado com os companheiros: essa, para os espartanos (e para a maioria dos outros gregos) era a “bela morte” (leia boxe na página 70). Mas eles só agiam como camicases quando não havia outra escolha. Uma frase registrada pelo historiador grego Tucídides é emblemática. Perguntaram a um espartano capturado se os colegas mortos tinham sido mais valentes que ele. “As flechas seriam muito espertas se conseguissem distinguir os valentes dos covardes”, retrucou o guerreiro. “Es­sa é uma coisa na qual o filme 300 acerta: ele mostra esse humor negro com o qual os espartanos enfrentavam a guerra”, diz Paul Cartledge.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Outro ponto que sempre se omite sobre Esparta é a condição das mulheres. Elas levaram uma vida bem melhor que as do resto da Grécia. Eram incentivadas a praticar exercícios físicos e a ficar ao ar livre, ao contrário das atenienses, quase sempre trancadas em casa. Também podiam herdar terras. “No entanto, isso não quer dizer necessariamente que as mulheres de Esparta fossem vistas pelos homens de forma diferente das outras gregas”, diz Isabel Romeo, historiadora da UFRJ que estuda o tema. “Para os gregos, a função da mulher era sempre ter filhos saudáveis. A diferença é que os espartanos achavam que, para desempenhar, ela precisava ter uma vida ativa”, afirma. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Defensores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;O engraçado é que, embora o Exército espartano fosse mais poderoso do que nunca, a expansão direta da cidade parou. “Esparta temia que as cidades vizinhas apoiassem as revoltas dos servos e procurou alguma forma de convivência pacífica com elas”, diz Robin Osborne, da Universidade de Cambridge. Os espartanos forjaram uma aliança que acabaria englobando todo o Peloponeso. As cidades-Estado tinham voz nas decisões, mas era Esparta a cidade líder, que tinha mais peso na hora de ditar a política externa do bloco e decidir como e quando guerrear.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Essa liderança relativamente democrática acabou sendo providencial para a Grécia. Enquanto as cidades-Estado continuavam brigando entre si, o Império Persa nascia e virava um gigante no Oriente, o grande inimigo dos gregos. Por volta de 540 a.C., as cidades gregas da Ásia caíram nas mãos dos persas. O novo império trouxe paz e estabilidade à região, mas também sufocou os desejos gregos de uma política mais democrática (os persas apoiaram ditadores fantoches por ali). O bolso grego também foi afetado, porque a Pérsia cobrava impostos ferozes e mutilava o comércio. Os gregos da Ásia se revoltaram, com o apoio de Atenas, mas levaram uma sova. A ajuda ateniense era a desculpa perfeita para a Grécia européia ser incluída no alvo das invasões. Assim pensou o rei persa Dario, cujo exército desembarcou perto de Atenas no ano 490 a.C. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Nas primeiras batalhas, os persas foram totalmente derrotados. Mas até as pedras do Eurotas sabiam que a coisa não ia ficar por isso mesmo. Xerxes, filho e sucessor de Dario, jurou vingança e preparou o maior exército que o mundo já tinha visto (talvez 120mil soldados) e a maior marinha (cerca de 1000 barcos) para invadir a Grécia. Nenhum dos súditos do rei tinha muita escolha nessa história: todas as regiões do império tinham de contribuir com sua cota de homens, e a palavra de Xerxes era lei sagrada. Atenas e Esparta (que tinha apoiado os atenienses na primeira invasão) estavam no topo da lista negra de Xerxes. A lenda, reproduzida no filme 300, conta que as duas cidades tinham atirado dentro de um poço os mensageiros do rei, que pediam terra e água como sinal de submissão, dizendo: “Aí tendes terra e água”.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Além de enfrentar o reino mais poderoso da época, a Grécia tinha que lidar com a desunião interna. Na primavera de 480 a.C., quando a segunda onda de invasões persas começou, poucas cidades gregas queriam saber de aliança. “De 700 cidades-Estado que poderiam ter se unido à resistência, só cerca de 30 o fizeram”, diz Cartledge. Dessas poucas cidades corajosas, metade integrava o grupo dos “lacedemônios”, como eram chamados os espartanos e aliados, grupo que hoje nós chamamos de Liga do Peloponeso. “A resistência simplesmente não teria sido possível sem a Liga do Peloponeso”, diz o historiador de Cambridge. A ela se juntaram Atenas e pequenas cidades, como Plataia.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;O comando supremo, tanto na terra quanto no mar, ficou nas mãos de Esparta, já que ela era a líder do bloco que formava o coração da resistência. Mais do que o comando, porém, os aliados tinham do seu lado os soldados espartanos, “a infantaria pesada mais bem treinada da Grécia – na verdade, a única infantaria profissional de que os gregos dispunham”, afirma Peter Green, professor da Universidade do Texas em Austin e um dos principais especialistas nos conflitos entre gregos e persas.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os líderes espartanos nem sempre estiveram à altura de seus guerreiros. Há sinais de que a cidade e os outros membros da liga queriam se arriscar o mínimo possível fora do Peloponeso. Essa é uma das explicações (além da coincidência de um festival religioso, durante o qual Esparta normalmente não guerreava) para o fato de que o rei Leô­nidas tenha levado consigo só 300 espartanos para o desfiladeiro das Termópilas, no centro-norte da Grécia (veja na página 65). A missão dos 300, ao lado de cerca de 7 mil aliados gregos, era tentar impedir o avanço de Xerxes em terra, enquanto a frota grega adotava a mesma estratégia no mar, no estreito de Artemísio.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Por 3 dias, Leônidas e os 300 – que foram vistos penteando os longos cabelos com toda a calma quando os primeiros persas surgiram – detiveram forças imensamente superiores e mataram dois irmãos de Xerxes. Mas sua retaguarda não estava bem coberta. Graças a um grego traidor, Leônidas acabou cercado e lutou até a morte com seus homens e mais 1000 voluntários aliados, ganhando tempo para que o resto do exército fugisse. Xerxes mandou decapitar o rei e crucificar seu corpo.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;A sorte grega deu uma guinada cerca de um mês depois, quando a frota aliada destroçou as trirremes persas na ilha de Salamina, perto de Atenas. O próprio Xerxes decidiu voltar para a Ásia e, no ano seguinte, suas forças terrestres foram esmagadas pelo sobrinho de Leônidas. Os persas jamais pisariam outra vez na Grécia européia.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Xerxes, ao contrário do que se diz em 300, não era a versão metrossexual do capeta. Em parte, o governo do Irã tem razão em ficar fulo da vida com o filme, como afirmou em nota ofical no começo de março. O domínio persa poderia até ter posto um fim nas eternas briguinhas fúteis entre cidades, que eram a praga da vida grega (pelo menos em termos de progresso econômico). Ao mesmo tempo, porém, ele teria encerrado o primeiro grande experimento de liberdade política e de pensamento da história, forçando os gregos a se curvar a um Grande Rei todo-poderoso. Democrática ou não, Esparta jamais aceitaria o domínio de um só homem que estivesse acima da lei – e se dispôs a lutar para que a Grécia não sofresse esse destino.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Personagens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Depois de botar os estrangeiros para fora, a Grécia pôde viver seu esplendor. Em Atenas, um ano depois de os persas darem no pé, nasceu Sócrates, um dos grandes alicerces da filosofia ocidental, seguido por Platão e Aristóteles. Com os invasores contidos, a obra deles e de pensadores anteriores, como Tales de Mileto e Pitágoras, pôde sobreviver até hoje. Em 438 a.C., no lugar de um antigo templo destruído pelos persas, Atenas construiu o Partenon, símbolo máximo do período clássico grego.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;No entanto, já que derramar sangue era como um passatempo para os gregos, as guerras não pararam por ali. As cidades voltariam a lutar entre si: Atenas, poderosa demais depois de vencer os persas, se tornou um império maldoso demais para as cidades conquistadas. Aliados de Atenas mandavam mensagens secretas para os espartanos, suplicando que eles “libertassem a Grécia”. O conflito era só uma questão de tempo – e as alianças passaram as 3 últimas décadas do século 5 a.C. afundadas nele. A guerra terminou com a vitória de Esparta, financiada por ouro persa.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;A influência espartana agora dominava a Grécia inteira. Mas, sem o menor tato, os espartanos instalavam governadores militares impopulares ou apoiavam oligarcas que perseguiam os opositores políticos. O resultado? Mais guerra, dessa vez promovida por um novo poder: a cidade de Tebas, ao norte de Atenas. O confronto decisivo entre a desafiante e a campeã aconteceu na Batalha de Leuctra, em 371 a.C. A derrota de Esparta foi completa. A cidade virou ruínas. Tornou-se irrelevante e foi absorvida pelo Império Romano, junto com o resto da Grécia, em 146 a.C.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Diante da arte e do pensamento ateniense, pode parecer que Esparta só teve importância militar. Mas não é de mais voltar a 480 a.C. e ao punhado de homens que ousou se colocar no caminho dos persas. Heródoto diz que um rei espartano exilado, Damárato, acompanhava Xerxes nas Termópilas. O rei persa teria perguntado se os espartanos, sendo tão poucos, ousariam enfrentá-lo. “Rei”, respondeu Damárato, “embora sejam livres, eles não são livres em tudo. Acima deles está a lei, um senhor a quem eles temem muito mais do que os teus servos têm medo de ti. Eles fazem o que a lei ordena, e a sua ordem é esta: não fugir diante de nenhuma multidão de homens, mas ficar em seus postos.” Poucas idéias foram tão capazes de mudar o mundo. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;“Ficou evidente para todos, e não menos para o próprio Xerxes, que havia muita gente com ele, mas poucos homens de verdade.”&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Heródoto&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;1. Inimigo maior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Com 120 mil guerreiros, os persas invadem a Grécia por uma faixa montanhosa do litoral. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;2. defender é preciso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os 300 guerreiros de Esparta, mais 7 mil aliados, bloqueiam os persas no desfiladeiro das Termópilas. Quem tenta passar é atirado ao mar.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;3. derrota inevitável&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Depois de 3 dias, um grego traidor guia as forças persas por uma trilha. Os espartanos são atacados pela retaguarda e dizimados.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Peso-pluma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os persas eram uma infantaria leve. Carregavam escudos mais fracos, lanças curtas e uma espada. A grande arma era o arco, com alcance de 200 metros.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Modelo de herói&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Maior herói de Esparta, o rei Leônidas deteve os persas por 3 dias, até ser morto com todos os seus guerreiros. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Nos trinques&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Era tradição entre os espartanos pentear os longos cabelos antes da batalha, e também enfeitá-los com grinaldas de flores. Como os outros gregos, eles costumavam entrar em combate cantando.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Turbinado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Com armadura, escudo de bronze ou lança de 3 metros, o soldado de Esparta levava vantagem. O escudo tinha a letra lambda, de Lacedemônia (outro nome de Esparta). &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;“Vendo os bárbaros fazer um crescente com suas naus, preparando-se para envolvê-los por todos os lados, os gregos saíram para enfrentá-los.”&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Heródoto&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;1. Ao ataque!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os persas avançam contra os gregos com 800 barcos. A idéia é eliminar a frota naval grega e partir para o continente. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;2. Abraço de urso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Na defesa, os 300 barcos gregos se juntam para se defender dos persas, que formam uma espécie de tesoura de ataque. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;3. Empate técnico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Depois de 3 dias de batalha, tempestades diminuem a superioridade persa. Os gregos recuam para o sul e batalha termina em empate técnico. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Corpo a corpo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Quando o barco inimigo teimava em não afundar, o jeito era invadir o convés e partir para o combate direto. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Triplex&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os barcos de guerra das duas esquadras eram as trirremes: tinham 3 andares, com 50 remadores em cada um. Chegavam a 35 metros de comprimento e 5 metros de largura.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Tropa faraônica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os egípcios estavam entre as melhores tropas anfíbias do Império Persa. Usavam armaduras com escamas de aço, grandes escudos e lanças, além de ganchos para abordar os navios inimigos. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Por que os gregos gostavam tanto de sangue? A Batalha de Termópilas mostra que os jovens da Grécia antiga sonhavam morrer como heróis das lutas. Todo cidadão de respeito, de políticos como Péricles a poetas como Sófocles, participava de batalhas. São muito diferentes, por exemplo, do cristão que tenta levar uma vida pacífica, sem pecar. Mas a razão de os gregos adorarem brigar é muito parecida com a do religioso que não falta a nenhuma missa. Os dois querem atingir a salvação. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;No jeito cristão de pensar, a pessoa se salva da morte tendo uma vida baseada no amor e na compaixão. Se viver corretamente, seguirá existindo numa boa na eterna colônia de férias chamada céu. Um motivo e tanto para viver cheio de culpa por qualquer errinho. Mas os gregos viveram antes do cristianismo. Como não acreditavam que alguém, uma pessoa onisciente, tinha criado o Universo, não deviam explicações ou culpa para ninguém maior que eles. E não tinham nenhuma esperança de que se dariam bem depois da morte. O jeito que encontravam para eternizar a vida era pela fama, praticando atos heróicos que ficassem para sempre na história. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;“Morrer de forma gloriosa era muito mais importante que ter uma vida longa e pacífica”, diz o filósofo Roberto Bolzani Filho, da USP. Os guerreiros odiavam ser designados para cargos leves, como mensageiro, e competiam para saber qual seria eternizado nos escritos dos poetas. “A glória valia mais que a vida”, diz Fernando Santoro, professor de filosofia antiga da UFRJ. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Já hoje, quando cada vez mais gente acredita que a morte é só um apagar de células, procuramos nos agarrar à vida. Talvez seja por isso que, bem ao contrário dos gregos, fazemos de tudo para fugir do serviço militar, comemos salada e praticamos esporte para viver. Mas claro que ainda temos a noção de pecado dos medievais. E o enorme fascínio dos gregos por heróis. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;“Os gregos, qual homens que arpoam atuns ou outro cardume de peixes, esmagavam a cabeça de seus inimigos com remos quebrados.”&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Ésquilo&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;1. Armadilha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Convencidos por uma falsa mensagem dos gregos de que eles fugiriam, os persas partiram para o ataque.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;2. Tudo ou nada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Ao entrar nos canais de Salamina, o maior número dos persas deixou de ter valor: ali não era possível manobrar muito.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;3. Finta de mestre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Surpresos com a força naval grega, os persas têm seus navios invadidos. Os que chegam à praia são mortos ali mesmo. Os gregos vencem. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;De camarote&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Xerxes, rei dos persas, mandou montar seu trono em frente a ilha de Salamina para assistir o combate. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Glub glub&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Um dos meios de vencer uma batalha naval antiga era usar o esporão (o “bico” de bronze do navio) para furar o casco do adversário e levá-lo a afundar. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;História&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Heródoto, Prestígio, 2002.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;A Guerra do Peloponeso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Donald Kagan, Record, 2006.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;The Spartans&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Paul Cartledge, Penguin, 2003. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;“Nesse dia o comandante persa Mardônio pagou o justo preço pela morte de Leônidas; e a mais bela vitória de que temos conhecimento foi obtida por Pausânias.”&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Heródoto&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;1. Retirada confusa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;A batalha começou quando os gregos resolveram fingir um recuo. A idéia era dar tempo para tropas de várias cidades se agruparem.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;2. Ao ataque&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Entusiasmados, os persas cruzaram o rio que os separava dos gregos e atacaram. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;3. Derrota final&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Parte do Exército grego levou a pior, mas eles agüentaram a pressão e acabaram derrotando os persas de vez.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Cavaleiros do rei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Os cavaleiros persas eram muito importantes nos combates em campo aberto. Usavam arcos e lanças leves, de arremesso, e irritavam o adversário ao fazer ataques rápidos e recuar logo depois.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;À moda da Davi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Cercado por 1 000 guerreiros, o general persa Mardônio acabou tendo o crânio esmagado por uma pedra.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Barraca armada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;O acampamento persa era uma festa. Havia tendas bem decoradas, peças de ouro e prata e a companhia das concubinas dos chefes. &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12.0pt"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;Endereço desta matéria:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#7F7F00;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.superinteressante.com.br/superarquivo/$%7bano%7d/conteudo_497551.shtml"&gt;http://www.superinteressante.com.br/superarquivo/${ano}/conteudo_497551.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:#7F7F00;"&gt;1987 - 2008 Editora Abril S.A. Todos os direitos reservados&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-7280049789135832709?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/7280049789135832709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=7280049789135832709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/7280049789135832709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/7280049789135832709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2009/03/outra-esparta.html' title='A outra Esparta'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc1KUF9eoUI/AAAAAAAAAbE/2R5JFW2sduE/s72-c/1083751_81d7_625x1000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-7460433074623553932</id><published>2009-03-27T18:10:00.001-03:00</published><updated>2009-03-27T18:18:11.184-03:00</updated><title type='text'>ELEMENTAIS DO FOGO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc1CaMtPooI/AAAAAAAAAa8/xqY1br8AKdw/s1600-h/1029630_4a19_625x1000.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 353px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc1CaMtPooI/AAAAAAAAAa8/xqY1br8AKdw/s400/1029630_4a19_625x1000.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317979752849449602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(219, 55, 0); font-weight: bold; "&gt;O elemento do Fogo é o mais importante, pois ele é uma expressão do Fogo Sagrado, de onde procedem a Chama Violeta e suas congêneres. Uma de suas atividades construtivas, no plano físico, é purificar através da incineração de detritos e de corpos humanos, a qual permite o retorno dos respectivos elementos ao Sol, para uma repolarização. A atividade destrutiva do fogo é demonstrada na queima de construções e florestas e também em relâmpagos, na tempestade e no uso de armas de fogo, bombas etc..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#3366FF;"&gt;&lt;img width="82" height="70" id="_x0000_i1025" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/A-123D3.gif" v="_x0000_i1025" /&gt;       &lt;img width="138" height="123" id="_x0000_i1026" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/A-123D4.jpg" v="_x0000_i1026" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;o&gt; &lt;/o&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;"Fogo, meu espírito..."&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;No Sol, nas estrelas, nas fogueiras ou nas brasas, no nosso coração... sentimos a luz da vida. O fogo é o elemento das transmutações, da transformações. Sua força luminosa indica o caminho que deve ser seguido por aquele que conhece os ensinamentos do Universo. O fogo é a chama que, acesa dentro de nós, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito. Ele conduza cada um à sabedoria interior. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Os Xamãs pedem ajuda ao Avô Fogo, como é chamado pelos índios, quando é hora de trabalhar as mudanças. O fogo auxilia no processo de limpeza também, o velho cedendo lugar ao novo. A Sauna Sagrada é um dos lugares usados, pelos Xamãs, nos processos de cura pelo fogo..&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Diretores: Hélios e Vesta&lt;o&gt;   &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#3366FF;"&gt;&lt;img width="119" height="93" id="_x0000_i1028" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/a-123dwpe1.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;As Salamandras, ou  Espíritos do fogo, vivem no éter atenuado e espiritual que é O invisível  elemento do fogo..  Sem elas, o fogo material não pode existir.&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Elas reinam no fogo com o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. As Salamandras, segundo os especialistas, parecem bolas de fogo e que podem atingir até seis metros de altura. Suas expressões, quando percebidas, são rígidas e severas. Dentro de todas as formas energéticas (o fogo, a água e o mineral), estes seres adquirem formas capazes de desenvolver pensamentos e emoções. Esta capacidade derivou do contato direto com o homem e da presença deles em seu cotidiano. Por tal motivo, as Salamandras desenvolveram forças positivas, capazes de bloquear vibrações negativas ou não produtivas, permitindo um clima de bem estar ao homem.&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;O homem é incapaz de se comunicar adequadamente com as Salamandras, pois elas reduzem a cinzas tudo aquilo de que se aproximem. Muitos místicos antigos, preparavam incensos especiais de ervas e perfumes, para que quando queimados, pudessem provocar um vapor especial e assim formar em seus rolos a figura de uma Salamandra, podendo assim sentirem sua presença. Paracelso afirma que muitas Salamandras são vistas na forma de bolas ou línguas de fogo correndo através dos campos ou irrompendo nas casas. Para muitos aqui no Brasil, costuma- se chamar estas aparições de "fogo - santelmo". Mas, a maioria dos místicos, afirma que as Salamandras são Seres gigantes, imponentes e flamejantes em roupas fluidas, com uma armadura de fogo. Elas são as mais poderosas dos elementais e têm como seu regente um magnífico espírito flamejante chamado Djim,terrível e aterrorizante na sua aparência. Os antigos sábios sempre foram advertidos para manter- se à distância delas, pois os benefícios derivados do seu estudo freqüentemente não eram proporcionais ao preço que se pagava por eles. Elas possuem especial influência sobre as criaturas de temperamento ígneo e tempestuoso. Tanto nos animais como no homem, as Salamandras trabalham através da natureza emocional por meio do calor corpóreo,do fígado e da corrente sanguínea. Sem sua assistência,nã&lt;wbr&gt;o haveria calor.&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#3366FF;"&gt;&lt;img width="201" height="298" id="_x0000_i1029" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/A-123D5.jpg" v="_x0000_i1025" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;o&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Rei: DJIN&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;o&gt;  &lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:13.5pt;color:#DB3700;"&gt;INVOCAÇÃO ÀS SALAMANDRAS &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Eu vos saúdo, Salamandras,&lt;br /&gt;Que constituís a representação do elemento fogo.&lt;br /&gt;Peço, que com vosso trabalho,&lt;br /&gt;Forneçais a mim poder de resolver tudo,&lt;br /&gt;De acordo com vossa vontade,&lt;br /&gt;Alimentando meu fogo interno,&lt;br /&gt;Aumentando minha chama trina do coração&lt;br /&gt;E assim formar um novo universo.&lt;br /&gt;Mestres do fogo, Eu vos saúdo fraternalmente.&lt;br /&gt;Amém.&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;o&gt;   &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:navy;"&gt;&lt;v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;/v&gt;&lt;img width="131" height="189" id="_x0000_i1030" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/A-123Dwp2.gif" v="_x0000_i1025" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Invocar nas primeiras luzes do sol. Caso isto não seja possível, é necessário que o elemento fogo esteja presente. O mais indicado é o uso da vela. Esta invocação é feita para se ter mais força de vontade, coragem, vigor, entusiasmo e bons empreendimentos. Atua no trabalho e na espiritualidade.&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Arial Narrow&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#3366FF;"&gt;&lt;img width="30" height="83" id="_x0000_i1031" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/a-123dwpeC.gif" v="_x0000_i1025" /&gt;         &lt;img width="182" height="176" id="_x0000_i1032" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/A-123dwpe3.gif" v="_x0000_i1025" /&gt;         &lt;img width="30" height="83" id="_x0000_i1033" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/a-123dwpeC.gif" v="_x0000_i1025" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;o&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/o&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:13.5pt;color:#DB3700;"&gt;ORAÇÃO DAS SALAMANDRAS.&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;No Templo de Delfos, uma salamandra se punha em comunicação com os Iniciados. Porfírio, discípulo de Plotino, que conhecia bastante o Oculto, revelou aos homens a seguinte prece da Salamandras, que não é propriamente a elas dirigida, mas ao próprio Fogo Criador, mesmo porque os elementais ou Espíritos da Natureza não conhecem outra linguagem senão a que lhes é própria: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;"Ó Imortal, Eterno, Inefável e Iincriado Pai de todas as coisas, conduzido no carro que desliza sem cessar pelos mundos que dão sempiternas voltas; dominador das imensidades etéreas, onde está ereto o trono do teu poder, sobre o qual teus olhos formidáveis descobrem tudo e teus  belos e santos ouvidos escutam tudo, atende aos teus filhos, que amaste desde o nascimento dos séculos; porque a  tua dourada, grande e eterna majestade resplandece acima do mundo e do céu das estrelas; estás elevado acima delas, ó fogo faiscante; aí, tu te acendes e te conservas a ti mesmo pelo teu próprio esplendor, e saem da tua essência regatos inesgotáveis de luz, que nutrem teu espírito infinito. Este espírito infinito alimenta todas as coisas e faz tesouro inesgotável de substância pronta à geração que elabora e que se apropria das formas de que a impregnaste desde o princípio. Deste espírito tiram também sua origem estes reis mui santos que estão ao redor do teu trono e que compõem a tua corte, ó Pai universal! ó único! ó Pai dos felizes mortais e imortais."&lt;br /&gt;"Criaste, em particular, potências que são maravilhosamente semelhantes ao teu eterno pensamento e à tua essência adorável; tu as estabeleceste superiores aos anjos, que anunciam ao mundo as tuas vontades; enfim, nos criaste na terceira ordem no nosso império elementar. Aqui, o nosso contínuo exercício é louvar e adorar os teu desejos; aqui, ardemos incessantemente aspirando possuir-te. Ó pai! ó mãe! ó mais terna das mães! ó arquétipo admirável da maternidade e do puro amor! ó filho, flor dos filhos! ó forma de todas as formas, alma, espírito, harmonia e número de todas as coisas! Amém."&lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#DB3700;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;Agni, o fogo sagrado&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/v&gt;&lt;v&gt;&lt;v&gt;&lt;/v&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/v&gt;&lt;img width="589" height="49" id="_x0000_i1034" src="http://www.caminhosdeluz.org/images/A-123D1.gif" v="_x0000_i1025" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:#DB3700;"&gt;&lt;a href="http://www.guiajaragua.com.br/variedades/mistica/elementais.htm"&gt;&lt;span style="text-decoration:none;text-underline:nonecolor:#CC3300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; text-decoration:none;text-underline:nonefont-family:&amp;quot;;color:#CC3300;"&gt;http://www.guiajara&lt;wbr&gt;gua.com.br/&lt;wbr&gt;variedades/&lt;wbr&gt;mistica/elementa&lt;wbr&gt;is.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://anjos.sili.com.br/elementais.html"&gt;&lt;span style=" text-decoration:none;text-underline:nonecolor:#CC3300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; text-decoration:none;text-underline:nonefont-family:&amp;quot;;color:#CC3300;"&gt;http://anjos.&lt;wbr&gt;sili.com.&lt;wbr&gt;br/elementais.&lt;wbr&gt;html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/Athens/Oracle/4735/Beth_Page.htm"&gt;http://www.geocities.com/Athens/Oracle/4735/Beth_Page.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.facom.ufba.br/xaman/ar.html"&gt;http://www.facom.ufba.br/xaman/ar.html&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#DB3700;"&gt; &lt;o&gt; &lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-7460433074623553932?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/7460433074623553932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=7460433074623553932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/7460433074623553932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/7460433074623553932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2009/03/elementais-do-fogo.html' title='ELEMENTAIS DO FOGO'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sc1CaMtPooI/AAAAAAAAAa8/xqY1br8AKdw/s72-c/1029630_4a19_625x1000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-5131211819745734526</id><published>2009-03-27T18:03:00.000-03:00</published><updated>2009-03-27T18:05:22.737-03:00</updated><title type='text'>THEMIS - A JUSTIÇA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="70%" style="width:70.0%;mso-cellspacing:0cm;mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:  3.0pt 3.0pt 3.0pt 3.0pt"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;   &lt;td width="100%" style="width:100.0%;padding:3.0pt 3.0pt 3.0pt 3.0pt"&gt;   &lt;div align="center"&gt;   &lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" style="width:100.0%;mso-cellspacing:0cm;mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:    3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;    &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;     &lt;td width="100%" style="width:100.0%;padding:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;     &lt;div align="center"&gt;     &lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" style="width:100.0%;mso-cellspacing:0cm;mso-yfti-tbllook:      1184;mso-padding-alt:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt"&gt;      &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;       &lt;td width="100%" style="width:100.0%;padding:1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt"&gt;       &lt;div align="center"&gt;       &lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" style="width:100.0%;mso-cellspacing:0cm;background:#3F4F06;        mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;        &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;         &lt;td width="100%" style="width:100.0%;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="200" height="186" id="_x0000_i1025" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/temisJustitia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis é filha de Gaia e Urano         e pertence, portanto, ao mundo pré-olímpico dos Titãs, do qual só Ela e         Leto aparecem mais tarde entre os olímpicos. Seu nome significa         "aquela que é posta, colocada". Sua equivalente romana era a         Deusa Justitia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis não representa a         matéria em si, como sua mãe Gaia, mas uma qualidade da terra, ou seja,         sua estabilidade, solidez e imobilidade. Ela é uma deusa que falava com         os homens através dos oráculos. O mais famoso de todos os templos         oraculares da Grécia Antiga, Delfos, pertencia originalmente a Gaia,         que o passou a filha Têmis. Depois disso, ele foi de Febe e só no fim         foi habitado por Apolo. Há pesquisadores que afirmam, no entanto, que         Têmis é o próprio princípio oracular, de modo que, em vez de ter havido         quatro estágios de ocupação do oráculo Delfos, foram só três:         Gaia-Têmis, Febe-Têmis e Apolo-Têmis. Portanto, Têmis tinha máxima         ligação com a questão das previsões oraculares e, no fundo, representa         a boca oracular da terra, a própria voz da Terra, ou seja, Têmis é a         terra falando. Quando o titã Prometeu foi acorrentado ao Monte Cáucaso,         Têmis profetizou que ele seria libertado. Sua profecia se concretizou         quando Héracles, salvou-o do seu castigo. Foi Têmis quem alertou Zeus         que o filho de Tétis seria uma ameça à seu pai.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;br /&gt;        Ajudou Deucalião e Pirra a formar a humanidade após o dilúvio enviado         como castigo por Zeus, profetizando que ambos deveriam "jogar os         ossos de sua mãe para trás das costas". Pirra ficou temerosa de         cometer algum sacrilégio ao profanar os ossos de sua mãe, não captando         o sentido da profecia. Deucalião, porém, entendeu tratar-se de pedras         os ossos da deusa-Terra, mãe de todos os seres. Assim ele atirou pedras         para trás e delas surgiram homens.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Os oráculos dados por Têmis,         não profetizavam só o futuro, mas eram ainda, mandamentos das leis da         natureza às quais os homens deveriam obedecer. A Deusa nos fala de uma         ordem e de uma lei naturais que precedem as noções culturalmente         condicionadas da organização e das regras derivadas das necessidades de         uma sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="54" height="44" id="_x0000_i1026" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/friendsdiv1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Alguns pensadores crêem ser         Têmis uma abstração das noções humanas de uma justiça de uma cultura         específica, presumivelmente matrifocal. Uma visão arquetípica,         sustentaria que Têmis não é o produto da organização social, mas o         pressuposto para tanto. Sua existência psicológica precede-o e subjaz         ao entendimento humano do que ela quer dizer ou ensinará. A visão         arquetípica localizaria sua origem na natureza psíquica, no         inconsciente coletivo, ao invés de localizá-la na cultura e na         consciência coletiva. Ela não é secundária, e sim fundamental.         Entretanto, nos cultos à Têmis eram celebrados os "mistérios"         ou "orgias", emprestando-&lt;wbr&gt;lhe a visão que ela era uma         Deusa genuína, e não uma simples personificação da idéia abstrata de         legalidade. Têmis é a Deusa oracular da Terra, ela defende e fala em         nome da Terra, do enraizamento da humanidade em uma inabalável ordem         natural.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Um dos atributos de Têmis é         sua grande beleza, além do poder de atração de sua dignidade. Sua         atratividade física é confirmada pelo mito em que Zeus a persegue com         seu estilo desenfreado e, finalmente, a desposa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Seu mais ardente adversário         no Olimpo foi Ares, o deus da guerra cujo o apetite por violência e         sede de sangue não conhecia limites. Não porque Têmis fosse contra a         guerra, mas agia com motivos de ordem ambiental, pois a guerra         reduziria a população humana. Na qualidade de mãe das Horas (e pai         Zeus), Têmis está também por trás da progressão ordenada do tempo na         natureza. As Horas representavam a ordenação natural do cosmo: inverno         e depois primavera, dia depois a noite, uma hora após a outra.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Sua outra filha com Zeus,         Astraea também era uma deusa da justiça. Conta-se que ela deixou a         Terra no fim da Idade do Ouro para não presenciar as aflições e         sofrimentos da humanidade durante as idades do Bronze e do Ferro. No         céu ela tornou-se a constelação de Virgo. Também Têmis foi transformada         em uma constelação, Libra. Outras filhas suas são: Irene e Dike. Esta         última está relacionada com a representação da divindade da justiça.         Temis e Dike elucidam o lado ético do instinto, a voz miúda e calma no         seio do impulso. Dike para a humanidade é a função de base institual         muito sintônica com o que Jung chama de instinto para reflexão. Têmis é         ainda, mãe de Prometeus e Atlas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="54" height="44" id="_x0000_i1027" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/friendsdiv1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis empunha uma espada em         uma mão (poder exercido pela Justiça), enquanto com a outra sustenta         uma balança (simboliza o equilíbrio, entre as partes envolvidas em uma         relação de Direito). A venda que lhe cobre os olhos, simbolizando a         imparcialidade da justiça e a igualdade dos direitos, foi criação de         artistas alemães (séc. XVI). Outros símbolos: a lâmpada, a manjerona e         "pudenda muliebria". O significado da manjerona é sexual e         tem ligação com a fertilidade. Esta planta misteriosa é uma planta         lunar e tem ligação com a influência fertilizadora da Lua sobre a         Terra. Mas a manjerona também tem ligação direta com outro emblema de         Têmis, "pudenda muliebria", que vincula a Deusa à fertilidade         e à sexualidade, de modo direto e inequívoco. Sabe-se que havia orgias         vinculados ao culto de Têmis e certamente, estes ritos eram de natureza         sexual. Como devotas de "pudenda muliebria", as adoradoras de         Têmis dedicavam-se a rituais e práticas altamente sexualizadas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="165" height="250" id="_x0000_i1028" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/temisjustitia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis que mobiliza a energia         sexual, transforma esta energia em amor e atenção para com o mundo, em         justiça e equilíbrio para todos, assim como em novos rebentos para         todas as formas de vida. As descargas da libido que fluíam entre Têmis         e suas adoradoras serviam não só para estreitar laços entre a Deusa e         suas devotas, mas também aproximavam cada uma delas e o mundo todo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Ao presidir as reuniões de         cunho político do Olimpo, Têmis manifesta o teor organizacional de sua         dignidade e justiça. Têmis congregava às reuniões com seriedade moral e         obrigava os grandes e poderosos a ouvir, de modo consciencioso, as         objeções e contribuições dos irmãos e irmãs menos proeminentes. A Deusa         opunha-se à dominação de um sobre muitos e apoiava a unidade mais que a         multiplicidae, a totalidade mais do que a fragmentação, a integração         mais do que a represão. Nessa atividade de contenção e vinculação,         Têmis revela o princípio operado pela consciência feminina: a lei do         amor.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis era a deusa da consciência coletiva e da         ordem social, da lei espiritual divina, paz, ajuste de divergências,         justiça divina, encontros sociais, juramentos, sabedoria, profecia,         ordem, nascimentos, cortes e juízes. Foi também inventora das artes e         da magia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="54" height="44" id="_x0000_i1029" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/friendsdiv1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         24.0pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;ZEUS E TÊMIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis foi a segunda esposa de         Zeus, depois de Métis e antes de Hera. É Ela que temperou o poder de         Zeus com muita sabedoria e com seu profundo respeito pelas leis         naturais. Sendo uma Titã, suas raízes são instintivas e pré-olimpicas e         estende-se à frente, para incluir uma visão cósmica das operações         finais e essenciais do universo inteiro. Além de esposa e conselheira,         Têmis é também mentora de Zeus. Em um mito ela aparece como ama de         leite de Zeus bebê, ensinando-o a respeitar a justiça.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;No casamento de Zeus e Têmis         vemos duas forças, uma solar e outra lunar, trabalharem coligadas com         poucos conflitos à serem observados. Zeus era o rei todo-poderoso,         absoluto, um padrão arquetípico que governa a consciência coletiva, que         tanto cria como mantém uma coletividade. Mas é Têmis, que movimentando-&lt;wbr&gt;se         dentro de vários outros padrões arquetípicos, desestabiliza o         absolutismo e as certezas de Zeus. Ela movimentava-&lt;wbr&gt;se em uma         direção contrária, nunca deixando de incluir o máximo possível. Têmis         exercia portanto, um efeito de abrandamento. Entretanto, o casamento do         dois não foi de total doce harmonia, pois embora transitasse sabedoria         entre eles, os ditames de um e do outro, sempre tinham um preço muito         elevado, pois nada possui solução definitiva.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Na imagem de Zeus consultando         Têmis, podemos aceitar uma boa dose de troca. Zeus é quem rege e         decide, enquanto Têmis assume uma atitude mais suave e dá seu toque         relativizador que procede de perspectivas mais abrangentes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="54" height="44" id="_x0000_i1030" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/friendsdiv1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         24.0pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;DIÁLOGO COM TÊMIS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="200" height="291" id="_x0000_i1031" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/temismatham.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Têmis chega até nós com sua         espada da justiça da natureza e nos diz que é tempo de refletir. O         instinto reflexivo rompe o elo estímulo-resposta e, no intervalo desta         descontinuidade, nós humanos temos a oportunidade de perceber         conscientemente uma situação. A reflexão desenflama a superestimação         que a pessoa faz de si e conserva-o atento a sua verdadeira imagem de         seu lugar na ordem natural das coisas e manter as proporções certas,         justas e humanas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Quando você tiver um conflito         interno, uma pressão muito grande, medite e chame por Têmis para         alcançar o equilíbrio e a sabedoria para solucionar estas questões.         Deixe então sua voz da consciência falar, pois ela é a voz de         Têmis.Confie no julgamento de Têmis, pois só Ela é a Deusa oracular da         Terra.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Em seguida, inicie sua         reflexão repensando estas questões:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;1. Descreva uma época em que         os valores para você deram um giro de 180 graus.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;2. Recorde épocas que você         sentiu completamente perdido, fisicamente ou emocionalmente. Ou talvez         não havia nenhum caminho espiritual à ser seguido. Também, recorde um         momento em que você sentiu-se perfeitamente equilibrado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;3. Você teve alguma         experiência que passou na vida que ainda recorde? Que passagens         importantes ainda conserva em sua memória? Pense nelas e de que forma         elas passaram para sua consciência?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;4. Há momentos em sua vida         que você se sente em débito com seu carma? Há pessoas que acreditam que         só se conservarão vivas, enquando este débito não seja compensado.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;5. Pode você descrever alguma         passagem de sua vida que já recebeu o justo castigo de Têmis? Você é         uma pessoa que consegue manter o equilíbrio entre o otimismo e o         pessimismo?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;6. Você acredita em destino,         carma, fado? Que experiências pessoais lhe levaram a acreditar?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;7. Você já passou por um         período de fatalidades em sua vida?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;8. Escute agora sua         consciência, pois esta é a voz de Têmis.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="54" height="44" id="_x0000_i1032" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/friendsdiv1.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         24.0pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;RITUAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="200" height="285" id="_x0000_i1033" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/themis2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Execute este ritual na Lua         Crescente ou Cheia. Acenda um incenso de jasmim ou lótus. Deite suas         cartas de tarot sobre o altar. Encha um cálice com vinho ou suco de uva         e coloque a sua frente e acenda duas velas roxas, uma de cada lado do         cálice.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Erga a mãos sobre seus         instrumentos advinhatórios e diga:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Deusa da Lua e da Magia,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Deusa dos Mistérios,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Mostre-me a resposta que venho buscando,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Revele-me todos os destinos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Beba três goles da bebida. Embaralhe as cartas e         deite-as da maneira que desejar. Após terminar o processo divinatório,         levante-se, erga os braços e diga:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Honra àqueles que me ajudaram.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Agradeço livre e sinceramente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;         &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Sua orientação será para sempre apreciada e         aceita.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Assim seja.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;As velas não precisam queimar até o fim, podendo         ser reutilizadas para outros rituais divinatórios.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Texto pesquisado e desenvolvido por&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;Rosane Volpatto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:         Papyrus"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;"O direito não é         justiça, porque o direito é um elemento de cálculo, enquanto que a         justiça é incalculável.&lt;wbr&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:         13.5pt;font-family:Papyrus;color:#FFFFCC"&gt;&lt;img width="19" height="15" id="_x0000_i1034" src="http://www.rosanevolpatto.trd.br/friendsscript.gif" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p align="center" style="text-align:center"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;/td&gt;        &lt;/tr&gt;       &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;       &lt;/div&gt;       &lt;/td&gt;      &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;     &lt;/div&gt;     &lt;/td&gt;    &lt;/tr&gt;   &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;   &lt;/div&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-5131211819745734526?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/5131211819745734526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=5131211819745734526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/5131211819745734526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/5131211819745734526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2009/03/themis-justica.html' title='THEMIS - A JUSTIÇA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-463041391532096450</id><published>2008-11-18T11:58:00.000-02:00</published><updated>2008-11-18T12:08:13.535-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='by Dido'/><title type='text'>Hecate</title><content type='html'>&lt;a href="http://mitologia-grega.blogspot.com/"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSLKmvZKYHI/AAAAAAAAAK4/hbA4dM1DBU8/s1600-h/Digital_Dreams_by_urban_creations.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSLKmvZKYHI/AAAAAAAAAK4/hbA4dM1DBU8/s400/Digital_Dreams_by_urban_creations.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269997280882745458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:20.0pt;color:#6681E2;"&gt;I – NOMES: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" border="1" cellpadding="0" width="100%" style="width:100.0%;mso-cellspacing:1.5pt;mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:  0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes"&gt;   &lt;td width="15%" style="width:15.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Times;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Grego: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="15%" style="width:15.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Arial;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;'&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Ekata&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;'&lt;/span&gt;&lt;span style="   ;font-family:Symbol;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Ekath&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="15%" style="width:15.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Transliteração:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="15%" style="width:15.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="times"&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Hekata&lt;br /&gt; Hekatê&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="12%" style="width:12.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Tradução:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="23%" style="width:23.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:Times;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Mãos- Dançantes &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;(da palavra grega “&lt;i&gt;hekateris&lt;/i&gt;”)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:1"&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Títulos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &amp;amp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="   Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; Epítetos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-ansi-language:   EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Aidwnaia&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="   mso-ansi-language:EN-US;color:#6681E2;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Kourotrofe&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   mso-ansi-language:EN-US;font-family:Symbol;color:#6681E2;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Enodiw&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   mso-ansi-language:EN-US;font-family:Symbol;color:#6681E2;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Brimw&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Transliteração&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="times"&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Aidônaia&lt;br /&gt; Kourotrophe&lt;br /&gt; Brimô&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="12%" style="width:12.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Tradução:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="23%" style="width:23.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Senhora do Hades&lt;br /&gt; Enfermeira dos Jovens&lt;br /&gt; A Furiosa, A Terrível&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:2"&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Times;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Títulos e Epítetos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;TrimorfoV&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   mso-ansi-language:EN-US;font-family:Symbol;color:#6681E2;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Zhrunqia&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="   mso-ansi-language:EN-US;font-family:Symbol;color:#6681E2;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;PershiV&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Transliteração:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="times"&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Trimorphos&lt;br /&gt; Zerynthia&lt;br /&gt; Persêis&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="12%" style="width:12.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Tradução:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="23%" style="width:23.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;   font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Triforme&lt;br /&gt; Senhora de Zerynthos&lt;br /&gt; Filha de Perses&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:3;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Pronuncia   Latina&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Times&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Hécate&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="12%" style="width:12.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="23%" style="width:23.0%;border:none;padding:0cm 0cm 0cm 0cm"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:   auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:20.0pt;color:#6681E2;"&gt;II – GENERALIDADES:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hekate era a deusa da feitiçaria, uma das jovens Titânides. Por permanecer ao lado de Zeus na luta contra os Titãs, a deusa não perdeu nenhum de seus privilégios, garantindo-lhe, assim, o poder sobre a terra, o céu, o mar e o Mundo Inferior. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Estava também intimamente ligada aos Mistérios de Eleusis, bem como, ajudou Demeter a procurar sua filha Perséfone, para depois juntar-se a ela como deusa do Hades. Alguns poetas relatam que os Coribantes ou os Curetes eram seus servos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Nos vasos gregos, Hekate é normalmente retratada segurando duas tochas.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;III – FAMÍLIA:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;1- Linhagem:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Titãs.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Ponto (Mar) &amp;amp; Gaia (Terra) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=" Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;→&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:normalfont-family:Verdana;font-size:10.0pt;"&gt; Crio (Titã do Domínio)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &amp;amp; Euríbia (Deusa Marinha) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;→&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-weight:normalfont-family:Verdana;font-size:10.0pt;"&gt; Perses (Titã da Destruição)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &amp;amp; Astéria (Deusa de Delos): &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:16.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE&lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;2- Pais: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;ul type="disc"&gt;  &lt;li class="MsoNormal"  style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:      auto;text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0ptcolor:black;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;&lt;a href="http://www.theoi.com/Ouranos/Perses.html"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Perses&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &amp;amp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;&lt;a href="http://www.theoi.com/Ouranos/Asteria.html"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Astéria&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="      font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;      &lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Teogonia 404,      Apolodorus 1.8&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="      font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;      font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal"  style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:      auto;text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0ptcolor:black;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Perses-Persaios:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Argonautica 3.1036, Hinos Homéricos a Demeter 24,      Lycophron 1174,  Diodorus Siculus 4.45.1 &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal"  style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:      auto;text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0ptcolor:black;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Nyx:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; Lírico Grego IV Bacchylides Frag 1B.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal"  style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:      auto;text-align:justify;mso-list:l0 level1 lfo1;tab-stops:list 36.0ptcolor:black;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Tártaro:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Outras Fontes. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;3- Filhos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;ul type="disc"&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto;      text-align:justify;mso-list:l1 level1 lfo2;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Cila com Fórcis: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;[o autor identifica Hekate com &lt;i&gt;Kratais&lt;/i&gt;      que é normalmente tomado como um outro nome de Ceto (Keto)]: &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Argonautica 4.&lt;span style="color:black;"&gt;827.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto;      text-align:justify;mso-list:l1 level1 lfo2;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Cila com Apolo:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Outras Fontes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto;      text-align:justify;mso-list:l1 level1 lfo2;tab-stops:list 36.0pt"&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;      mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:      PT;font-style:normalfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Circe, Medéia, Aigialeus com Aeetes:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="PT"    style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;      mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:      PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:      &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;      mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Diodorus Siculus 4.45.1.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6781E1;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6781E1;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6781E1;"&gt;IV- CITAÇÕES: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Hesíodo &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Teogonia &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h4 align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"    style=" font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;HINO Á HÉCATE&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Febe entrou no amoroso leito de Coios&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e fecundou a Deusa o Deus em amor,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;ela gerou Leto de negro véu, a sempre doce,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;boa aos homens e aos Deuses imortais,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;doce dês o começo, a mais suave no Olimpo.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Gerou Astéria de propício nome, que Perses&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;conduziu um dia a seu palácio e desposou,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e fecundada pariu Hécate a quem mais&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Zeus Cronida honrou e concedeu esplêndidos dons,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;ter parte na terra e no mar infecundo.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Ela também do Céu constelado partilhou a honra&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e é muito honrada entre os Deuses imortais.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hoje ainda, se algum homem sobre a terra&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;com belos sacrifícios conforme os ritos propicia&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e invoca Hécate, muita honra o acompanha&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;facilmente, a quem a Deusa propensa acolhe a prece;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e torna-o opulento, porque ela tem força.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;De quantos nasceram da Terra e do Céu&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e receberam honra, de todos obteve um lote;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;nem o Cronida violou nem a despojou&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;do que recebeu entre os antigos Deuses Titãs,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e ela tem como primeiro no começo houve a partilha.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Nem porque filha única menos partilhou de honra&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e de privilégio na terra e no céu e no mar&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;mas ainda mais, porque honra-a Zeus.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;A quem quer, grandemente dá auxílio e ajuda,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;no tribunal senta-se junto aos reis venerandos,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;na assembléia entre o povo distingue a quem quer,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e quando se armam para o combate homicida&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;os homens, aí a Deusa assiste a quem quer&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e propícia concede vitória e oferece-lhe glória.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Diligente quando os homens lutam nos jogos&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;aí também a Deusa lhe dá auxílio e ajuda,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e vencendo pela força e vigor, leva belo prêmio&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;facilmente, com alegria, e aos pais dá a glória.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Diligente entre os cavaleiros assiste a quem quer,&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e aos que lavram o mar de ínvios caminhos&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e suplicam a Hécate e ao troante Treme-terra, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;fácil a gloriosa Deusa concede muita pesca &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;ou surge e arranca-a, se o quer no seu ânimo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Diligente no estábulo com Hermes aumenta &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;o rebanho de bois e a larga tropa de cabras &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e a de ovelhas lanosas, se o quer no seu ânimo, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;de poucos avoluma-os e de muitos faz menores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Assim, apesar de ser a única filha de sua mãe, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;entre imortais é honrada com todos os privilégios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;O Cronida a fez nutriz de jovens que depois dela &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;com os olhos viram a luz da multividente Aurora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Assim dês o começo é nutriz de jovens e estas as honras.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h6 align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="PT"    style=" font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Pierre Grimal &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Dicionário da Mitologia Greco-Romana &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;É uma deusa aparentada com Ártemis e que não possui mito propriamente&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt; dito. Permanece bastante mister&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;iosa, caracterizada mais pelas suas funções e &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;os seus atributos do que pelas lendas em que intervém.&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;  Hesíodo apresenta-a como concebida &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;por&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Astéria e Perses e descendente direta da &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;geração dos Titãs. É, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;portanto, independente das divindades olím&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;picas; Zeus, porém, conservou-lhe os antigos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;privilégios e aumentou-os inclusivamente. Es&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;palha por todos os homens a sua benevolênc&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;ia, concedendo as graças que lhe pedem. Dá, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .3pt"&gt;nomeadamente, a prosperidade material, o &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .2pt"&gt;dom da eloqüência nas assembléias políticas, a vitória tanto nas batalhas como nos jogos. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;Proporciona peixe abundante aos pescadores; &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;faz prosperar ou definhar o gado conforme &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;quer Os seus privilégios estendem-se a todos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .2pt"&gt;os campos em vez de se limitarem a alguns &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .3pt"&gt;como é, em geral, o caso das divindades. &lt;/span&gt;Invoca-se também muito particularmente como «deusa que nutre» a juventude, em pé de igual&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;dade com Ártemis e Apolo.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.2ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;São estas as características de Hécate na época antiga. Pouco a pouco, a deusa adqui&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;riu uma especialização diversa. Foi considerada &lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;como a deusa que preside à magia e aos feiti&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;ços. Está ligada ao mundo das sombras. Surge &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;aos magos e às feiticeiras com um archote em &lt;/span&gt;cada mão, ou sob a forma de diversos animais: &lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;égua, cadela, loba, etc. É a ela que se atribui &lt;/span&gt;a invenção da feitiçaria, e a lenda incorporou-a &lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;na família dos magos por excelência, Eetes e &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;Medeia da Cólquida&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Com efeito, tradições tardias dizem que Circe é sua filha&lt;/span&gt;&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Ora Circe é a tia de Medeia. Por vez&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;es, passa mesmo por ser sua mãe.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Como feiticeira, Hécate preside às encruzil&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.2ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;hadas, que são lugares de eleição da magia. &lt;/span&gt;&lt;span style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Aí se ergue a sua estátua, sob a forma de uma mulher com três corpos ou então com três cab&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.2ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;eças. Estas estátuas eram muito abundantes nos campos da Antigüidade e junto delas co&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.25ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;locavam-se oferendas.&lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Junito de Souza Brandão Mitologia Grega Vol. I  &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;, em grego &lt;/span&gt;&lt;span style="Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;'&lt;/span&gt;&lt;span style=" ;font-family:Symbol;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Ecath&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; (Hekáte), que é o feminino de &lt;/span&gt;&lt;span style=" ;font-family:Symbol;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;ecatos&lt;/span&gt;&lt;span style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;span style="letter-spacing: .3pt"&gt;(hékatos), isto é, que “fere à distância, que “age como lhe apraz”, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;qualidade específica da grande deusa, sobre que se apóia especial&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;mente  Hesíodo   na   Teogonia&lt;i&gt;,   &lt;/i&gt;425-43.5.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Deusa aparentada à Ártemis, não possui um mito próprio. Pro&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;fundamente misteriosa, age mais em função de seus atributos. Embora descenda dos Titãs e seja portanto independente dos deuses &lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;olímpicos, Zeus, todavia, lhe conservou os antigos privilégios e até &lt;/span&gt;mesmo os aumentou. Era princípio, uma deusa benéfica, que derra&lt;span style="letter-spacing:.55pt"&gt;ma sobre os homens os seus favores, concedendo-lhes a prosperid&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;ade material, o dom da eloqüência nas assembléias, a vitória nas batalhas e nos jogos, a abundância de peixes aos pescadores. Faz prosperar o rebanho ou o aniquila, a seu bel-prazer. É a deusa nutriz&lt;i&gt; &lt;/i&gt;da juventude, em pé de igualdade com Apolo e Ártemis. Eis aí um retrato de Hécate na época mais antiga. Aos poucos, todavia, Hécate foi adquirindo características, atributos e especialização bem dife&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;rentes. Deusa ctônia, passou a ser considerada como divindade que &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;preside à magia e aos encantamentos. Ligada ao mundo das sombras, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.75pt"&gt;aparece aos feiticeiros e às bruxas com uma tocha em cada mão &lt;/span&gt;ou ainda em forma de diferentes animais, como égua, loba, cadela, &lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;Tida e havida como a inventora da magia, o mito acabou por fazê-la &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;penetrar na família da bruxaria por excelência: Eetes, Círce e Medéia. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;É assim que tradições tardias fizeram-na mãe de Circe e, por con&lt;/span&gt;seguinte, tia de Medéia. Como mágica, Hécate preside às encruzi&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;lhadas, local consagrado aos sortilégios. Não raro suas estátuas re&lt;/span&gt;presentam-na sob a forma de mulher com três corpos e três cabeças.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Hécate é a deusa dos mortos, não como Perséfone, mas como divindade que &lt;span style="letter-spacing:.3pt"&gt;preside às aparições de fantasmas e senhora ma&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.55pt"&gt;lefícios. Empunhando duas tochas e seguida de éguas, lobas e ca&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;delas é a senhora todo-poderosa invocada pelas bruxas. Seu poder &lt;/span&gt;terrível manifesta-se particularmente à noite, à luz bruxulante da Lua&lt;span style="letter-spacing:.75pt"&gt;, com a qual se identifica. Deusa lunar e ctônia, está ligada &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.65pt"&gt;aos ritos da fertilidade. Sua polaridade, no entanto, já foi acen&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.6pt"&gt;tuada: divindade benfazeja, preside à germinação e ao parto, protege a navegação, prodigaliza prosperidade, concede a eloqüência, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;a vitória e guia para os caminhos órficos da purificação; era cont&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.6pt"&gt;rapartida, possui um aspecto terrível e infernal: é a deusa dos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .4pt"&gt;espectros e dos terrores noturnos, dos fantasmas e dos monstros apavorantes. Mágica por excelência, é a senhora da bruxaria. Só se &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.65pt"&gt;pode esconjurá-la por meio de encantamentos, filtros de amor ou &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.55pt"&gt;de morte. Sua representação com três corpos e três cabeças pres&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .35pt"&gt;ta-se&lt;b&gt; &lt;/b&gt;a interpretações simbólicas de diferentes níveis. Deusa da Lua &lt;/span&gt;pode representar-&lt;wbr&gt;lhe três fases da evolução: crescente, minguante e &lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;lua nova, em correlação com às três fases da evolução vital. Deusa&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .55pt"&gt;ctônia, ela reúne os três níveis: o infernal, o telúrico e o celeste e, por isso mesmo, é cultuada nas encruzilhadas, porque cada decisão &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.65pt"&gt;a se tomar num trívio postula não apenas uma direção horizontal &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.5pt"&gt;na superfície da terra, mas antes e especialmente uma direção vert&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .55pt"&gt;ical para um ou para outro dos níveis de vida escolhidos.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.4ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;A grande mágica das manifestações noturnas simbolizaria ainda &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;o inconsciente, onde se agitam monstros, espectros e fantasmas. De um lado, o inferno vivo do psiquismo, de outro uma imensa reserva &lt;span style="letter-spacing:.7pt"&gt;de energias que se devem ordenar, como o &lt;i&gt;caos &lt;/i&gt;se ordenou em &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.55pt"&gt;cosmo&lt;i&gt; &lt;/i&gt;pela força do espírito.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Karl Kerényi &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span lang="PT"   style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Os Deuses Gregos &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h1&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6781E1;"&gt;AS DEUSAS EURÍBIA, ESTIGE E HÉCATE&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.05ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.05ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.05ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Um relato sobre as deusas do Destino, que Homero une numa única &lt;i&gt;Moira Krataia, &lt;/i&gt;a “Moira forte”, deve ser acompanhado de um relato sobre as deusas igualmente notáveis pela força ou por alguma conexão especial com seres que significam força. Elas formam um grupo acidental de três - mas não inteirament&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;e acidental, já que Hesíodo as une pelo parentesco.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Euríbia, como o nome quer dizer, era uma deusa de “ampla força”. &lt;i&gt;Bia &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.35ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;significa “força” e é sinônimo de &lt;i&gt;kratos, &lt;/i&gt;“poder”. Supunha-se que Euríbia &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.05ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;fosse filha de Géia. Mas seu pai era o Mar, Ponto. Seus irmãos foram Nereu e &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Fórcis, dois “Velhos do Mar”, e Taumante, cujo nome significa “Maravilha do Mar”. Sua irmã era Ceto, a deusa das belas faces, cujo nome quer dizer “Monstro do Mar”. Euríbia tinha um coração de aço. Ela deu filhos a Crio, cujo nome &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.3ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;indica “O Carneiro do Céu” e que foi um dos dois Titãs que não se casaram com uma Titânida. A deusa do coração de aço, entretanto, era quase uma &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Titânida. Seus filhos têm a natureza semelhante à dos Titãs: Astreu, “o Estrela&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;do”, Palas, o marido de Estige; e Perses, pai de Hécate.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.25ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Estige é para nós um nome odiado; está associado com &lt;i&gt;stygein, &lt;/i&gt;“odiar”. &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.05ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;É o nome do rio que circunda nove vezes o Mundo Subterrâneo e o limita. A &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;fria queda d’água  do alto do monte Araônio, na Arcádia, recebeu o seu nome &lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;por causa do rio do Mundo Subterrâneo, e não ao contrário. Sobre a deusa do mesmo nome diz-se que Zeus gerou nela a Rainha do Mundo Subterrâneo, Perséfone&lt;/span&gt;. Em Hesíodo a deusa Estige é a mais poderosa das filhas mais velhas de Oceano e Tétis. Falava-se que Estige deu a Palas, além de Zelo e Nice &lt;span style="letter-spacing: .4pt"&gt;(“Zelo” e “Vitória”), também Crato e Bia (“Poder” e “Força”). Esses dois &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;nunca deixaram de estar ao lado de Zeus, não somente em casa como também &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;nas viagens. Estige o conseguira no dia em que o Olimpiano convocou todos os deuses para ajudá-lo contra os Titãs e prometeu-lhes que quem o fizesse jamais &lt;/span&gt;careceria de recompensa e honra: todo aquele que ocupasse uma posição ou uma dignidade especial as manteria, e todo aquele que não tivesse recebido nem uma coisa nem outra sob as ordens de Crono receberia uma posição ou uma dignidade &lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;que se lhe ajustasse. Daí que Estige fosse a primeira a juntar-se a Zeus com os &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;filhos. Tal era a sua sabedoria, herdada de seu pai Oceano. E Zeus, na verdade, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;a honrou e recompensou ricamente: ela tornou-se o grande Juramento dos deuses. Nem mesmo os mortais se atrevem a perjurar em nome de Estige, que &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;permaneceu associada ao Mundo Subterrâneo e nunca se tomou uma deusa &lt;/span&gt;Olímpica. A importância do juramento feito pelas águas de Estige será explicada &lt;span style="letter-spacing: .1pt"&gt;mais tarde, quando eu chegar à história de Íris. Os Filhos de Estige tornaram-se companheiros constantes do Soberano. Não nos esqueçamos de que na tragédia &lt;/span&gt;de Ésquilo, &lt;i&gt;Prometeu Acorrentado, &lt;/i&gt;Crato e Bia aparecem como dependentes de Zeus. A deusa alada Nice, por outro lado, estava mais intimamente ligada à &lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;filha de Zeus, Palas Atena.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hécate, a terceira do grupo, estava sempre mais próxima de nós - se bem o um nome talvez, queira dizer “a Distante”. Não é o nome que a liga a Apolo e Ártemis, igualmente chamados de Hécaton e Hécate, mas também a &lt;span style=" letter-spacing:.05pt;color:black;"&gt;origem da sua família — se é que Hesíodo está certo no relato a esse respeito. Supõe-se alhures que ela foi uma das Filhas da Noite. Hesíodo, porém, nos dá a seguinte genealogia: o casal de Titãs, Febe e Ceos, teve duas filhas: Leto, a &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt;color:black;"&gt;mãe de Apolo e Ártemis, e Astéria, a deusa-estrela, que deu Hécate a Perseu ou &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt;color:black;"&gt;Perses, filho de Euríbia. Hécate, portanto, é prima de Apolo e Ártemis e, ao &lt;/span&gt;&lt;span style=" letter-spacing:.1pt;color:black;"&gt;mesmo tempo, um reaparecimento da grande deusa Febe, cujo nome os poetas &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.05pt;color:black;"&gt;dão freqüentemente à lua. Com efeito, Hécate costumava aparecer-nos carregand&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt;color:black;"&gt;o sua tocha como Deusa da Lua, ao passo que Ártemis, que, às vezes, também &lt;/span&gt;&lt;span style=" letter-spacing:.2pt;color:black;"&gt;carrega uma tocha, nunca o fez. Hesíodo procura distinguir ainda mais Hécate de Ártemis enfatizando, repetidamente, que a primeira é &lt;i&gt;monogenes, &lt;/i&gt;“filha &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt;color:black;"&gt;única”. Nesse sentido, Hécate se parecia também com Perséfone, a deusa do &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.05pt;color:black;"&gt;Mundo Subterrâneo. Quanto ao resto, era uma poderosa deusa tripla. Zeus a &lt;/span&gt;&lt;span style=" letter-spacing:.1pt;color:black;"&gt;reverenciava acima de todas as outras e deixava-a partilhar da terra, do mar e do céu estrelado; ou melhor, não a privou dessa honra tríplice, que ela usufruíra &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .05pt;color:black;"&gt;no tempo dos deuses anteriores, os Titãs, mas deixou-a conservar o que lhe fora &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt;color:black;"&gt;outorgado na primeira distribuição de honras e dignidades. Ela era, portanto, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.05pt;color:black;"&gt;uma verdadeira Titânida dos Titãs, ainda que isso nunca apareça expressamente &lt;/span&gt;&lt;span style=" letter-spacing:.15pt;color:black;"&gt;dito. Pelo contrário, dizem que ela é aquela &lt;i&gt;Krataüs, &lt;/i&gt;aquela “Forte”, que deu &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt;color:black;"&gt;a Fórcis o monstro marinho e feminino Cila. Contam-se histórias dos seus casos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt;color:black;"&gt;de amor com deuses do mar: com Tritão, sobretudo, a quem Hesíodo chama &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="letter-spacing: .1pt;color:black;"&gt;eurybias, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt;color:black;"&gt;“de ampla força”. Por outro lado, também se dizia que Hécate era &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt;color:black;"&gt;senhora do Mundo Subterrâneo e todas as noites dirigia um enxame de fantasm&lt;/span&gt;&lt;span style=" letter-spacing:.1pt;color:black;"&gt;as, acompanhada pelo ladrar dos cães. Chamavam-lhe até Cadela ou Loba.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Ela estava literalmente “próxima” de nós, no sentido de que ficava diante &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.2ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;das portas de nossas casas sob o nome de Protiraia, a deusa que ajudava as &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;mulheres no parto (ou, às vezes, as oprimia cruelmente), e era também vista em &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.05ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;locais de reunião de três caminhos, onde se erguiam imagens suas: três máscaras &lt;/span&gt;&lt;span style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;de madeira em cima de uma vara ou uma estátua tripla com três rostos olhando para três direções. Descrever como e com que finalidades as mulheres a invocavam nos levaria para o terreno da feitiçaria; e pretendo limitar-se tanto quanto possível a Mitologia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;René Ménard &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Mitologia Greco-Romana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Tal qual Plutão, não tem Prosérpina um papel bast&lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;ante ativo nos infernos. A Hécate é que cabe a missão &lt;/span&gt;de chamar as Fúrias vingadoras que se apoderam dos culpados. Hécate, divindade infernal, que preside os encantamentos e a magia, chama-se às vezes tripla Hécate, por se lhe estender o poder simultaneamente no céu, na &lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;terra e nos infernos.   Aparece na arte como espécie de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.25ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;tríade composta de três mulheres. A primeira traz na &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;cabeça o crescente da lua, e em cada mão um facho; a &lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;segunda tem a cabeça radiada e ornada de um gorro &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;frígio; tem uma faca e uma serpente; finalmente, a ter&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .3pt"&gt;ceira segura umas cordas e chaves.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hécate não desempenha na Fábula papel nitidamente acentuado, e o seu caráter lunar fez com que, às vezes, a &lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;confundissem com Diana. Fora esta a primeira em per&lt;/span&gt;ceber o rapto de Prosérpina, e pusera-se a procurá-la com &lt;span style="letter-spacing:.3pt"&gt;os seus fachos. Na guerra dos gigantes, colocara-se, &lt;/span&gt;apesar de   pertencer  ao   partido  dos Titãs,  ao lado   de Zeus, e matara com o fogo dos fachos o gigante Clítio. &lt;span style="letter-spacing: .2pt"&gt;A cena está representada num baixo relevo &lt;/span&gt;antigo, onde Hécate se distingue perfeitamente de Diana &lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;que combate ao lado dela com o arco e as flechas. Aliás &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .1pt"&gt;já não tem o caráter de tríade de que somente se reveste &lt;/span&gt;em determinadas ocasiões.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hécate não era na origem uma divindade infernal, &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;mas tendo emprestado uns disfarces a Europa, facilitando &lt;span style="letter-spacing: .3pt"&gt;assim os amores de Júpiter, tornou-se odiosa a Juno e &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;foi obrigada, para evitar uma perseguição, a ocultar-se &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;sob um lençol, o que a tornou impura. As cabiras, por &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;ordem de Júpiter, purificaram-&lt;wbr&gt;na no Aqueronte, e desse &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;modo passou a ser deusa do Tártaro. O seu papel nos &lt;/span&gt;infernos tem duplo aspecto. Como divindade vingadora, preside às expiações; como deusa da magia, preside os e&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;ncantamentos, e é ela que envia à terra os monstros e&lt;/span&gt;vocados dos infernos.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hécate é a grande mágica que se invoca para os encantamentos: detém-se nas encruzilhadas, perto dos túmulos, e quando sente o cheiro de um crime, faz que l&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;adrem os cães infernais que a acompanham.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;“Hécate, diz Creuzer, quer dizer aquela que age de longe, ou aquela que afasta, que repele.   Ofereciam se lhe &lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;sacrifícios expiatórios, espécies de lustrações domésticas &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .45pt"&gt;feitas pela fumaça, celebradas no dia 30 de cada mês, e o&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.75pt"&gt;nde eram objetos essenciais ovos e jovens cães. Os &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.5pt"&gt;restos desses animais e das demais ofertas, reunidos a &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;muitos comestíveis, deviam ser expostos nas encruzilhadas, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.7pt"&gt;diziam-se o festim de Hécate. Muitas vezes os pobres e&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt; os cínicos saqueavam esses restos com uma avidez que &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;pura os antigos era o sinal da extrema indigência ou da última &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;baixeza. O cão era o animal consagrado a Hécate. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .4pt"&gt;Alguns monumentos mostram tal deusa tendo um cão ao &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;rolo, a quem parece acariciar. Representavam-&lt;wbr&gt;na também com&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;uma cabeça de cão, e talvez fosse aquela a sua antiga &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.45pt"&gt;forma mística, a forma sob a qual era adorada nos mistérios&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="letter-spacing:.65pt"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="letter-spacing:.65pt"&gt;da Samotrácia, onde se imolavam cães em sua &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.45pt"&gt;honra. Hécate tinha  também  os  seus  mistérios,  particularmente em Egina; a instituição se prendia a Orfeu. Viam-se na ilha varias estatuas da deusa, uma das mãos de Miro, com um só rosto, outras com três, atribuídas ao famoso Alcameno”.  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.45ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Arthur Cottrell &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Enciclopédia de Mitologia:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.25ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.25ptfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.25ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;descendia, segundo alguns relatos, dos Titãs&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Era &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;uma deusa grega com duas carac&lt;span style="letter-spacing:.05pt"&gt;terísticas distintas: durante o dia &lt;/span&gt;exercia a sua influência benigna &lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;sobre a agricultura, mas durante &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.05pt"&gt;as horas de trevas interessava-&lt;wbr&gt;se por feitiçaria, fantasmas e túmu&lt;/span&gt;los. Semelhante em muitos aspectos à deusa da vegetação Demeter, Hécate associava de modo &lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;perturbante a fertilidade à morte &lt;/span&gt;enquanto forças terrestres. A feiticeira Medéia&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;princesa da Cólquida rejeitada por Jasão&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;costu&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;mava invocar Hécate em suas &lt;/span&gt;artes mágicas. Hécate surge geral&lt;span style="letter-spacing: .1pt"&gt;mente representada com três ros&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;tos. Os atenienses tratavam-na &lt;/span&gt;com especial deferência e depositavam mensalmente oferendas nas &lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;encruzilhadas, onde se pensava &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;que a deusa exercia o seu poder.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Mário Meunier &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Nova Mitologia Clássica&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;(fragmento do capitulo ‘Ártemis’)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5 style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;letter-spacing:.15pt; font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;h5 style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;letter-spacing:.1pt; font-weight:normalfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;Mas por que a Lua, que chamam de Febe, isto é, a Ra&lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;diosa, foi considerada caçadora? Será porque sua luz fraca &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.15ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;ilumina e revela os esconderijos secretos em que, durante o &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.2ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;dia, se escondem às feras? Será porque, nas clareiras, lebres &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt;e gamos refocilam-se no silêncio prateado de seus raios plá&lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;cidos? Ou será porque a Lua, tal caçador infatigável e ar&lt;/span&gt;dente, percorre, sonda e esquadrinha todos os espaços do Céu? &lt;span style="letter-spacing:.05pt"&gt;Qualquer que seja a razão, a caça e todas as suas peripécias foram sempre as mais constantes prerrogativas de Ártemis. &lt;/span&gt;Rainha iluminadora dos caminhos e pálida protetora das evo&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;cações do Inferno, era ela também a Deusa que, sob o nome &lt;/span&gt;de Hécate, protegia os passos dos homens nos atalhos escarpados, nos desfiladeiros das montanhas, nas encruzilhadas indecisas e enganadoras e que, às vezes, o amedrontava com sua &lt;span style="letter-spacing:.2pt"&gt;luz propícia às aparições de espectros e aos encantamentos &lt;/span&gt;das bruxas maléficas. Mais ainda, era graças à sua límpida presença e sob o&lt;span style="font-variant:small-caps"&gt; &lt;/span&gt;suave entornar de seus úmidos raios, que a vegetação, arruinada pelo Sol, respirava o frescor e se saciava &lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;com o rocio da noite.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Dicionário Ilustrado da Mitologia &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Editora Ediouro  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;um dos nomes correspondentes às três formas de Ártemis (Diana) que os antigos chamavam: Febe, no céu (a Lua); Ártemis (Diana) na terra e Hécate nos infernos. Sob a designação de Hécate, presidia os atos de magia e de encantamento. Em honra a Hécate celebravam-se em Atenas as festas “&lt;i&gt;ecatésias&lt;/i&gt;”, durante as quais, os ricos da cidade ofereciam, nas encruzilhadas, uma comida pública, chamada de Hécate, destinada principalmente aos pobres da localidade e aos viajantes indigentes.  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Dicionário de Mitologia &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Editora Best Seller &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Filha de Perses e Astéria. Originária da &lt;/span&gt;&lt;span style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Trácia, era primitivamente uma deusa lunar. Apre&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;sentava traços de Diana, sendo, às vezes, assimilada&lt;/span&gt; a ela. Seu nome parece ser a forma feminina &lt;span style="letter-spacing:.05pt"&gt;do Hécatos (o que fere de longe), epíteto de Apolo. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;Tão poderosa no céu como na terra, Hécate concedia&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt; aos homens a prosperidade material, o dom&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;da eloqüência nas assembléias políticas, a vitória nas batalhas e nos jogos. Promovia o aumento dos &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.35pt"&gt;rebanhos e favorecia a boa pesca. Assim como &lt;/span&gt;Diana e Apolo, também protegia a juventude. Aos &lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;poucos, passou a presidir à magia e aos encantamentos, &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.3pt"&gt;ligando-se ao mundo dos mortos. Aparecia&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.4pt"&gt;aos feiticeiros com uma tocha em cada mão &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.15pt"&gt;ou sob a forma de diferentes animais. Costumam atribuir-lhe a invenção da feitiçaria. Ficava de preferência&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt; nas encruzilhadas, junto aos túmulos ou&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: .4pt"&gt;nos lugares onde havia ocorrido um crime. Nas &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.1pt"&gt;encruzilhadas colocavam sua estátua sob a forma &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing:.25pt"&gt;de uma mulher com três corpos ou três cabeças. &lt;/span&gt;Junto à imagem, depositavam oferendas para atrair &lt;span style="letter-spacing:.05pt"&gt;seu favor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Michael Grant &amp;amp; John Hazel &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Who’s Who in Classical Mythology&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.1pt;mso-ansi-language: EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;HÉCATE:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; deusa ctônica (terra) desconhecida de Homero mais importante na Beócia, lar de Hesíodo. Sua paternidade não é clara. Hesíodo a chama de filha de Ceos (Coios) e Febe: uma Titânide que manteve suas honras após a queda dos Titãs. Mas seu pai também pode ser Perses ou o próprio Zeus. E sua mãe é normalmente identificada com a irmã de Leto (mãe de Apolo e Ártemis), a deusa Astéria, embora, algumas vezes, Hécate tenha sido chamada de filha de Demeter e de Feraea. Sua associação com Demeter foi realçada devido à crença de que ambas cuidavam para que o solo fosse fértil, sendo Hécate, mais importante na Caria, na Ásia Menor. Hesíodo declarou que Hécate, cujo nome significa “aquela que tem poder sobre tudo”,  foi honrada por Zeus mais que qualquer outra divindade, já que concedeu a deusa o poder sobre a terra, o mar e o céu. Como deusa terrestre, contudo, Hécate tornou-se intimamente ligada ao mundo dos mortos. Hécate era a deusa da magia, sendo invocada por Medeia, quando esta realizava suas curas, tanto na Cólquida quanto em Corinto. As encruzilhadas eram muito importantes nos ritos mágicos, uma vez que eram nesses lugares que tais ritos aconteciam, assim, mesmo não sendo identificada com Ártemis, Hécate era conhecida como a “Ártemis das Encruzilhadas”. Era descrita com três cabeças, carregando tochas e acompanhada por cães. &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; letter-spacing:.1ptfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;font-size:24.0pt;color:#6681E2;"&gt;Enciclopédia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:24.0pt;color:#6681E2;"&gt; Virtual Mythica&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.pantheon.org/"&gt;&lt;span lang="PT"    style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#0000A0;"&gt;www.pantheon.&lt;wbr&gt;org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;Hécate &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;era a deusa grega das encruzilhadas. Ela é freqüentemente descrita com três cabeças, uma de cão, uma de cobra e a outra de cavalo. É normalmente vista em companhia de dois cães fantasmas, que são seus servos. Hécate é tomada como deusa da feitiçaria ou do mal, mas a deusa também realizou algumas boas ações em seu tempo. Uma delas foi  quando ela resgatou Perséfone (filha de Demeter, rainha do Mundo Inferior e senhora da primavera) do Mundo Inferior. Era dito também que a deusa assombrava uma encruzilhada de três passagens, na qual cada cabeça encarava uma certa direção. Hécate aparecia quando a lua de ébano (lua nova) brilhava.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h5&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;color:#6681E2;"&gt;Timeless Myths &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.timelessmyths.com/"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#0000A0;"&gt;www.timelessmyths.&lt;wbr&gt;com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt:auto; text-align:justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;Hécate&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; era a filha de Perses ou Persaeus e Astéria, ambos filhos de Titãs. Ela era também chamada de filha de Demeter. Os romanos a identificavam como “Trivia”, deusa das encruzilhadas ou dos “Três Caminhos”, embora  Trivia possa ter sido apenas mais um titulo da deusa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hesíodo menciona repetidamente em sua Teogonia que Zeus deu a Hécate, honras acima de qualquer outra deusa. A deusa concedia riqueza a quem a ela rezasse ou lhe conferisse sacrifícios. Hécate partilhava de todas as riquezas do Olimpo, da terra e do Mundo Inferior. Isto porque a deusa desempenhava o papel de deusa lunar, deusa da fertilidade e ainda deusa do Mundo Inferior. Era, algumas vezes, confundida com Réia e Demeter  como deusa-terra e deusa da fertilidade e com Perséfone como deusa do Mundo Inferior. Era também a deusa da noite, conhecida como “deusa invisível”, sendo acompanhada por cães infernais. Foi Hécate também quem confortou Demeter quando Hades raptou sua filha Perséfone. Assim como Ártemis e Selene, Hécate é uma das deusas da lua, porém, em seu aspecto obscuro. Hécate também foi identifica com Ifigênia, filha de Agamenon e Clitemnestra. De acordo com o “Catálogo das Mulheres”, Hesíodo relatou que, quando os gregos sacrificaram Ifigênia, Ártemis transformou a jovem na deusa Hécate.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hécate era a deusa da magia e da bruxaria. A feiticeira Medeia era uma de suas sumo-sacerdotisas em seu templo na Cólquida. Na guerra contra os Gigantes, Hécate assassinou o gigante Clítio com sua tocha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;De acordo com o historiador siciliano Diodorus Siculus, em seu relato sobre Jasão e os Argonautas, Hécate não é uma deusa, mas sim uma feiticeira de Tauris (ou Tauric), filha de Perses, rei de Tauric Chersonese e neta de Hélios. Hécate era conhecida por sua crueldade, já que havia envenenado seu pai e casado com seu tio, Aeetes, rei da Cólquida, tornando-se assim, mãe de Medeia e Circe. Como sumo-sacerdotisa de Ártemis de Tauris, ela tramava o sacrifício de todos os forasteiros que vinham a Cólquida.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:24.0pt;color:#6681E2;"&gt;Greek Mythology Link&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;&lt;a href="http://homepage.mac.com/cparada/GML/Hecate.html"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#0000A0;"&gt;http://homepage.&lt;wbr&gt;mac.com/cparada/&lt;wbr&gt;GML/Hecate.&lt;wbr&gt;html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;h1&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;h1&gt;&lt;span lang="EN-US"    style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt;Hécate&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="mso-margin-top-alt:auto;mso-margin-bottom-alt: auto;text-align:center"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;img border="0" width="74" height="24" id="_x0000_i1025" src="cid:001701c91e7e$4626cbb0$0100007f@cid" v="_x0000_i1025" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Divindade do Mundo Inferior e companheira de Perséfone, é chamada a rainha da noite e a deusa das encruzilhadas. Suas três faces estão viradas para várias direções, e seu nome é gritado, durante a noite, nas encruzilhadas das cidades. Ela é freqüentemente vista bradando archotes e foi com estas armas que a deusa matou o gigante Clítio durante a Gigantomaquia. Hécate é tida como suprema, tanto no céu (Olimpo) quanto no Mundo Inferior (Hades), sendo dito que Zeus recorre a ela sempre que qualquer homem na terra oferece sacrifícios e orações em seu favor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;color:#6681E2;"&gt;1- Privilégios preservados após a Titanomaquia:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; ao tornar-se senhor do Universo, Zeus não privou Hécate de seus privilégios – concernentes a terra, ao céu e ao mar – estes foram seus domínios quando os Titãs governavam o mundo antes de Zeus, então a deusa os manteve, assim como era no principio. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;color:#6681E2;"&gt;2- A Deusa dá e também tira:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; esta deusa, uma andarilha noturna, era mestra em feitiços que privavam as pessoas de seu juízo perfeito, lembrando-nos de Pan e dos Coribantes, que também possuíam tal poder.  Era a deusa também quem distribuía riqueza e grandes vantagens àqueles que a ela rogavam. Assim, o resultado de uma guerra ou a vitória nos jogos dependiam dela, que concedia glórias àqueles que  lhe agradavam. Para aqueles que trabalhavam no mar, ela podia garantir uma boa pescaria ou não, de acordo com sua vontade, assim, como no que concerne aos rebanhos, já que a deusa podia aumentá-los ou reduzi-los, conforme sua vontade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;color:#6681E2;"&gt;3- Bruxaria:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; Hécate, era tida como enfermeira e protetora dos jovens, fazendo parte também dos julgamentos, quando estes aconteciam, assim como nas assembléias. Tal poder nos relembra a feitiçaria. Medéia, que era uma sacerdotisa de Hécate, praticava bruxaria, aparentemente, sob a guia da deusa, para que assim pudesse usar, com destreza, ervas mágicas e poções, sendo capaz de estabelecer o curso dos rios, bem como, saber o curso das estrelas e da lua. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;color:#6681E2;"&gt;4- Mundo Inferior: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Hécate, filha do Tártaro, não era uma visão agradável, já que seu aspecto mutável e sua tríplice face deixavam-na com uma aparência terrível. Além disso, a deusa carregava espadas e possuía em seu ombro esquerdo a cabeça de um cavalo, no direito a de uma cadela furiosa e ao centro uma serpente selvagem. Contudo, fora por vezes chamada de “aquela com o coração terno”, uma vez que compadeceu-se da dor de Demeter quando sua filha Perséfone foi seqüestrada, e quando, esta fora encontrada, Hécate passou a ser sua companheira. As três deusas são descritas carregando tochas ou archotes, além disso todas tomam parte nos elementos místicos dos ritos de iniciação, assim como Dionísio, Apolo e as Musas. Uma vez que Hécate é uma divindade do Mundo Inferior, tal prerrogativa lhe concede amplos poderes em diferentes reinos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;color:#6681E2;"&gt;4- Ifigênia, Ártemis &amp;amp; Selene: &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;Alguns poetas dizem que Ifigênia (filha de Agamêmnon &amp;amp; Clitemnestra) tornou-se Hécate pela vontade de Ártemis, outras alegam que as três faces da deusa representam as seguintes divindades: Ártemis (deusa da caça e da lua) na terra, Selene (deusa da lua) no céu e Hécate no Mundo Inferior. Porém, a própria Ártemis também é identificada com Selene, sendo descrita freqüentemente ostentando o crescente lunar em sua testa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:20.0pt;color:#6681E2;"&gt;V – Textos Diversos:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:20.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt;(Fontes Desconhecidas)&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;I – HÉCATE:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#6681E2;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style=" Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; Deusa da escuridão, a filha do Titã Pérses e Astéria. Diferente de Ártemis, que representava o luar e o esplendor da noite, Hécate representava a sua escuridão e seus terrores. Em noites sem luar, acreditava-se que ela vagava pela terra com uma matilha de uivantes lobos fantasmas. Era a deusa da feitiçaria e era especialmente adorada por mágicos e feiticeiras, que sacrificavam cães e cordeiros negros a ela. Como deusa da encruzilhada, acreditava-se que Hécate e seu bando de cães assombravam lugares lúgubres que pareciam sinistros aos viajantes. Na arte, Hécate era freqüentemente representada tanto com três corpos ou três cabeças e com serpentes em torno de seu pescoço.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText2"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT"    style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:18.0pt;color:#6681E2;"&gt;II – HÉCATE:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"   style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;"&gt; Deusa das Bruxas e das Encruzilhadas. Hécate era a deusa da escuridão da lua, ou seja, das noites em que a lua não aparece no céu, deixando assim a terra envolta em escuridão. Era a protetora do mundo dos mortos, estando associada a magia e as bruxas, tendo ainda o poder de conceder graças ou riquezas a quem ela desejasse. A deusa mesclava a fertilidade com a morte para usá-las como um poder telúrico. Durante o dia, a deusa exercia seu poder sobre as fazendas, mas a noite seus interesses eram apenas a bruxaria e os fantasmas. Bruxas e feiticeiras, como Medeia, invocava Hécate em sua praticas mágicas. Normalmente descrita com três faces, Hécate era a deusa das encruzilhadas, sendo este o local onde os gregos deixavam suas oferendas mensalmente, onde os três caminhos se encontravam. Por causa de sua ligação com o Mundo Inferior, a deusa é mostrada quase que com os mesmos atributos que Perséfone. Hécate também se assegurava de que as ordens de Zeus estavam sendo cumpridas.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-463041391532096450?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/463041391532096450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=463041391532096450&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/463041391532096450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/463041391532096450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2008/11/hecate.html' title='Hecate'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSLKmvZKYHI/AAAAAAAAAK4/hbA4dM1DBU8/s72-c/Digital_Dreams_by_urban_creations.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-116113011983072261</id><published>2006-10-17T20:42:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T21:08:39.953-03:00</updated><title type='text'>MINERVA, ATENA</title><content type='html'>&lt;a name="Top"&gt;M&lt;/a&gt;inerva&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#A"&gt;Nascimento de Minerva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#B"&gt;Nascimento de Erecteu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#C"&gt;Pandrosa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#D"&gt;Disputa de Minerva e Netuno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#E"&gt;Tipo e atributos de Minerva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="A"&gt;Nascimento de Minerva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Métis, a reflexão personificada, fora a primeira esposa de Júpiter. Foi ela que deu ao velho Saturno uma beberagem para obrigá-lo a devolver os jovens deuses que ele havia engolido. Estando grávida, predisse a Júpiter que teria em primeiro lugar uma filha e, em seguida, um filho que se tornaria senhor do céu. O rei dos deuses, espantado com tal profecia, engoliu Métis. Algum tempo depois, foi acometido de violentíssima dor de cabeça e rogou a &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/vulcano.htm"&gt;Vulcano&lt;/a&gt; que lhe fendesse a cabeça com o machado.&lt;br /&gt;Mal recebeu o golpe de machado de Vulcano, saiu-lhe do cérebro, armada de todas as suas peças, a filha Minerva, nova encarnação da sabedoria divina. Essa lenda, de caráter assaz bárbaro e, por conseguinte, velhíssima, está representada de maneira ingênua num baixo-relevo onde, extraordinariamente, Vulcano é um rapaz imberbe.&lt;br /&gt;Num espelho etrusco vemos Ilitia, a deusa dos partos assistindo ao rei dos deuses e tirando-lhe da cabeça Minerva, que sai armada do capacete e da lança. No outro lado está &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/venus.htm"&gt;Vênus&lt;/a&gt; que também parece acorrer em auxílio a &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;Júpiter&lt;/a&gt; e atrás da qual vemos, empoleirada numa árvore, a pomba que lhe é consagrada. Tais divindades trazem os seus nomes no espelho em língua etrusca.&lt;br /&gt;O mesmo tema decorava um dos frontões do Partenão, mas é provável que o nascimento estivesse ali concebido de maneira inteiramente diversa. Infelizmente, nada resta da parte central do frontão em que tal cena estava representada.&lt;br /&gt;Júpiter é a abóbada do céu donde jorra o raio luminoso e súbito; como é também o senhor dos deuses, a sua sabedoria não vacila absolutamente em lhe brotar do cérebro divino. Minerva devia, pois, nascer inteiramente armada e provida de todos os seus atributos. É assim que no-la apresentam as estátuas, muitas vezes com a lança e o escudo, mas sempre com o capacete e a égide.&lt;br /&gt;Luciano narrou o nascimento de Minerva sob forma de diálogo:&lt;br /&gt;"Vulcano. - Que devo fazer, Júpiter? Venho, por ordem tua, armado de um machado afiadíssimo e que, se houvesse necessidade, seria capaz de partir, de um só golpe, a mais dura das pedras.&lt;br /&gt;Júpiter. - Ótimo, Vulcano! Parte-me, pois, a cabeça.&lt;br /&gt;Vulcano. - Queres submeter-me a uma prova, ou estás louco? Dá-me uma ordem séria, dize o que queres que eu faça!&lt;br /&gt;Júpiter. - Já te disse, parte-me a cabeça; bate com toda a força e sem demora; não posso viver com as dores que me dilaceram o cérebro.&lt;br /&gt;Vulcano. - Acautela-te, Júpiter. Quem sabe se não vamos cometer uma asneira? O meu machado é afiadíssimo, fará com que te corra o sangue e não te libertará à guisa de Lucina.&lt;br /&gt;Júpiter. - Bate, vamos, Vulcano! Nada temas. Sei o que quero.&lt;br /&gt;Vulcano. - Bato, mas contra a vontade. Que me resta, se assim me ordenas?... Que estou vendo? Uma jovem armada da cabeça aos pés! Safa, que dor de cabeça não devia ser a tua, Júpiter! Não é de assombrar que te hajas mostrado irascível, se trazias viva, sob a membrana do teu cérebro, uma jovem desta estatura, e, ainda por cima, armada. Não sabíamos que tinhas na cabeça um verdadeiro campo. Olha, ela salta! Ei-la que dança a pírrica, agita o escudo, brande a lança, e está dominada pelo entusiasmo. O que é mais estranho é que, de súbito, se tornou belíssima e pronta para casar. É verdade que tem olhos cinzentos, mas o capacete compensa esse defeito. Júpiter, como pagamento pelo serviço que te prestei, cede-ma por esposa.&lt;br /&gt;Júpiter. - Tu me pedes o impossível, Vulcano; ela quer permanecer virgem para sempre. Quanto a mim, não me oponho ao que desejas.&lt;br /&gt;Vulcano. - É o que quero. O resto fica por minha conta. Vou levá-la." (Luciano).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="B"&gt;Nascimento de Erecteu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vulcano pôs-se imediatamente a procurar Minerva, e, certo de que ela estivesse na Acrópole, rumou para Atenas. Mal a percebeu, colocou-se-lhe na frente e quis dar os passos necessários. Mas a deusa o recebeu de maneira tal que lhe tirou qualquer desejo de recomeçar. O pobre ferreiro ficou despeitadíssimo; para mostrar que saberia dispensá-la, resolveu contrair núpcias no mesmo instante, e dirigiu-se à Terra, boníssima criatura, que o aceitou apesar das mãos negras. Dessa união nasceu Erecteu, que mais tarde se tornou rei de Atenas. O que deu origem a tão singular lenda foi a fato de os atenienses, já colocados sob a proteção de Minerva, quererem, por um laço qualquer, prender-se ao deus do fogo, que preside à indústrias dos metais.&lt;br /&gt;A Terra, mal gerou Erecteu, deixou o recém-nascido no chão, sem mais com ele preocupar-se, como se fosse uma simples cobra ou um verme. Minerva, percebendo-o, compadeceu-se e, pegando-o, pô-lo num cesto e levou-o para o seu santuário. Mas, apesar de todo o seu bom coração, não conseguia livrar-se das preocupações guerreiras, e, estando a galgar a Acrópole levando o cesto, notou que a sua cidade não estava bastante fortificada do lado do Ocidente. Entrou na casa de Cécrops, que tinha três filhas, Pandrosa, Aglaura e Herse, e, confiando-lhes o cesto, muito bem fechado, proibiu-lhes que o abrissem para verificar o conteúdo, e imediatamente partiu em busca de uma montanha que julgava necessária para a fortificação da cidade. Quando partiu, Aglaura e Herse, impelidas pela curiosidade, pretenderam abrir o cesto, não obstante as censuras de Pandrosa. Mas uma gralha, que tudo vira, foi contar o fato a Minerva, que já segurava a montanha entre os braços e que fortemente surpresa, a deixou cair. Eis aí a origem do monte Licabeto.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="C"&gt;Pandrosa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A deusa concebeu tal afeto por Pandrosa, que não somente lhe confiou a educação do pequenino protegido, como também exigiu que Pandrosa, após a morte, recebesse as honras divinas. Quando Erecteu se tornou rei de Atenas, apressou-se em satisfazer tal desejo, mas, associando no seu reconhecimento a filha de Cécrops e a deusa que o recolhera, elevou um templo em duas partes, uma das quais foi dedicada a Minerva e outra a Pandrosa. A construção foi queimada pelos persas, como todos os monumentos de Atenas, e o que hoje existe foi erguido após as guerras médicas.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="D"&gt;Disputa de Minerva e Netuno&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atenas tira o seu nome de Atena (nome grego de Minerva) mas a honra de dar o nome à cidade que Cécrops acabava de fundar deu origem a uma famosa disputa entre &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm"&gt;Netuno&lt;/a&gt; e a deusa. Constituía ela o tema de um dos dois frontões do Partenão, esculpidos por Fídias e cujos fragmentos mutilados fazem hoje parte do Britsh Museum em Londres.&lt;br /&gt;Era preciso pôr a nova cidade sob a proteção de uma divindade. Decidiu-se que se tomaria por protetor da cidade o deus que produzisse a coisa mais útil. Netuno, batendo a terra com o tridente, criou o cavalo e fez jorrar uma fonte de água do mar, querendo com isso dizer que o seu povo seria navegador e guerreiro. Mas Minerva domou o cavalo para o transformar em animal doméstico, e, batendo a terra com a ponta da lança, fez surgir uma oliveira carregada de frutos, pretendendo com aquilo mostrar que o seu povo seria grande pela agricultura e pela indústria.&lt;br /&gt;Cécrops, embaraçado, consultou o povo, para saber a que deus preferia entregar-se. Contudo, não se tendo naqueles tempos tão remotos imaginado que as mulheres não pudessem tão bem quanto os homens exercer direitos políticos, todos votaram. Ora, sucedeu votarem todos os homens por Netuno e todas as mulheres por Minerva; mas como entre os colonos que acompanhavam Cécrops, houvesse uma mulher mais, Minerva raptou-a. Netuno protestou contra essa maneira de julgar a divergência, e apelou para o tribunal dos doze grande deuses. Estes chamaram Cécrops como testemunha, e tendo sido a votação considerada regular, passou a cidade a ser consagrada a Minerva. Os atenienses, no entanto, temendo a cólera de Netuno que já ameaçara engoli-los, ergueram na Acrópole um altar ao Olvido, monumento de reconciliação de Netuno e Minerva; em seguida, Netuno participou das honras da deusa. Eis como os atenienses se tornaram um povo navegador e ao mesmo tempo agrícola e manufatureiro.&lt;br /&gt;Minerva era para os atenienses a deusa por excelência e a Acrópole a montanha santa. A Acrópole figura numa moeda de Atenas, assaz grosseira, aliás. Não se vêem nela representações de edifícios, mas somente dominar a grande Minerva de bronze, que os navegantes saudavam de longe, como protetora da cidade. A confiança inspirada por Minerva só desapareceu com a influência cristã, e um dos derradeiros historiadores pagãos, Zózimo, narra de que maneira se apresentou a deusa pela última vez. "Alarico, diz ele, impaciente por se apoderar de Atenas, não quis entreter-se com outro assédio. Apressou-se, pois, em ir a Atenas na esperança de tomá-la, quer por ser dificílimo defender a grande extensão das suas muralhas, quer por estar ele já de posse do Pireu e por haver pouquíssimas provisões na cidade. Eis a esperança nutrida por Alarico. Mas a cidade tão antiga seria conservada pela providência dos deuses no meio de tão terrível perigo. A maneira pela qual ela foi protegida é demasiadamente milagrosa e demasiadamente capaz de inspirar sentimentos de piedade, para que a silenciemos. Quando Alarico se aproximou das muralhas à testa do seu exército, viu Minerva, tal qual surge nas imagens, dar a volta à cidade, e Aquiles tal qual o descreve Homero apareceu no alto das muralhas. Alarico, estarrecido com o espetáculo, tratou de fazer a paz e abandonou a luta." (Zózimo).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="E"&gt;Tipo e Atributos de Minerva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"A partir do dia, diz Ottfried Muller, em que Fídias terminou de desenhar o caráter ideal de Minerva-atena, uma fisionomia cheia de calma, uma força que tem consciência de si própria, um espírito claro e lúcido, passaram a ser para sempre os principais traços do caráter de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva2.htm"&gt;Palas.&lt;/a&gt; A sua virgindade a coloca acima de todas as fraquezas humanas; ela é demasiadamente viril para se entregar a um homem. A testa muito pura, o nariz longo e fino, a linha um pouco dura da boca e das faces, o queixo largo e quase quadrado, os olhos pouco abertos e quase constantemente voltados para a terra, a cabeleira atirada, sem arte, para cada lado da testa e ondulada sobre a nuca, traços nos quais transparece a rudeza primitiva, correspondem perfeitamente a tão maravilhosa criação ideal."&lt;br /&gt;Minerva se identifica completamente com a cidade que ela protege, e se por duas vezes usa cavalos no capacete é para mostrar a sua reconciliação com Netuno a quem era consagrado o cavalo, e que, como deus dos mares, não podia deixar de ter grande importância em Atenas. É o que vemos num medalhão antigo no qual a cidade de Roma personificada se liga à de Atenas (Palas-atena). As duas ilustres cidades se caracterizam pelos seus atributos: a loba com os dois filhos é o atributo comum de Roma, como a coruja é o habitual atributo de Atenas. A deusa ateniense traz a égide com a cabeça de Górgona, e quatro cavalos lhe ornam o capacete.&lt;br /&gt;Os cavalos aparecem igualmente num soberbo entalhe antigo. A pena do capacete é suportada por uma esfinge e dois corcéis alados ou pégasos: a parte da frente está ornada de quatro cavalos e o cobre-orelha de um grifo. Os enfeites da deusa são luxuosos; além da égide de escamas bordadas de serpentes, traz ela um colar de bolotas, e brincos em forma de cachos de uvas.&lt;br /&gt;Às vezes, como na medalha de Thurium, não é nem o cavalo, nem o grito que ornam o capacete de Minerva, mas uma Cila ou um monstro fantástico com cauda de serpente.&lt;br /&gt;A deusa usa sempre um capacete, até quando desempenha um papel pacífico. O capacete tem, às vezes, asas para indicar o caráter aéreo de Palas. Vemo-lo, quanto ao resto, sob formas extremamente variadas, em moedas gregas ou romanas.&lt;br /&gt;A coruja, a ave que vê bem durante a noite, é naturalmente consagrada a Minerva, deusa que personifica simultaneamente o raio e a inteligência. Nas mais antigas moedas de Atenas se nos depara a coruja, símbolo de uma vigilância constantemente alerta.&lt;br /&gt;Como deusa guerreira, Minerva combate com a lança. No entanto, uma medalha da Macedônia, imitação de antiga figura arcaica, no-la apresenta com o raio de Júpiter. A vitória está freqüentemente na mão da deusa. É assim que ela aparece numa bela moeda do Lisímaco.&lt;br /&gt;A arte dos tempos primitivos preferia a imagem de Palas às das outras divindades; os antigos paládios representavam ordinariamente a deusa com o escudo erguido, e brandindo a lança. Entretanto, essa forma varia muito, até nos próprios tempos primitivos, e Minerva se reveste de diferentes aspectos, segundo as localidades.&lt;br /&gt;Uma medalha da Nova Ílion representa uma Palas troiana cujo tipo, imitação de antiga figura arcaica, deve remontar a remota antigüidade. Está de pé e traz na mão direita a lança apoiada ao ombro, enquanto a esquerda empunha um facho. A ave sagrada está de pé diante da deusa, cujo costume, e particularmente o capacete, se afastam completamente do tipo habitual de Minerva.&lt;br /&gt;A égide é uma pele de cabra de que nos servimos como escudo, mas significa igualmente a tempestade, e é em tal sentido que Homero a entende, quando fala do fogo e da luz que partem do escudo divino. Minerva, sendo na ordem física o raio personificado, devia ter por atributo a égide, e nos monumentos arcaicos podemos ver de que maneira era empregada primitivamente. Na grande época da arte, Minerva trá-la sobre o peito; a Górgona figura sempre na égide.&lt;br /&gt;A cabeça da Górgona é um dos atributos essenciais da deusa a aparece quer sobre a égide, quer sobre o seu escudo. Exprime o terror com o qual Palas fere os inimigos.&lt;br /&gt;A Minerva arcaica de Herculanum está numa atitude hierática: vestida do peplo de dobras tesas e engomadas, que recobre a concha, marcha resolutamente para o combate. A maneira pela qual a deusa traz aqui a égide é característica: segura-a sobre o ombro para ter o braço esquerdo inteiramente coberto. A égide é grandíssima, ao passo que nos monumentos menos antigos, perde algo da sua importância.&lt;br /&gt;A égide usada por Júpiter passava por ser a pele da cabra Amaltéia, que lhe foi nutriz. Mas há tradições diferentes em torno da égide de Minerva. A deusa matara o monstro Ágis, filho da &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/caos.htm"&gt;Terra&lt;/a&gt;, que vomitava chamas com uma fumaça negra e espessa. O monstro desolou, a princípio, a Frígia, em seguida o monte Cáucaso, cujas florestas queimou até a Índia. Depois foi incendiar o monte Líbano e devastou sucessivamente o Egito e a Líbia. Minerva, após o derrubar, o traspassou com a lança e da sua pele fez uma couraça, sobre a qual colocou posteriormente a cabeça de Górgona, e que usava como troféu. Quando a égide está colocada em volta do braço, como no-la apresenta a Minerva de Herculanum, é sempre um sinal de combate.&lt;br /&gt;A Minerva de Egina segura a lança e o escudo no alto, mas a égide, em vez de ser usada sobre o braço, serve de couraça para garantir o peito e até as costas, sobre as quais recai. Essa estátua, que hoje se encontra na Gliptoteca de Munique, ocupava o centro do frontão ocidental do templo de Egina.&lt;br /&gt;A famosa Minerva de Fídias, no Partenão, era de marfim e ouro. A deusa estava de pé, coberta da égide, e a sua túnica descia até os calcanhares. Empunhava uma lança com uma das mãos e com a outra uma vitória. O capacete estava encimado por uma esfinge, emblema da inteligência celeste; nas partes laterais havia dois grifos, cuja significação era a mesma que a da esfinge, e, acima da viseira, oito cavalos a galope, imagem da rapidez com a qual age o pensamento divino. A cabeça de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/perseu.htm"&gt;Medusa&lt;/a&gt; figurava-lhe no peito. Os braços e a cabeça da deusa eram de marfim, com exceção dos olhos formados por duas pedras preciosas; as vestes eram de ouro e podiam ser retiradas com facilidade, pois era mister, quando a república se via em apertos, poder recorrer ao tesouro público, do qual a deusa era depositária. Na face exterior do escudo, posto aos pés da deusa, estava representado o combate dos atenienses contra as amazonas, na face inferior o dos gigantes contra os deuses: o nascimento de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm"&gt;Pandora&lt;/a&gt; estava esculpido no pedestal. Um trecho da Antologia grega compara a Minerva de Fídias, em Atenas, à &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/venus.htm"&gt;Vênus&lt;/a&gt; feita por Praxíteles em Cnido: "Vendo a divina imagem de Vênus, filha dos mares, tu dirás: subscrevo o juízo do frígio Páris. Se vires em seguida a Minerva de Atenas, exclamarás: quem não lhe adjudicou o primeiro era um boieiro!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-116113011983072261?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/116113011983072261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=116113011983072261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116113011983072261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116113011983072261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/10/minerva-atena.html' title='MINERVA, ATENA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-116112817752098728</id><published>2006-10-17T20:34:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T20:41:15.126-03:00</updated><title type='text'>PROMETEU E PANDORA</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5455/902333484484581/400/prometeu2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#A"&gt;A Criação do Mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#B"&gt;A Caixa de Pandora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#C"&gt;As Idades do Mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#D"&gt;Prometeu Forma o Homem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#E"&gt;As Duas Partes de Prometeu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#F"&gt;O Fogo Arrebatado aos Homens&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#G"&gt;Suplício e Libertação de Prometeu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="A"&gt;A Criação do Mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A criação do mundo é um problema que, muito naturalmente, desperta a curiosidade do homem, seu habitante. Os antigos pagãos, que não dispunham, sobre o assunto, das informações que dispomos, procedentes das Escrituras, tinham sua própria versão sobre o acontecimento, que era o seguinte:&lt;br /&gt;Antes de serem criados a terra, o mar e o céu, todas as coisas apresentavam um aspecto a que se dava o nome de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/caos.htm"&gt;Caos&lt;/a&gt; - uma informe e confusa massa, mero peso morto, no qual, contudo, jaziam latentes as sementes das coisas. A terra, o mar e o ar estavam todos misturados; assim, a terra não era sólida, o mar não era líquido e o ar não era transparente. Deus e a Natureza intervieram finalmente e puseram fim a essa discórdia, separando a terra do mar e o céu de ambos. Sendo a parte ígnea a mais leve, espalhou-se e formou o firmamento; o ar colocou-se em seguida, no que diz respeito ao peso e ao lugar. A terra, sendo a mais pesada, ficou para baixo, e a água ocupou o ponto inferior, fazendo flutuar a terra.&lt;br /&gt;Nesse ponto, um deus - não se sabe qual - tratou de empregar seus bons ofícios para arranjar e dispor as coisas na terra. Determinou aos rios e lagos seus lugares, levantou montanhas, escavou vales, distribuiu os bosques, as fontes, os campos férteis e as áridas planícies, os peixes tomaram posse do mar, as aves do ar e os quadrúpedes da terra.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/pandoraCAPA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornara-se necessário, porém, um animal mais nobre, e foi feito o Homem. Não se sabe se o criador o fez de materiais divinos, ou se na terra, há tão pouco tempo separada do céu, ainda havia algumas sementes celestiais ocultas. Prometeu tomou um pouco dessa terra e, misturando-se com água, fez o homem à semelhança dos deuses. Deu-lhe o porte erecto, de maneira que, enquanto os outros animais têm o rosto voltado para baixo, olhando a terra, o homem levanta a cabeça para o céu e olha as estrelas.&lt;br /&gt;Prometeu era um dos titãs, uma raça gigantesca, que habitou a terra antes do homem. Ele e seu irmão Epimeteu foram incumbidos de fazer o homem e assegurar-lhe, e aos outros animais, todas as faculdades necessárias à sua preservação. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu de examiná-la, depois de pronta. Assim, Epimeteu tratou de atribuir a cada animal seus dons variados, de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Quando, porém, chegou a vez do homem, que tinha de ser superior a todos os outros animais, Epimeteu gastara seus recursos com tanta prodigalidade, que nada mais restava. Perplexo, recorreu a seu irmão Prometeu, que, com a ajuda de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm"&gt;Minerva&lt;/a&gt;, subiu ao céu e acendeu sua tocha no carro do sol, trazendo o fogo para o homem. Com esse Dom, o homem assegurou sua superioridade sobre todos os outros animais. O fogo lhe forneceu o meio de construir as armas com que subjugou os animais e as ferramentas com que cultivou a terra; aquecer sua morada, de maneira a tornar-se relativamente independente do clima, e, finalmente, criar a arte da cunhagem das moedas, que ampliou e facilitou o comércio.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5455/902333484484581/400/prometeus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="B"&gt;A Caixa de Pandora&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A mulher não fora ainda criada. A versão (bem absurda) é que &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;Júpiter&lt;/a&gt; a fez e enviou-a a Prometeu e seu irmão, para puni-los pela ousadia de furtar o fogo do céu, e ao homem, por tê-lo aceito. A primeira mulher chamava-se Pandora. Foi feita no céu, e cada um dos deuses contribuiu com alguma coisa para aperfeiçoá-la. &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/venus.htm"&gt;Vênus&lt;/a&gt; deu-lhe a beleza, &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/mercurio.htm"&gt;Mercúrio&lt;/a&gt; a persuasão, &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/apolo.htm"&gt;Apolo&lt;/a&gt; a música, etc. Assim dotada, a mulher foi mandada à terra e oferecida a Epimeteu, que de boa vontade a aceitou, embora advertido pelo irmão para ter cuidado com Júpiter e seus presentes. Epimeteu tinha em sua casa uma caixa, na qual guardava certos artigos malignos, de que não se utilizara, ao preparar o homem para sua nova morada. Pandora foi tomada por intensa curiosidade de saber o que continha aquela caixa, e, certo dia, destampou-a para olhar. Assim, escapou e se espalhou por toda a parte uma multidão de pragas que atingiram o desgraçado homem, tais como a gota, o reumatismo e a cólica para o corpo, e a inveja, o despeito e a vingança para o espírito. Pandora apressou-se em colocar a tampa na caixa, mas, infelizmente, escapara todo o conteúdo da mesma, com exceção de uma única coisa, que ficara no fundo, e que era a esperança. Assim, sejam quais forem os males que nos ameacem, a esperança não nos deixa inteiramente; e, enquanto a tivermos nenhum mal nos torna inteiramente desgraçados.&lt;br /&gt;Uma outra versão é de que Pandora foi mandada por Júpiter com boa intenção, a fim de agradar ao homem. O rei dos deuses entregou-lhe, como presente de casamento, uma caixa, em que cada deus colocara um bem. Pandora abriu a caixa, inadvertidamente, todos os bens escaparam, exceto a esperança. Essa versão é, sem dúvida, mais aceitável que a primeira. Realmente, como poderia a esperança, jóia tão preciosa, ter sido misturada a toda a sorte de males, como na primeira versão?&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="C"&gt;As Idades do Mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estando, assim, povoado o mundo, seus primeiros tempos constituíram uma era de inocência e ventura, chamada a Idade de Ouro. Reinavam a verdade e a justiça, embora não impostas pela lei, e não havia juizes para ameaçar ou punir. As florestas ainda não tinham sido despojadas de suas árvores para fornecer madeira aos navios, nem os homens haviam construídos fortificações em torno de suas cidades. Espadas, lanças ou elmos eram objetos desconhecidos. A terra produzia tudo necessário para o homem, sem que esse se desse o trabalho de lavrar ou colher. Vicejava uma primavera perpétua, as flores cresciam sem sementes, as torrentes dos rios eram de leite e de vinho, o mel dourado escorria dos carvalhos.&lt;br /&gt;Seguiu-se a Idade de Prata, inferior à de Ouro, porém melhor do que a de Cobre. Júpiter reduziu a primavera e dividiu o ano em estações. Pela primeira vez o homem teve que sofrer os rigores do calor e do frio, e tornaram-se necessária as casas. As primeiras moradas foram as cavernas, os abrigos das árvores frondosas e cabanas feitas de hastes. Tornou-se necessário plantar para colher. O agricultor teve de semear e de arar a terra, com ajuda do boi.&lt;br /&gt;Veio, em seguida, a Idade de Bronze, já mais agitada e sob ameaça das armas, mas ainda não inteiramente má. A pior foi a Idade do Ferro. O crime irrompeu, como uma inundação; a modéstia, a verdade e a honra fugiram, deixando em seus lugares a fraude e a astúcia, a violência e a insaciável cobiça. Os marinheiros estenderam as velas ao vento e as árvores foram derrubadas nas montanhas para servir de quilhas dos navios e ultrajar a face do oceano. A terra, que até então fora cultivada em comum, começou a ser dividida entre os possuidores. Os homens não se contentaram com o que produzia a superfície: escavou-se a terra e tirou-se do seu seio os minérios e metais. Produziu-se o danoso ferro e o ainda mais danoso ouro. Surgiu a guerra, utilizando-se de um e de outro como armas; o hóspede não se sentia em segurança em casa de seu amigo; os genros e sogros, os irmãos e irmãs, os maridos e mulheres não podiam confiar uns nos outros. Os filhos desejavam a morte dos pais, a fim de lhe herdarem a riqueza; o amor familiar caiu prostrado. A terra ficou úmida de sangue, e os deuses a abandonaram, um a um, até que ficou somente Astréia (Deusa da inocência e da pureza. Depois de sair da terra, foi colocada entre as estrelas, onde se transformou na constelação Virgo. Era filha de Têmis (Justiça), representada com uma balança em que pesa as alegações das partes adversárias.), que, finalmente, acabou também partindo.&lt;br /&gt;Vendo aquele estado de coisas, Júpiter indignou-se e convocou os deuses para um conselho. Todos obedeceram à convocação e tomaram o caminho do palácio do céu. Esse caminho pode ser visto por qualquer um nas noites claras, atravessando o céu, e é chamado a Via Láctea. Ao longo dele ficam os palácios dos deuses ilustres; a plebe celestial vive à parte, de um lado ou de outro.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5455/902333484484581/400/prometeu4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dirigindo-se à assembléia, Júpiter expôs as terríveis condições que reinavam na terra e encerrou as suas palavras anunciando a intenção de destruir todos os seus habitantes e fazer surgir uma nova raça, diferente da primeira, que seria mais digna de viver e saberia melhor cultuar os deuses. Assim dizendo, apoderou-se de um raio e já estava prestes a atirá-lo contra o mundo, destruindo-o pelo fogo, quando atentou para o perigo que o incêndio poderia acarretar para o próprio céu.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/pandora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mudou, então, de idéia, e resolveu inundar a terra. O vento norte, que espalha as nuvens, foi encadeado; o vento sul foi solto e em breve cobriu todo o céu com escuridão profunda. As nuvens, empurradas em bloco, romperam-se com fragor; torrentes de chuva caíram; as plantações inundaram-se; o trabalho de um ano do lavrador pereceu em uma hora. Não satisfeito com suas próprias águas, Júpiter pediu a ajuda de seu irmão &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm"&gt;Netuno&lt;/a&gt;. Este soltou os rios e lançou-os sobre a terra. Ao mesmo tempo, sacudiu-a com um terremoto e lançou o refluxo do oceano sobre as praias. Rebanhos, animais, homens e casas foram engolidos e os templos, com seus recintos sacros, profanados. Todo edifício que permanecerá de pé foi submergido e suas torres ficaram abaixo das águas. Tudo se transformou em mar, num mar sem praias. Aqui e ali, um indivíduo refugia-se num cume e alguns poucos, em barcos, apoiam o remo no mesmo solo que ainda há pouco o arado sulcara. Os peixes nadam sobre os galhos de árvores; a âncora se prende num jardim. Onde recentemente os cordeirinhos brincavam, as focas cabriolam desajeitadamente. O lobo nada entre as ovelhas, os fulvos leões e os tigres lutam nas águas. A força do javali de nada lhe serve, nem a ligeireza do cervo. As aves tombam, cansadas, na água, não tendo encontrado terra onde pousar. Os seres vivos que a água poupara caem como presas da fome.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/5455/902333484484581/400/prometeu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as montanhas, apenas o Parnaso ultrapassa as águas. Ali, Deucalião e sua esposa Pirra, da raça de Prometeu, encontram refúgio - ele é um homem justo, ela uma devota fiel dos deuses. Vendo que não havia outro vivente além desse casal e lembrando-se de sua vida inofensiva e de sua conduta piedosa, Júpiter ordenou aos ventos do norte que afastassem as nuvens e mostrassem o céu à terra e a terra ao céu. Também Netuno ordenou a Tritão que soasse sua concha determinando a retirada das águas. As águas obedeceram; o mar voltou às suas costas e os rios aos seus leitos. Deucalião assim se dirigiu, então, a Pirra: "Ó esposa, única mulher sobrevivente, unida a mim primeiramente pelos laços do parentesco e do casamento, e agora por um perigo comum, pudéssemos nós possuir o poder de nosso antepassado Prometeu e renovar a raça, como ele fez, pela primeira vez! Como não podemos, porém, dirijamo-nos àquele templo e indaguemos dos deuses o que nos resta a fazer." Entraram num templo coberto de lama e aproximaram-se do altar, onde nenhum fogo crepitava. Prostraram-se na terra e rogaram à deusa que os esclarecesse sobre a maneira de se comportar naquela situação miserável.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/pandora-waterhouse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Saí do templo com a cabeça coberta e as vestes desatadas e atirai para trás os ossos de vossa mãe" - respondeu o oráculo. Estas palavras foram ouvidas com assombro. Pirra foi a primeira a romper o silêncio: "Não podemos obedecer; não vamos nos atrever a profanar os restos de nossos pais." Seguiram pela fraca sombra do bosque, refletindo sobre o oráculo. Afinal, Deucalião falou: "Se minha sagacidade não me ilude, poderemos obedecer a ordem sem cometermos qualquer impiedade. A Terra é a mãe comum de nós todos; as pedras são seus ossos; poderemos lançá-las para trás de nós; e creio ser isto que o oráculo quis dizer. Pelo menos, não fará mal tentar." Os dois velaram o rosto, afrouxaram as vestes, apanharam as pedras e atiraram-nas para trás. As pedras (maravilha das maravilhas!) amoleceram e começaram a tomar forma. Pouco a pouco, foram assumindo uma grosseira semelhança com a forma humana, como um bloco ainda mal acabado nas mãos de um escultor. A umidade e o lodo que havia sobre elas transformaram-se em carne; a parte pétrea transformou-se nos ossos; as veias ou veios da pedra continuaram veias, conservando seu nome e apenas mudando sua utilidade. As pedras lançadas pelas mãos do homem tornaram-se homens, as lançadas pela mulher tornaram-se mulheres. Era uma raça forte e bem disposta para o trabalho como até hoje somos, mostrando bem a nossa origem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="D"&gt;Prometeu Forma o Homem&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Japeto representa o antepassado da humanidade. Talvez seja preciso reconhecer, nessa personagem a que Gênesis dá por filho a Noé, Jafé, cujo nome personifica uma das grandes raças primitivas. Era considerado pelos gregos o tipo do que há de mais antigo e associa-se habitualmente a &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm"&gt;Saturno&lt;/a&gt;. Desposara Ásia, filha do &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/divindades.htm"&gt;Oceano&lt;/a&gt;, e teve vários filhos, entre outros Prometeu, Epimeteu e Atlas. O Titã Japeto não desempenha papel na mitologia; a sua importância vem da antigüidade que se lhe atribuía e que lhe dava o mesmo tempo que os mais antigos deuses.&lt;br /&gt;Embora seja o Titã Japeto tido como antepassado da humanidade, parece que é a seu filho Prometeu que devemos a forma particular que nos distingue dos animais. "Prometeu, diz Ovídio, após destemperar um pouco de terra com água, formou o homem à semelhança dos deuses; e enquanto os outros animais têm a cabeça voltada para o chão, somente o homem a ergue para o céu, e olha para o céu." A fabricação do homem por Prometeu está representada em monumentos assaz numerosos, mas que pertencem na sua maioria a uma baixa época.&lt;br /&gt;Em todas as representações antigas, Prometeu aparece como artesão que faz o homem materialmente, mas não como o deus que o anima. Esse papel cabe a &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm"&gt;Minerva&lt;/a&gt; (a Sabedoria divina): vários monumentos nos apresentam nitidamente a parte que cabe a cada um na criação da espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="E"&gt;As Duas Partes de Prometeu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Prometeu orgulhava-se do seu trabalho; e tendo surgido divergências entre os deuses e os homens primitivos, tomou ele o partido destes. As divergências, das quais Hesíodo não nos diz a causa, eram acertadas em Sicíona: Prometeu, desejando saber se &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;Júpiter&lt;/a&gt; era verdadeiramente digno das honras divinas, excogitou um ardil para provar a sua clarividência. "Expôs aos olhos de todos, diz Hesíodo, um enorme boi. De um lado, encerrou na pele as carnes e os melhores pedaços, envolvendo-os com o ventre da vítima; do outro, dispôs com pérfida habilidade os ossos brancos que recobriu de gordura lustrosa. O pai dos deuses e dos homens disse-lhe, então: "Filho de Japeto, ó mais ilustre de todos os reis, amigo, com que desigualdade dividiste as partes!" Prometeu, sorrindo interiormente do ardil, rogou-lhe que escolhesse, e Júpiter, apoderando-se da parte mais pesada, só ali encontrou ossos."&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="F"&gt;O Fogo Arrebatado aos Homens&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Júpiter, furioso por ter sido enganado, quis vingar-se dos homens, dos quais Prometeu é protetor, e roubou-lhes o fogo, sem o qual todo e qualquer trabalho é impossível. Mas Prometeu não se deu por vencido, e conseguiu roubar uma faísca do fogo do céu, que se apressou em levar aos homens. Dessa vez, Júpiter, vendo-se decididamente iludido pelo Titã, não conteve o ressentimento e resolveu punir simultaneamente os homens e o protetor. A grosseria dessa lenda é uma prova de sua grande antigüidade; no entanto, não deu origem a nenhuma representação plástica no período arcaico. Nas narrações dos poetas, o fogo estava contido numa folha e invisível a todos os olhos; pelo contrário, o oleiro mostra a chama a sair de um vasinho que o Titã segura com a mão.&lt;br /&gt;Júpiter diz a Prometeu: "Filho de Japeto, rejubilas-te por haveres roubado o fogo divino e iludido a minha sabedoria; mas esse ato será fatal a ti e aos homens que hão de vir. Para vingar-me, enviar-lhes-ei um funesto presente que os enfeitiçará e fará com que amem o seu próprio flagelo." (Hesíodo).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="G"&gt;Suplício e Libertação de Prometeu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Júpiter revelou-se cruel para com Prometeu e, a fim de puni-lo por ter dado o fogo aos homens, agrilhoou-o ao Cáucaso. Uma águia lhe dilacerava constantemente o fígado e a sua carne renascia imediatamente para que o suplício se renovasse todos os dias. A luta de Júpiter contra Prometeu foi interpretada de maneira assaz diferentes, mas segundo os trágicos seria possível ver nela uma vaga recordação de uma mudança de crenças. Na antigüidade, Prometeu ficou como tipo de justiça esmagada pela força, da consciência humana protestando contra um poder inexorável.&lt;br /&gt;O suplício de Prometeu teria, no entanto, fim. &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/hercules.htm"&gt;Hércules&lt;/a&gt;, o matador dos monstros e grande reparador de erros, livrou o Titã matando a águia que o roía. Prometeu, que conhecia o futuro, predissera que quem desposasse a Nereida Tétis, teria um filho mais poderoso que o pai, e o rei dos deuses, sabendo de tal profecia, renunciou ao projeto de unir-se a Tétis. Como recordação desse serviço, &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;Júpiter&lt;/a&gt; não obstaculou a libertação de Prometeu; mas já que afirmara que o suplício duraria milhares de anos e que um deus não deve mentir, excogitou-se um subterfúgio. De um dos elos da cadeia que agrilhoava o Titã se fez um anel, no qual se introduziu um pedacinho do rochedo; desse modo, Prometeu continuava sempre preso ao Cáucaso.&lt;br /&gt;Um interessante sarcófago no museu Capitolino fixa em várias cenas toda a lenda de Prometeu.&lt;br /&gt;Há algumas variantes na história de Prometeu: alguns lhe atribuem a fabricação da mulher, bem como a do homem, o que tiraria toda a razão de ser da linda Fábula de Pandora. Entretanto, existem sobre essa versão monumentos que não podemos desprezar. Um baixo-relevo antigo nos mostra Prometeu segurando um desbastador e modelando a primeira mulher; um homenzinho ainda não animado está deitado aos pés do escultor e quem &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/mercurio.htm"&gt;Mercúrio&lt;/a&gt; conduz uma alma, caracterizada pelas asas de borboleta, e que irá habitar o corpo terminado por Prometeu. Atrás de Mercúrio, vemos as três Parcas que fiarão o destino da nova criatura. O touro, o burro e a lebre, colocados perto do escultor, relembram uma tradição segundo a qual Prometeu, ao formar a espécie humana, misturou ao limo de que se servia as qualidades dos diversos animais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-116112817752098728?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://asgardh.blogspot.com/' title='PROMETEU E PANDORA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/116112817752098728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=116112817752098728&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112817752098728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112817752098728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/10/prometeu-e-pandora.html' title='PROMETEU E PANDORA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-116112705605905182</id><published>2006-10-17T20:15:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T20:17:36.156-03:00</updated><title type='text'>PROMETEU</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/4822/778592395432381/400/prometeu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A figura trágica e rebelde de Prometeu, símbolo da humanidade, constitui um dos mitos gregos mais presentes na cultura ocidental. Filho de Jápeto e Clímene - ou da nereida Ásia ou ainda de Têrmis, irmã de Cronos, segundo outras versões - Prometeu pertencia à estirpe dos Titãs, descendentes de Urano e Gaia e inimigos dos deuses olímpicos. O poeta Hesíodo relatou, em sua Teogonia, como Prometeu roubou o fogo escondido no Olimpo para entregá-lo aos homens. Fez do limo da terra um homem e roubou uma fagulha do fogo divino a fim de dar-lhe vida. Para castigá-lo, Zeus enviou-lhe a bonita Pandora, portadora de uma caixa que, ao ser aberta, espalharia todos os males sobre a Terra. Como Prometeu resistiu aos encantos da mensageira, Zeus o acorrentou a um penhasco, onde uma águia devorava diariamente seu fígado, que se reconstituía. Lendas posteriores narram como Hércules matou a águia e libertou Prometeu. Na Grécia, havia altares consagrados ao culto a Prometeu, sobretudo em Atenas. Nas lampadofórias (festas das lâmpadas), reverenciavam-se ao mesmo tempo Prometeu, que roubara o fogo do céu, Hefesto, deus do fogo, e Atena, que tinha ensinado o homem a fazer o óleo de oliva. A tragédia Prometeu acorrentado, de Ésquilo, foi a primeira a apresentá-lo como um rebelde contra a injustiça e a onipotência divina, imagem particularmente apreciada pelos poetas românticos, que viram nele a encarnação da liberdade humana, que leva o homem a enfrentar com orgulho seu destino. Prometeu significa etimologicamente "o que é previdente". O mito, além de sua repercussão literária e artística, tem também ressonância profunda entre os pensadores. Simbolizaria o homem que, para beneficiar a humanidade, enfrenta o suplício inexorável; a grande luta das conquistas civilizadoras e da propagação de seus benefícios à custa de sacrifício e sofrimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-116112705605905182?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://asgardh.blogspot.com/' title='PROMETEU'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/116112705605905182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=116112705605905182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112705605905182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112705605905182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/10/prometeu.html' title='PROMETEU'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-116112514449759732</id><published>2006-10-17T19:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T19:45:44.566-03:00</updated><title type='text'>DE URANO A CRONOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/Urano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Top"&gt;A Primeira Geração Divina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm#A"&gt;Titãs&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm#B"&gt;Oceano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm#C"&gt;Ciclope&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira fase do Cosmo segue-se o que se poderia chamar estágio intermediário, em que Úrano (Céu) se une a Géia (Terra), de que procede numerosa descendência: Titãs, Titânidas, Ciclopes, Hecatonquiros, além dos que nasceram do sangue de Úrano e de todos os filhos destes e daqueles.&lt;br /&gt;A união de Úrano e Géia é o que se denomina hierogamia, um casamento sagrado, cujo objetivo precípuo é a fertilidade da mulher, dos animais e da terra. É que, o casamento sagrado, "atualiza a comunhão entre os deuses e os homens; comunhão, por certo passageira, mas com significativas conseqüências. Pois a energia divina convergia diretamente sobre a cidade - em outras palavras, sobre a "Terra" - santificava-a e lhe garantia a prosperidade e a felicidade para o ano que começava". Essas hierogamias se encontram em quase todas as tradições religiosas. Simbolizam não apenas as possibilidades de união com os deuses, mas também uniões de princípios divinos que provocam certas hipóstases. Uma das mais célebres dessas uniões é a de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/zeus.htm"&gt;Zeus&lt;/a&gt; (o poder, a autoridade) e Têmis (a justiça, a ordem eterna) que deu nascimento a Eunomia (a disciplina), Irene (a paz) e Dique (a justiça).&lt;br /&gt;Curioso que o casamento, instituição que preside à transmissão da vida, aparece é muitas aureolado de um culto que exalta e exige a virgindade, simbolizando, vezes assim, a divina da vida, de que as uniões do homem e da mulher são apenas origem projeções, receptáculos, instrumentos e canais transitórios. No Egito havia as esposas de Amondeus da fecundidade. Eram normalmente princesas, consagradas ao deus e , que dedicavam sua virgindade a essa teogamia. Em Roma, as Vestais, sacerdotisas de Vesta, deusa da lareira doméstica, depois deusa da Terra, a Deusa Mãe, se caracterizavam por uma extrema exigência de pureza.&lt;br /&gt;Retornando à primeira geração divina, temos, inicialmente, o seguinte quadro:                    &lt;br /&gt;Úrano è Géia&lt;br /&gt;Titãs: Oceano, Ceos, Crio, Hiperíon, Jápeto, Crono&lt;br /&gt;Titânidas: Téia, Réia, Têmis, Mnemósina, Febe, Tétis&lt;br /&gt;Ciclopes: Arges, Estérope, Brontes&lt;br /&gt;Hecatonquiros: Coto, Briaréu, Gias&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="A"&gt;Titãs&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em grego (Titán), é aproximado, em etimologia popular, de (títaks),  rei, e (titéne), rainha, termos possivelmente de procedência oriental: nesse caso, Titã significaria "soberano, rei". Carnoy prefere admitir que os Titãs tenham sido primitivamente deuses solares e seu nome se explicaria pelo "pelágico" tita, brilho, luz. A primeira hipótese parece mais clara e adequada às funções dos violentos Titãs no mito grego. Os Titãs simbolizam, "as forças brutas da terra e, por conseguinte, os desejos terrestres em atitude de revolta contra o espírito", isto é, contra Zeus. Juntamente com os Ciclopes, os Gigantes e os Hecatonquiros representam eles as manifestações elementares, as forças selvagens e insubmissão da natureza nascente, prefigurando a primeira etapa da gestação evolutiva. Ambiciosos, revoltados e indomáveis, adversários tenazes do espírito consciente, patenteado em Zeus, não simbolizam apenas as forças brutas da natureza, mas, lutando contra o espírito, exprimem a oposição à espiritualização harmonizante. Sua meta é a dominação, o despotismo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="B"&gt;Oceano &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em grego (Okeanós), sem etimologia ainda bem definida. É possível que se trate de palavra oriental com o sentido de "circular, envolver". Parece que Oceano era concebido, a princípio, como um rio-serpente, que cercava e envolvia a terra. Pelo menos esta é a idéia que do mesmo faziam os sumérios, segundo os quais a Terra estava sentada sobre o Oceano, o rio-serpente. No mito grego, Oceano é a personificação da água que rodeia o mundo: é representado como um rio, o Rio-Oceano, que corre em torno da esfera achatada da terra, como diz Ésquilo em Prometeu Acorrentado: Oceano, cujo curso, sem jamais dormir, gira ao redor da Terra imensa.&lt;br /&gt;Quando, mais tarde, os conhecimentos geográficos se tornaram mais precisos, Oceano passou a designar o Oceano Atlântico, o limite ocidental do mundo antigo. Representa o poder masculino, assim como Tétis, sua irmã e esposa, simboliza o poder e a fecundidade feminina do mar. Como deus, Oceano é o pai de todos os rios, que, segundo a Teogonia, são mais de três mil, bem como das quarenta e uma Oceânidas, que personificam os riachos, as fontes e as nascentes. Unidas a deuses e, por vezes, a simples mortais, são responsáveis por numerosa descendência.&lt;br /&gt;O em razão mesmo de sua vastidão, aparentemente sem limites, é a imagem Oceano, da indistinção e da indeterminação primordial.&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/franciscogoya-Saturn-Eating-Cronus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, o simbolismo do Oceano se une ao da água, considerada como origem da vida. Na mitologia egípcia, o nascimento da Terra e da vida era concebido como uma emergência do Oceano, à imagem e semelhança dos montículos lodosos que cobrem o Nilo, quando de sua baixa. Assim, a criação, inclusive a dos deuses, emergiu das águas primordiais. O deus primevo era chamado a Terra que emerge. Afinal, as águas, "simbolizam a soma de todas as virtualidades: são a fonte, a origem e o reservatório de todas as possibilidades de existência. Precedem a todas as formas e suportam toda a criação".&lt;br /&gt;Oceano e suas filhas, as Oceânidas, surgem na literatura grega como personagens da gigantesca tragédia de Ésquilo, Prometeu Acorrentado. Oceano, apesar de personagem secundária na peça, um mero tritagonista, é finalmente marcado por Ésquilo: tímido, medroso e conciliador, está sempre disposto a ceder diante do poderio e da arrogância de Zeus. Com o caráter fraco de seu pai contrastam as Oceânidas, que formam o coro da peça: preferem ser sepultadas com &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/prometeu.htm"&gt;Prometeu&lt;/a&gt; a sujeitar-se à prepotência do pai dos deuses e dos homens.&lt;br /&gt;Mesmo quando os Titãs, após a mutilação de Úrano, se apossaram do mundo, Oceano resolveu não participar das lutas que se seguiram, permanecendo sempre à parte como observador atento dos fatos...&lt;br /&gt;Dada a pouca ou nenhuma importância dos Titãs Ceos, Crio e Hiperíon no mito grego, a não ser por seus casamentos, filhos e descendentes, vamos diretamente a Crono.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/primeira.htm#Top"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="C"&gt;Ciclope &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em grego (Kýklops), "olho redondo", pois os Ciclopes eram concebidos como seres monstruosos com um olho só no meio da fronte. Demônios das tempestades, os três mais antigos são chamados, por isso mesmo, Brontes, o trovão, Estéropes, o relâmpago, e Arges, o raio.&lt;br /&gt;Os mitógrafos distinguem três espécies de Ciclopes: os Urânios (filhos de Úrano e Géia), os Sicilianos, companheiros de Polifemo, como aparece na Odisséia de Homero e os Construtores. Os primeiros, Brontes, Estéropes e Arges são os urânios. Encadeados pelo pai, foram, a pedido de Géia, libertados por Crono, mas por pouco tempo. Temendo-os, este os lançou novamente no Tártaro, até que, advertido por um oráculo de Géia de que não poderia vencer os Titãs sem o concurso dos Ciclopes, Zeus os libertou definitivamente. Estes, agradecidos, deram-lhe o trovão, o relâmpago e o raio. A Plutão ou Hades ofereceram um capacete que podia torná-lo invisível e a Posídon, o tridente. Foi assim, que os Olímpicos conseguiram derrotar os Titãs.&lt;br /&gt;A partir de então tornaram-se eles os artífices dos raios de Zeus.&lt;br /&gt;Como o médico Asclépio, filho de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/apolo.htm"&gt;Apolo&lt;/a&gt;, fizesse tais progressos em sua arte, que chegou mesmo a ressuscitar vários mortos, Zeus, temendo que a ordem do mundo fosse transtornada, fulminou-o. Apolo, não podendo vingar-se de Zeus, matou os Ciclopes, fabricantes do raio, que eliminaria o deus da medicina.&lt;br /&gt;O segundo de Ciclopes, impropriamente denominados sicilianos, tendem a confundir-se com aqueles de que fala Homero na Odisséia. Estes eram selvagens, gigantescos, dotados de uma força descomunal e antropófagos. Viviam perto de Nápoles, nos chamados campos de Flegra. Moravam em cavernas e os únicos bens que possuíam eram seus rebanhos de carneiros. Dentre esses Ciclopes destaca-se Polifemo, imortalizado pelo cantor de Ulisses e depois, na época clássica, pelo drama satírico de Eurípedes, o Ciclope, o único que chegou completo até nós.&lt;br /&gt;Na época alexandrina, os Ciclopes "homéricos" transformaram-se em demônios subalternos, ferreiros e artífices de todas as armas dos deuses, mas sempre sob a direção de Efesto, o deus por excelência das forjas. Habitavam a Sicília, onde possuíam uma oficina subterrânea. De antropófagos se transmutaram na erudita poesia alexandrina em frágeis seres humanos, mordidos por &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/eros.htm"&gt;Eros&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A terceira leva de Ciclopes proviria da Lícia. A eles era atribuída a construção de grandes monumentos da época pré-histórica, formados de gigantescos blocos de pedra, cujo transporte desafiava as forças humanas. Ciclopes pacíficos, esses Gigantes se colocaram a serviço de heróis lendários, como Preto, na fortificação de Tirinto, e &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/perseu.htm"&gt;Perseu&lt;/a&gt;, na construção da fortaleza de Micenas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-116112514449759732?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://asgardh.blogspot.com/' title='DE URANO A CRONOS'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/116112514449759732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=116112514449759732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112514449759732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112514449759732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/10/de-urano-cronos.html' title='DE URANO A CRONOS'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-116112448040260346</id><published>2006-10-17T19:26:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T19:34:41.380-03:00</updated><title type='text'>Réia, Cibele e Nix</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/koto_reia_270.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As Origens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Réia ou Cibele &lt;br /&gt; Ops &lt;br /&gt; Tártaro &lt;br /&gt; Hemera &lt;br /&gt; Nix &lt;br /&gt; Montes, Montanhas &lt;br /&gt; Pontos &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Réia ou Cibele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saturno, se bem que pai dos três principais deuses, Júpiter, Netuno e Plutão, não teve entre os poetas o título de Pai dos Deuses, talvez devido à crueldade que exerceu sobre os filhos, enquanto que Réia, sua esposa, era chamada a Mãe dos Deuses, a Grande Mãe, e era venerada com esse nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diferentes nomes com que é designada a mãe de Júpiter exprimiam sem dúvida atribuições diversas da mesma pessoa. Realmente essa deusa, sob qualquer dos seus muitos nomes, é sempre a Terra, mãe comum de todos os seres. Réia ou Cibele, que nas cerimônias dos cultos e crenças religiosas dos povos, parece ter sido o mais honrado. Eis o que se contava de Cibele: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha do Céu e da Terra, por conseguinte a própria Terra, Cibele, mulher de Saturno, era chamada a Boa Deusa, a Mãe dos Deuses, por ser mãe de Júpiter, de Juno, de Netuno, de Plutão e da maior parte dos deuses de primeira ordem. Logo depois de nascer, sua mãe expô-la em uma floresta, e os animais ferozes tomaram conta dela e alimentaram-na. Enamorou-se de Atis, jovem e formoso frígio, a quem confiou o cuidado do seu culto, sob a condição de que ele não violaria o seu voto de castidade. Atis esqueceu o juramento desposando a ninfa Sangarida, e Cibele puniu-o matando a rival. Atis ficou profundamente magoado; num acesso de delírio e desgraçado se mutilou; e ia enforcar-se, quando Cibele, com uma compaixão tardia, mudou-o em pinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto de Cibele tornou-se célebre em Frígia, de onde foi levado a Creta. Foi introduzido em Roma na época da segunda guerra púnica. O simulacro da Boa Deusa, uma grande pedra muito tempo conservada em Pessino, foi colocada no templo da Vitória, no monte Palatino. Foi um dos penhores da estabilidade do império, e se instituiu uma festa, com combates simulados, em honra de Cibele. Os seus mistérios, tão dissolutos como os de Baco, eram celebrados com um confuso ruído de oboés e címbalos; os sacrificadores davam uivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacrificavam-lhe uma porca, pela sua fertilidade, um touro ou uma cabra, e os padres, durante esses sacrifícios, sentados, batiam palmas no chão. O buxo e o pinheiro eram-lhe consagrados; o primeiro por ser a madeira de que se faziam as flautas, instrumentos empregados nas festas, e o segundo por causa do desgraçado Atis a quem Cibele tanto amara. Os seus sacerdotes eram os Cabiros, os Coribantes, os Curetes, os Dáctilos do monte Ida, os Galos, os Semíviros e os Telquinos, quase todos geralmente eunucos, em memória de Atis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representava-se Cibele com os traços e o garbo de uma mulher robusta, com uma coroa de carvalho, árvore que havia alimentado os primeiros homens. As torres sobre a sua cabeça representam as cidades que estão sob a sua proteção, e a chave que está em sua mão indica os tesouros que o seio da terra esconde no inverno e oferece no estio. É conduzida num carro tirado por leões. O carro é o símbolo da Terra que se balança e rola no espaço; os leões demonstram que nada, por mais feroz, deixará de ser domado pela ternura maternal, ou por outra, - que não há solo rebelde à indústria fecunda. As suas vestes são matizadas, geralmente verdes, alusão aos ornatos da natureza. O tambor que está a seu lado é o globo terrestre; os címbalos, os gestos violentos dos seus sacerdotes indicam a atividade dos lavradores e o ruído dos instrumentos da agricultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poetas supuseram que Cibele era a filha de Meon e Dindimo, rei e rainha da Frígia. Seu pai, tendo percebido que ela amava Atis, fez que este morresse com suas mulheres, e atirou os seus corpos em um montouro. Cibele ficou inconsolável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops, o mesmo que Cibele e Réia ou a Terra, é representada como uma venerável matrona que estende a mão direita oferecendo socorro, e que com a esquerda dá pão ao pobre. Era também considerada com a deusa das riquezas. O seu nome quer dizer socorro, auxílio, assistência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há que admirar de ver-se a Terra, tantas vezes personificada sob denominações diferentes. Fonte inesgotável de riquezas, mãe fecunda de todos os bens, ela se oferecia à adoração dos povos sob vários aspectos, conforme o clima e a região; daí, as múltiplas lendas e os seus inumeráveis símbolos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tártaro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De etimologia desconhecida, até o momento, é o local mais profundo das entranhas da terra, localizado muito abaixo do próprio Hades. A distância que separa o Hades do Tártaro é a mesma que existe entre Géia, a Terra, e Úrano, o Céu. Um pouco mais tarde, quando o Hades foi dividido em três compartimentos, Campos Elísios, local onde ficavam por algum tempo os que pouco tinham o purgar, Érebo, residência também temporária dos que muito tinham a sofrer, o Tártaro se tornou o local de suplício permanente dos grandes criminosos, mortais e imortais. Quando Zeus proíbe os Imortais de se imiscuírem nas batalhas entre aqueus e troianos, e ameaça lançar os recalcitrantes nas profundezas do Tártaro, observa-se que este é perfeito sinônimo de Hades, aonde iam ter, para todo o sempre, sem prêmio nem castigo, todas as almas. A divisão do Hades em compartimentos é pós-homérica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Hesíodo a idéia de permanência eterna na outra vida já parece também existir, pelo menos para alguns deuses e mortais: lá foram lançados os Titãs e as almas dos homens da Idade de Bronze. Os Ciclopes tiveram mais sorte: duas vezes lançados no Tártaro, duas vezes de lá foram libertados, o que demonstra que para algumas divindades o Tártaro podia funcionar apenas como prisão temporária, ao menos até Hesíodo. Seja como for, é no Tártaro que as diferentes gerações divinas lançam sucessivamente seus inimigos, como os Ciclopes e depois os Titãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hemera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hemera, (Heméra), cuja base é o ino-europeu, "claridade". Hemera é a personificação do Dia, concebido como divindade feminina, formando com Éter um par, enquanto Érebo e Nix formam o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nix&lt;br /&gt;&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/7683/2435/400/Nix.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nix, é a personificação e a deusa da noite, cuja raiz é o indo-europeu - "escuridão". Habita o extremo Oeste, além do país de Atlas. Enquanto Érebo personifica as trevas subterrâneas, inferiores, Nix personifica as trevas superiores, de cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorre o céu, coberta por um manto sombrio, sobre um carro puxado por quatro cavalos negros e sempre acompanhada das Queres. À Noite só se podem imolar ovelhas negras. Nix simboliza o tempo das gestações, das germinações e das conspirações, que vão surgir à luz do dia em manifestações de vida. É muito rica em todas as potencialidades de existência, mas entrar na noite é regressar ao indeterminado, onde se misturam pesadelos, íncubos, súcubos e monstros. Símbolo do inconsciente, é no sono da noite que aquele se libera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montes. Montanhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No grego hesiódico (Úrea), do verbo (óresthai), "elevar-se", personificados como filhos de Géia, são em Hesíodo a "agradável habitação das Ninfas". Por sua altura e por ser um centro, a montanha tem um simbolismo preciso. Na medida em que ela é alta, vertical, aproximando-se do céu, é símbolo de transcendência; enquanto centro de hierofanias (manifestações do sagrado) e de teofanias (manifestações dos deuses), participa do simbolismo da manifestação. Como ponto de encontro entre o céu e a terra, é a residência dos deuses e o termo da ascensão humana. Expressão da estabilidade e da imutabilidade, a montanha, segundo os sumérios, é a massa primordial não diferenciada, o Ovo do mundo. Residência dos deuses, escalar a montanha sagrada é caminhar em direção ao Céu, como meio de se entrar em contato com o divino, e uma espécie de retorno ao Princípio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as culturas têm sua montanha sagrada. Moisés recebeu as Tábuas da Lei no Monte Sinai; Garizim foi e continua a ser um cume sagrado nas montanhas de Efraim; o sacrifício de Isaac foi sobre a montanha; Elias obtém o milagre da chuva nos píncaros do monte Carmelo; uma das mais belas pregações de Cristo foi o Sermão da Montanha; a transfiguração de Jesus foi sobre uma alta montanha e sua ascensão, sobre o monte das Oliveiras... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos poderiam multiplicar-se. Acrescentemos, apenas, que o monte Olimpo era a morada dos deuses gregos; Dioniso foi criado no monte Nisa e Zeus o foi no Monte Ida. Montesalvat do Graal está situado no meio das ilhas inacessíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na realidade, Deus está sempre mais perto quando se escala a montanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em grego (Póntos), talvez da raiz * pent, ação de caminhar, o sânscrito tem, caminho, e o latim pons, ponte, passarela. Pontos é, pois, a marcha, o caminho, "os caminhos do mar". Personificado, passou a figurar como representação masculina do mar. Não possuindo um mito próprio, aparece apenas nas genealogias teogônicas e cosmogônicas. O mar simboliza a dinâmica da vida. Tudo sai do mar e a ele retorna, tornando-se o mesmo, o lugar de nascimentos, transformações e renascimentos. Águas em movimento, o mar simboliza um estado transitório entre as possíveis realidades ainda informais e as realidades formais, uma situação de ambivalência, que é a da incerteza, da dúvida e da indecisão, que se pode concluir bem ou mal. Daí ser o mar simultaneamente a imagem da vida e da morte. Cretenses, gregos e romanos sacrificavam ao mar cavalos e touros, ambos símbolos de fecundidade. Símbolo também de hostilidade ao divino, o mar acabou por ser vencido e dominado por um deus. Segundo as cosmogonias babilônicas, Tiamat (O Mar), após contribuir para dar nascimento aos deuses, foi por um deles vencido. Javé, tinha domínio total sobre o mar e seus monstros, como diz Jó 7,12:   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Acaso sou eu o mar ou baleia, para me teres encerrado como num cárcere?" &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criação de Deus (GN 1,9-10), o mar tem que lhe estar sujeito      (Jr 31,35). Cristo dá ordens aos ventos e ao mar, e as tempestades se transformam em bonança (Mt 8, 24-27). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João (Ap 21,1) canta o mundo novo, em que o mar não mais existirá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-116112448040260346?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://asgardh.blogspot.com/' title='Réia, Cibele e Nix'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/116112448040260346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=116112448040260346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112448040260346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/116112448040260346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/10/ria-cibele-e-nix.html' title='Réia, Cibele e Nix'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115980927837751649</id><published>2006-10-02T14:14:00.000-03:00</published><updated>2006-10-02T14:15:03.663-03:00</updated><title type='text'>AFRODITE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/1600/mail.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/mail.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso fiquei paralisada... Senti um nó e um "vácuo" na mente. De repente qualquer coisa sobre Afrodite me parecia inadequada e superficial. Talvez seja o "nó" desse arquétipo em mim. Mas, mesmo assim, quero compartilhar com você o que esta sendo pesquisar e escrever sobre Afrodite, essa Deusa, representante de um aspecto feminino tão delicado, amoroso e potente. Um dia tomei posse do livro de uma amiga. Um casal de psicoterapeutas elegeu seis Deusas gregas e observou seus perfis psicológicos a partir do estudo de seus mitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hera: Deusa do Casamento (A Poderosa, A Esposa)&lt;br /&gt;Perséfone: jovem rainha do inferno (A Mística, a filha da Mãe) &lt;br /&gt;Atena: deusa das artes e da sabedoria (A Filha do Pai, a protetora dos valores paternos)&lt;br /&gt;Deméter: Deusa da fecundidade e da Maternidade (A Mãe) &lt;br /&gt;Ártemis: Deusa dos campos e da agricultura (A Irmã) &lt;br /&gt;Afrodite: Deusa do amor e da beleza ( A Amante, a que nasceu de um orgasmo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi surpreendente ver meu perfil apontando para o arquétipo de Afrodite. Com cinco filhos e uma maneira meio "selvagem" de parir, achei que Demeter e Ártemis fossem meus arquétipos mais evidentes. Mesmo Perséfone me seria mais familiar do que Afrodite. Parei para considerar e percebi que meus filhos sempre foram um marco em minha vida, mas foram os meus amores que orientaram as minhas decisões mais importantes. Muitas vezes eu sofri a dor insuportável de uma separação e percebi que passei a vida esperando ser curada das feridas que "meus amores" deixaram em mim. Nós somos como as estações...Cíclicas. Temos a fase do trabalho, dos filhos, do amor e outras tantas. Quis saber mais sobre a fase do "o amor e dos amantes". A idéia de ter uma edição dedicada a Afrodite, me remeteu ao aspecto feminino que ama o seu oposto, que se alquimiza e se supera através desse amor. Ponderar sobre isso não foi exatamente uma experiência rápida, fácil e indolor. Não fosse por esse artigo, eu acho até que dormiria mais cedo hoje. Mas Afrodite é mesmo uma deusa poderosa. Passarinhos já anunciam o dia e eu não chego ao fim do que deveria ser apenas a introdução do mito. Paciência. Sinto-me impelida! &lt;br /&gt;Vou citar a poesia de uma amiga e companheira de jornada, que descreveu tão bem o estado de espírito da mulher descobrindo sua Afrodite...Ferida...Amante...E alquímica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada amado meu, &lt;br /&gt;Obrigada por não me amares tanto assim Como eu a ti &lt;br /&gt;Obrigada por não te apaixonares por mim como eu por ti &lt;br /&gt;Pois graças a isso posso agora voar &lt;br /&gt;Para bem le ou para bem perto &lt;br /&gt;Onde a Minha vida e não a Tua me chamar &lt;br /&gt;Onde as minhas enormes asas&lt;br /&gt;Que tanta necessidade tem de se abrir &lt;br /&gt;Quiserem ir &lt;br /&gt;E me mostrar quão fortes estão&lt;br /&gt;E de quanto espaço necessita &lt;br /&gt;Se não fosse assim &lt;br /&gt;Me conformaria, amado meu &lt;br /&gt;Em permanecer encolhida, pequena, menos do que sou &lt;br /&gt;Fingindo ser uma galinha, &lt;br /&gt;Quando águia sou... &lt;br /&gt;Obrigada por não me amares tanto assim &lt;br /&gt;Pois é pela dor, pela falta, pelo pouco... Que vôo além, muito além... &lt;br /&gt;Do mundo do pouco ao infinito mundo&lt;br /&gt;Sem as portas, as janelas, as muralhas. &lt;br /&gt;Que meu coração aceitaria Se tu me amasses tanto assim &lt;br /&gt;Abri de novo minhas potentes asas. &lt;br /&gt;Adeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fátima Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu ouvi esse poema pela primeira vez, senti algo tremer em mim. Como eu conheço essa sensação. Como essa aparente contradição e conflito me são familiares. A sensação da potencia de ser, de amar, de compartilhar e comungar o que sou, junto com o Medo de ter que escolher entre voar livremente para a plenitude de mim ou permanecer refém do amado, pequena, ferida porque metade. Encolhendo, murchando e esvaziando...Diminuindo de tamanho e de intensidade. Com Medo de ser insuportavelmente presente ou ausente demais. Repleta de sentimentos e sensações fervilhando o tempo todo e vazando pelas palavras e emoções vulcânicas e Inevitáveis. Senti Afrodite em chagas...E quis conhecer o antídoto que curasse suas feridas. Procurei pelo prazer. Os cheiros e gostos.A Beleza, a Poesia. A Intuição e o Amor. Sendo este o mais raro dos sentimentos. Quis saber como é Afrodite em seu esplendor. Com toda a sua força, luz e o poder de seu amor e sensibilidade. Como chegar ao paraíso sem morrer? Como viver o amor sem o perdão, sem a misericórdia, sem a superação mais profunda e diária de nós mesmas? Como vivenciar Afrodite sem estar arbitrando a cada momento a favor do amor em nossas atitudes? Como conhecer o esplendor de Afrodite sem curar suas chagas? Achei no mundo algumas Afrodites...A maioria em Chagas. Vera Fisher? Marilyn Monroe? Maria madalena? E as mulheres do Afeganistão? Que se encolhem, se diminuem, murcham e finalmente, sucumbem buscando alívio para a dor. Parte de nós sucumbe junto com elas... Enquanto outra parte ressurge em mulheres como Isabel Allende. Há muito que se aprender sobre o amor, suas chagas e a magnitude de seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mito Afrodite (Vênus) &lt;br /&gt;- Deusa do amor e da beleza. Na lenda de Homero, ela é dita como sendo a filha de Zeus e Dione, uma de suas consortes, mas na Teogonia de Hesíodo, ela é descrita como nascida da espuma do mar e, etimologicamente, seu nome quer dizer "erguida da espuma". De acordo com Homero, Afrodite é a esposa de Hefaístos, o deus das artes manuais. Seus amantes incluem Ares, deus da guerra, que posteriormente foi representado como seu marido. Era a rival de Perséfone, rainha do mundo subterrâneo, pelo o amor do belo jovem Adônis. Talvez a lenda mais famosa sobre Afrodite diga respeito à causa da Guerra de Tróia. Éris, a personificação da discórdia - a única deusa que não foi convidada ao casamento de Peleu e da ninfa Tétis - ressentida com os deuses, arremessou uma maçã dourada no corredor onde se realizava o banquete, sendo que na fruta estavam gravadas as palavras "à mais bela". Quando Zeus se recusou a julgar entre Hera, Atena, e Afrodite, as três deusas que reivindicaram a maçã pediram à Páris, príncipe de Tróia, para fazer a premiação. Cada deusa ofereceu à Paris um suborno: Hera prometeu-lhe que seria um poderoso governante; Atena que ele alcançaria grande fama militar; e Afrodite que ele teria a mulher humana mais linda do mundo. Páris declarou Afrodite como a mais bela e escolheu como prêmio Helena, a esposa do rei grego Menelau. &lt;br /&gt;O rapto de Helena por Páris foi a causa da Guerra de Tróia. Seu casamento com Hefesto, o deus coxo, não a impediu de se entregar com volúpia a outros amores. Conta-se que Hefesto estabeleceu sua forja às bases do Etna, na Sicília, o que ocasionava las jornadas fora de casa. Enquanto isso, sua esposa partilhava o leito com seu amante Ares, todas as noites, tendo como vigia, Aléctrion, amigo de Ares. Certo dia, o sentinela dormiu em seu posto e Hélio, o Sol que a tudo vê, pilhou o casal em adultério, avisando Hefesto em seguida. Traído, o deus teceu uma rede fina onde logrou prender os dois amantes e os expôs aos deuses que deles se escarneciam. Tempos depois, Afrodite avistou Anquises, pastor de ovelhas que guiava seus rebanhos pelas pastagens do monte Ida. Transformada na princesa Otréia uniu-se a ele. Ao amanhecer, descobriu a verdadeira origem da deusa e, embora fosse por ela advertido de que deveria manter segredo sobre aquele encontro, vangloriou-se publicamente de sua ligação com a deusa. Como castigo, Zeus enviou-lhe um raio, mas Afrodite conseguiu salvá-lo. Seus amores extraconjugais não param por aí. Com Adônis, filho de Esmirna, teve um grande romance tragicamente interrompido pela morte prematura do rapaz, vítima dos ciúmes de Ares. Afrodite gerou muitos filhos, frutos das suas diversas incursões amorosas. Assim, de seu romance com Hermes, nasceu Hermafrodito, belo como a mãe, mas desprovido de ardor amoroso. Criado pelas Ninfas, ao completar quinze anos pôs-se a correr o mundo. Chegando à Cária despiu-se porque queria banhar-se num lago. &lt;br /&gt;Foi surpreendido pela ninfa Sálmacis que de imediato se apaixonou pelo jovem. Indiferente, Hermafrodito a desprezou e a ninfa atirou-se no lago enlaçando-o fortemente. Sálmacis suplicou aos deuses que não permitissem que eles jamais fossem separados. Atendida em seu pedido, os dois corpos fundiram-se num só e Hermafrodito transformou-se numa criatura de dupla natureza. Com Ares engendrou Eros (Cupido), Harmonia, Deimos e Fobos. Com Dionísio, Afrodite concebeu Priapo, dotado de um falo descomunal. De seu romance com o mortal Anquises, nasceu Enéias, grande herói troiano. A deusa também era conhecida e temida por suas explosões de ódio que ocorriam principalmente quando era contrariada em seus caprichos. Sua arma favorita, utilizada em suas vinganças, era o amor, o qual habilmente transformava em arma certeira, muitas vezes fatal. Desprezada por Hipólito, filho de Teseu, que prestava culto à Ártemis, fez com que sua madrasta Fedra, esposa de Teseu fosse tomada de violenta paixão pelo jovem.&lt;br /&gt;Repelida pelo rapaz e tomada de despeito mentiu ao marido dizendo que Hipólito a havia tentado violentar. Posídon, a pedido de Teseu, executou a vingança fazendo com que os cavalos que puxavam seu carro se assustassem com um monstro surgido inesperadamente do mar e se precipitassem nos rochedos. Hipólito morreu e Fedra, cheia de remorso suicidou-se. Quando tomou ciência de que seu amante Ares se havia unido a Eos, a Aurora, fez com que esta fosse acometida de muitas paixões, todas elas culminando em grandes tristezas. A divindade era inicialmente relacionada aos instintos e à fecundidade, foi pouco a pouco adquirindo a denominação de deusa do amor no seu sentido mais nobre e puro.&lt;br /&gt;Com o tempo, a deusa foi sendo imbuída de outras conotações que se referiam às diversas formas de expressão do amor. Em Atenas era conhecida por Hetaira, a cortesã; em Esparta adquiriu caráter guerreiro; na Argólia era conhecida como Pelagia ou Pontia, divindade protetora dos marinheiros. Entretanto, sua atribuição mais conhecida é a de deusa da beleza e do amor, defensora do prazer pelo prazer simbolizado pela atração sexual com o poder de satisfazer e desfrutar todo e qualquer desejo amoroso. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que "arejante" a versatilidade dessa deusa! Podemos perceber as muitas faces de Afrodite e com isso quebrar nossa visão cristalizada dessa energia venusiana e poderosa. Afrodite desperta em nós o gosto pela beleza, pelas artes e pelo amor. &lt;br /&gt;Sempre que nos banhamos com carinho, nos perfumamos, escrevemos ou lemos uma poesia e experimentamos o intenso prazer que nosso corpo produz, estamos transitando no domínio de Afrodite. Nesses momentos aquecemos nossos corações em suas águas mornas, cheias de pétalas de rosas perfumadas.... Um símbolo de amor profundo, sensual e verdadeiro. O prazer intenso está necessariamente associado ao amor. Essa dissociação é a essência da "Chaga de Afrodite". &lt;br /&gt;E para curar essa Chaga, amemos nosso semelhante como amamos a nós mesmas. Cultuar Afrodite em nosso cotidiano é escolher a cada momento o prazer, o amor, o perdão e o sorriso, exercitando nosso livre arbítrio de maneira femininamente sábia. Para fechar o artigo, vale a pena ler as doces palavras de Gibran nesse momento... &lt;br /&gt;S.M.E. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o amor &lt;br /&gt;Quando o amor acenar, siga-o ainda que por caminhos ásperos e íngremes. &lt;br /&gt;E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele &lt;br /&gt;Ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo. &lt;br /&gt;E quando ele falar a você, acredite no que ele diz, &lt;br /&gt;Ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos, &lt;br /&gt;Assim como o vento norte devasta o jardim.&lt;br /&gt;Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica. &lt;br /&gt;Se o ajuda a crescer, também o diminui. &lt;br /&gt;Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos mais tenros que tremem ao sol,&lt;br /&gt;também o faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra. &lt;br /&gt;Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro. &lt;br /&gt;Debulha-o até deixá-lo nu. &lt;br /&gt;Transforma-o, livrando-o de sua palha.&lt;br /&gt;Tritura-o, até torná-lo branco. Amassa-o, até deixá-lo macio e, então, &lt;br /&gt;submeta-o ao fogo para que se transforme em pão, no banquete sagrado de Deus.&lt;br /&gt;Todas essa coisas pode o amor fazer para que você conheça os segredos de seu coração e, &lt;br /&gt;com esse conhecimento, se torne um fragmento do coração da VIDA. &lt;br /&gt;Khalil Gibran&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115980927837751649?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115980927837751649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115980927837751649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115980927837751649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115980927837751649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/10/afrodite.html' title='AFRODITE'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115940092393237562</id><published>2006-09-27T20:41:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T20:48:44.003-03:00</updated><title type='text'>ZEUS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/images%5Cdivers%5Cage%20zeus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/images%5Cdivers%5Cage%20zeus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Zeus&lt;br /&gt;Júpiter, dizem os poetas, é o pai, o rei dos deuses e dos homens; reina no Olimpo, e, com um movimento de sua cabeça, agita o universo. Ele era o filho de Réia e de Saturno que devorava a descendência à proporção que nascia. Já Vesta, sua filha mais velha, Ceres, Plutão e Netuno tinham sido devorados, quando Réia, querendo salvar o seu filho, refugiou-se em Creta, no antro de Dite, onde deu à luz, ao mesmo tempo, a Júpiter e Juno. Esta foi devorada por Saturno. O jovem Júpiter, porém, foi alimentado por Adrastéia e Ida, duas ninfas de Creta, que eram chamadas as Melissas; além disso Réia recomendou-o aos curetes, antigos habitantes do país. Entretanto, para enganar seu marido, Réia fê-lo devorar uma pedra enfaixada. As duas Melissas alimentaram Júpiter com o leite da cabra Amaltéia e com o mel do monte Ida de Creta.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/zeus4.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/zeus4.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolescente, ele se associou à deusa Metis, isto é, a Prudência. Foi por conselho de Metis que ele fez com que Saturno tomasse uma beberagem cujo efeito foi fazê-lo vomitar, em primeiro lugar a pedra e depois os filhos que estavam no seu seio.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/zeus7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/zeus7.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, com o auxílio de seus irmãos Netuno e Plutão, - Júpiter resolveu destronar seu pai e banir os Titãs, ramo rival que punha obstáculo à sua realeza. Predisse-lhe a Terra uma vitória completa, se conseguisse libertar alguns dos Titãs encarcerados por seu pai no Tártaro e os persuadir a combater por ele, coisa que empreendeu e conseguiu depois de haver matado Campe, a carcereira a quem estava confiada a guarda dos Titãs nos Infernos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Zeus-King_of_the_Gods-Final.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Zeus-King_of_the_Gods-Final.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que os Ciclopes deram a Júpiter o trovão, o relâmpago e o raio, um capacete a Plutão, e a Netuno um tridente. Com essas armas, os três irmãos venceram Saturno, expulsaram-no do trono e da sociedade dos deuses, depois de o haverem feito sofrer cruéis torturas. Os Titãs que haviam auxiliado Saturno foram precipitados nas profundidades do Tártaro, sob a guarda dos Gigantes.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/zeus4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/zeus4.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa vitória, os três irmãos, vendo-se senhores do mundo, partilharam-no entre si: Júpiter teve o céu, Netuno o mar e Plutão os infernos. Mas à guerra dos Titãs sucedeu a revolta dos Gigantes, filhos do Céu e da Terra. De um tamanho monstruoso e de uma força proporcionada, eles tinham as pernas e os pés em forma de serpente, e alguns com braços e cinqüenta cabeças. Resolvidos a destronar Júpiter amontoaram o Ossa sobre o Pelion, e o Olimpo sobre o Ossa, desde onde tentaram escalar o céu. Lançavam contra os deuses rochedos, dos quais os que caíam no mar formavam ilhas, e montanhas os que rolavam em terra. Júpiter estava muito inquieto, porque um antigo oráculo dizia que os Gigantes seriam invencíveis, a não ser que os deuses pedissem o socorro de um mortal. Tendo proibido à Aurora, à Lua e ao Sol de descobrir os seus desígnios, ele antecipou-se à Terra que procurava proteger seus filhos; e pelo conselho de Palas, ou Minerva, fez vir Hércules que, de acordo com os outros deuses, o ajudou a exterminar os Gigantes Encelado, Polibetes, Alcioneu, Forfirion, os dois Aloidas, Efialtes e Oeto, Eurito, Clito, Titio, Palas, Hipólito, Ágrio, Taon e o terrível Tifon que, ele só, deu mais trabalho aos deuses do que todos os outros. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/zeus.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/zeus.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de os haver derrotado, Júpiter precipitou-os no fundo do Tártaro, ou, segundo outros poetas, enterrou-os vivos em países diferentes. Encelado foi enterrado sob o monte Etna. É ele cujo hálito abrasado, diz Virgílio, exala os fogos do vulcão; quando tenta voltar-se, faz tremer a Sicília, e um espesso fumo obscurece a atmosfera. Polibetes foi sepultado sob a ilha de Lango, Oeto na de Cândia, e Tifon na de Isquia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/zeus.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/zeus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Hesíodo, Júpiter foi casado sete vezes; desposou sucessivamente Metis, Temis, Eurinome, Ceres, Mnemosine, Latona e Juno, sua irmã, que foi a última das suas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/images.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/images.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou-se também de amor por um grande número de simples mortais, que umas e outras lhe deram muitos filhos, colocados entre os deuses e semideuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua autoridade suprema, reconhecida por todos os habitantes do céu e da terra foi, no entanto, mais de uma vez contrariada por Juno, sua esposa. Ela ousou mesmo urdir contra ele uma conspiração dos deuses. Graças ao concurso de Tetis e a intervenção do terrível gigante Briareu, essa conspiração foi prontamente sufocada, e reentrou o Olimpo na eterna obediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as divindades, Júpiter ocupava sempre o primeiro lugar, e o seu culto era o mais solene e o mais universalmente espalhado. Os seus três mais famosos oráculos eram os de Dodona, Líbia e de Trofônio. As vítimas que mais comumente se lhe imolavam eram a cabra, a ovelha e o touro branco com os cornos dourados. Não se lhe sacrificavam vítimas humanas; muitas vezes as populações se contentavam em lhe oferecer farinha, sal e incenso. A águia, que paira no alto dos céus e fende como o raio sobre a presa, era a sua ave favorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Quinta-feira (jeudi, em francês), dia da semana, era-lhe consagrada (Jovis dies).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fábula, o nome de Júpiter precede ao de muitos outros deuses, mesmo reis: Júpiter-Amon na Líbia, Júpiter-Serapis no Egito, Júpiter-Bel na Assíria, Júpiter-Apis, rei de Argos, Júpiter-Astério, rei de Creta, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júpiter é geralmente representado sob a figura de um homem majestoso, com barba, abundante cabeleira, e sentado sobre um trono. Com a destra segura o raio que é representado ou por um tição flamejante de duas pontas ou por uma máquina pontiaguda dos dois lados e armada de duas flechas; com a mão esquerda sustém uma Vitória; a seus pés, com as asas desdobradas, descansa a águia raptora de Ganimedes. A parte superior do seu corpo está nua, e a inferior coberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta maneira de representá-lo não era contudo uniforme. A imaginação dos artistas modificava o seu símbolo ou a sua estátua, conforme as circunstâncias e a região em que Júpiter era venerado. Os cretenses representavam-no sem orelhas, para mostrar a sua imparcialidade; em compensação, os lacedemônios davam-lhe quatro para provar que ele ouvia todas as preces. Ao lado de Júpiter vêem-se muitas vezes a Justiça, as Graças e as Horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estátua de Júpiter, por Fídias, era de ouro e marfim: o deus aparecia sentado em um trono, tendo na cabeça uma coroa de oliveira, segurando com a mão esquerda uma Vitória também de ouro e marfim, ornada de faixas e coroada. Com a outra mão empunhava um cetro, sobre cuja extremidade repousava uma águia resplandecendo ao fulgor de toda espécie de metais. O salão do deus era incrustrado de ouro e pedrarias: o marfim e o ébano davam-lhe, pelo seu contraste, uma agradável variedade. Aos quatro cantos havia quatro Vitórias que parecia se darem as mãos para dançar, e outras duas estavam aos pés de Júpiter. No ponto mais elevado do trono, sobre a cabeça do deus, estavam de um lado as Graças, do outro as Horas, uma e outras filhas de Júpiter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115940092393237562?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115940092393237562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115940092393237562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115940092393237562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115940092393237562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/09/zeus.html' title='ZEUS'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115940003173538149</id><published>2006-09-27T20:25:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T20:33:51.820-03:00</updated><title type='text'>Divindades do Mar e das Águas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/aser080z.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/aser080z.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Oceano &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tetis e as Oceânidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Netuno (Poseidon)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Proteu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As Sereias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oceano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os antigos o Oceano primitivamente é um rio imenso que envolve o mundo terrestre. Na Mitologia é o primeiro deus das águas, filho de Urano ou do Céu e de Gaia, a Terra; é o pai de todos os seres. Homero diz que os deuses eram originários do Oceano e de Tétis. Conta o mesmo poeta que os deuses iam muitas vezes à Etiópia visitar o Oceano e tomar parte nas festas e sacrifícios que ali se celebravam. Conta-se enfim que Juno, desde o seu nascimento, foi por sua mãe Réia confiada aos cuidados de Oceano e de Tétis, para livrá-la da cruel voracidade de Saturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oceano é pois tão antigo como o mundo. Por isso representam-no sob a forma de um velho, sentado sobre as ondas, com uma lança na mão e um monstro marinho ao seu lado. Esse velho segura uma urna e despeja água, símbolo do mar, dos rios e das fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sacrifício ofereciam-lhe geralmente grandes vítimas, e antes das expedições difíceis, faziam-se-lhe libações. Era não somente venerado pelos homens, mas também pelos deuses. Nas Geórgicas de Virgílio, a ninfa Cirene, ao palácio do Peneu, na fonte desse rio, oferece um sacrifício ao Oceano; três vezes seguidas, ela deita o vinho sobre o fogo do altar, e três vezes a chama ressalta até a abóbada do palácio, presságio tranqüilizador para a ninfa e seu filho Aristeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tetis e as Oceânidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tetis, filha do Céu e da Terra, casou com o Oceano, seu irmão, e foi mãe de três mil ninfas chamadas Oceânidas. Dão-lhe ainda como filhos, não somente os rios e as fontes, mas também Proteu, Etra, mãe de Atlas, Persa, mãe de Circeu, etc. Conta-se que Júpiter, tendo sido amarrado e preso pelos outros deuses, Tetis pô-lo em liberdade, com auxílio do gigante Egeon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se chamava Tetis, palavra que em grego significa "ama, nutriz", sem dúvida porque é a deusa da água, matéria-prima que, segundo uma crença antiga, entra na formação de todos os corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro dessa deusa é uma concha de maravilhosa forma e de uma brancura de marfim nacarado. Quando percorre o seu império, esse carro, tirado por cavalos-marinhos mais brancos do que a neve, parece voar, à superfície das águas. Ao redor dela, os delfins, brincando, saltam no mar; Tetis é acompanhada pelos Tritões que tocam trombeta com as suas conchas recurvas, e pelas Oceânidas coroadas de flores, e cuja cabeleira esvoaça pelas espáduas, ao capricho dos ventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tetis, deusa do mar, esposa de Oceano, não deve ser confundida com Tetis, filha de Nereu e mãe de Aquiles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netuno (Poseidon)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netuno ou Poseidon, filho de Saturno e de Réia, era irmão de Júpiter e de Plutão. Logo que nasceu, Réia o escondeu em um aprisco da Arcádia, e fez Saturno acreditar ter ela dado à luz a um potro que lhe deu para devorar. Na partilha que os três irmãos fizeram do Universo ele teve por quinhão o mar, as ilhas, e todas as ribeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Júpiter, seu irmão, a quem sempre serviu com toda a fidelidade, venceu os Titãs, seus terríveis competidores, Netuno encarcerou-os no Inferno, impedindo-os de tentar novas empresas. Ele os mantém por trás do recinto inexpugnável formado por suas ondas e rochedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netuno governa o seu império com uma calma imperturbável. Do fundo do mar em que está sua tranqüila morada, sabe tudo quanto se passa na superfície das ondas. Se por acaso os ventos impetuosos espalham inconsideradamente as vagas sobre as praias, causando injustos naufrágios, Netuno aparece, e com a sua nobre serenidade faz reentrar as águas no seu leito, abre canais através dos baixios, levanta com o tridente os navios presos nos rochedos ou encalhados nos bancos de areia, - em uma palavra, restabelece toda a desordem das tempestades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teve como mulher Anfitrite, filha de Doris e de Nereu. Essa ninfa recusara antes desposar Netuno, e se escondeu para esquivar-se às suas perseguições. Mas um delfim, encarregado dos interesses de Netuno, encontrou-a ao pé do monte Atlas, e persuadiu-a que devia aceitar o pedido do deus; como recompensa foi colocada entre os astros. De Netuno ela teve um filho chamado Tritão, e muitas ninfas marinhas; diz-se também que foi a mãe dos Ciclopes.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/lm-rita-qd.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/lm-rita-qd.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruído do mar, a sua profundidade misteriosa, o seu poder, a severidade de Netuno que abala o mundo, quando com o tridente ergue os enormes rochedos, inspiram à humanidade um sentimento mais de receio do que de simpatia e amor. O deus parecia dar por isso, todas as vezes que se apaixonava de uma divindade ou de um simples mortal. Recorria então à metamorfose; mas mesmo assim, na maior parte das vezes, conservava o seu caráter de força e impetuosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representam-no mudado em touro, nos seus amores com a filha de Éolo; sob a forma de rio Enipeu, quando fazia Ifiomédia mãe de Ifialto e de Oto; sob a de um carneiro, para seduzir Bisaltis, como cavalo para enganar Ceres, enfim, como um grande pássaro nos amores com Medusa, e como um delfim quando se apaixonou por Melanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sua famosa discórdia com Minerva, por causa da posse de Ática, é uma alegoria transparente em que os doze grandes deuses, tomados como árbitros, indicam a Atenas os seus destinos. Esse deus teve ainda uma desavença com Juno por causa de Micenas e com o Sol por causa de Corinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer a fábula de Netuno, expulso do céu com Apolo, por haver conspirado contra Júpiter, tenha construído as muralhas de Tróia, e que defraudado no seu salário, se tenha vingado da perfídia de Laomedonte destruindo os muros da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netuno era um dos deuses mais venerados na Grécia e na Itália, onde possuía grande número de templos, sobretudo nas vizinhanças do mar; tinha também as suas festas e os seus espetáculos solenes, sendo que os do istmo de Corinto e os do Circo de Roma eram-lhe especialmente consagrados sob o nome de Hípio. Independente das Saturnais, festas que se celebravam no mês de julho, os romanos consagravam a Netuno todo o mês de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto do istmo de Corinto, Netuno e Anfitrite tinham as suas estátuas no mesmo templo, não longe uma da outra; a de Netuno era de bronze e media doze pés e meio de altura. Na ilha de Tenos, uma das Ciclades, tinha Anfitrite uma estátua colossal da altura de nove cúbitos. O deus do mar tinha sob a sua proteção os cavalos e os navegantes. Além das vítimas ordinárias e das libações em sua honra, os arúspices ofereciam-lhe particularmente o fel da vítima porque o amargor convinha às águas do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Netuno é geralmente representado nu, com uma longa barba, e o tridente na mão, ora sentado, ora em pé sobre as ondas; muitas vezes; em um carro tirado por dois ou quatro cavalos, comuns ou marinhos, cuja parte inferior do corpo termina em cauda de peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proteu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proteu, deus marinho, era filho de Oceano e de Tetis ou, segundo uma outra tradição, de Netuno e de Fênice. Segundo os gregos, a sua pátria é Palene, cidade da Macedônia. Dois dos seus filhos, Tmolos e Telégono, eram gigantes, monstros de crueldade. Não tendo podido chamá-los ao sentimento da humanidade, tomou o partido de retirar-se para o Egito, com o socorro de Netuno, que lhe abriu uma passagem sob o mar. Também teve filhas, entre as quais as ninfas Eidotéia, que apareceu a Menelau, quando voltando de Tróia esse herói foi levado por ventos contrários aobre a costa do Egito, e lhe ensinou o que devia fazer para saber de Proteu os meios de regressar à pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proteu guardava os rebanhos de Netuno, isto é, grandes peixes e focas. Para o recompensar dos trabalhos que com isso tinha. Netuno deu-lhe o conhecimento do passado, do presente e do futuro. Mas não era fácil abordá-lo, e ele se recusava a todos que vinham consultá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eidotéia disse a Menelau que, para decidi-lo a falar, era preciso surpreendê-lo durante o sono, e amarrá-lo de maneira que não pudesse escapar, pois ele tomava todas as formas para espantar os que se aproximavam: a de leão, dragão, leopardo, javali; algumas vezes se metamorfoseava em árvore, em água e mesmo em fogo; mas se se perseverava em conservá-lo bem ligado, retomava a primitiva forma e respondia a todas as perguntas que se lhe fizessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menelau seguiu ponto por ponto as instruções da ninfa. Com três dos seus companheiros, entrou de manhã, nas grutas em que Proteu costumava ir ao meio-dia descansar, juntamente com os rebanhos. Apenas Proteu fechou os olhos e tomou uma posição cômoda para dormir. Menelau e os seus três companheiros se atiraram sobre ele e o apertaram fortemente entre os braços. Era inútil metamorfosear-se: a cada forma que tomava, apertavam-no com mais força. Quando enfim esgotou todas as suas astúcias Proteu voltou à forma ordinária, e deu a Menelau os esclarecimentos que este pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto livro das Geórgicas, Virgílio, imitando Homero, conta que o pastor Aristeu, depois de haver perdido todas as suas abelhas, foi a conselho de Cirene, sua mãe, consultar Proteu sobre os meios de reparar os enxames, e para lhe falar, recorreu aos mesmos artifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sereias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, por uma noite calma de primavera ou de outono, o marinheiro deixa vogar docemente o barco perto das margens, nas paragens semeadas de rochedos ou de escolhos, ouve ao longe, no marulho das ondas, o gorjeio das aves marinhas. Esse gorjeio, entrecortado, às vezes, por gritos estridentes e zombeteiros, sobe aos ares e passa invisível com um estranho síbilo de asas, por cima da cabeça do marinheiro atento, dando-lhe a ilusão de um concerto de vozes humanas. A sua imaginação então lhe representa grupos de mulheres ou de raparigas que se divertem e procuram desviá-lo do seu caminho. Desgraçado dele se se aproxima do lugar em que a voz parece mais clara, isto é, dos rochedos à flor d'água onde, para as aves marinhas, a pesca é frutuosa; infalivelmente o seu barco se quebrará e se perderá entre os escolhos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/m_ath.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/m_ath.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal é, sem dúvida, a origem da fábula das Sereias; mas a imaginação dos poetas criou-lhes uma lenda maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas eram filhas do rio Aqueló e da musa Calíope. Ordinariamente contam-se três: Parténope, Leucósia e Lígea, nomes gregos que evocam as idéias de candura, de brancura e de harmonia. Outros dão-lhes os nomes de Aglaufone, Telxieme e Pisinoe, denominações que exprimem a doçura da sua voz e o encanto das suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que no tempo do rapto de Prosérpina, as Sereias foram à terra de Apolo, isto é, a Sicília, e que Ceres, para puni-las por não haverem socorrido a sua filha, mudou-as em aves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ovídio, ao contrário, diz que as Sereias, desoladas com o rapto de Prosérpina, pediram aos deuses que lhes dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a terra. Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a costa de Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oráculo predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os navegantes à sua passagem; mas desde que um só passasse sem para sempre ficar preso ao encanto das suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no seu país, na sua família, em si mesmos; esqueciam de beber e de comer, e morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca dos ossos daqueles que assim haviam perecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou a sua lira e as encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses, obrigado a passar com o seu navio adiante das Sereias, mas advertido por Circe, tapou com cera as orelhas de todos os seus companheiros, e se fez amarrar, de pés e mãos, a um mastro. Além disso, proibiu que o desligassem se, por acaso, ouvindo a voz da Sereias, ele exprimisse o desejo de parar. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as suas doces palavras e as suas promessas sedutoras, apesar do aviso que recebera e da certeza de morrer, deu ordem aos companheiros que o soltassem, o que felizmente eles não fizeram. As Sereias, não tendo podido deter Ulisses, precipitaram-se no mar, e as pequenas ilhas rochosas que habitavam, defronte do promontório da Lucárnia foram chamadas Sirenusas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sereias são representadas ora com cabeça de mulher e corpo de pássaro, ora com todo o busto feminino e a forma de ave, da cintura até os pés. Nas mãos têm instrumentos: uma empunha uma lira, outra duas flautas, e a terceira gaitas campestres ou um rolo de música, como para cantar. Também pintam-nas com um espelho. Não há nem um autor antigo que nos tenha representado as Sereias como mulheres-peixe. Como muita gente atualmente as representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausânias conta ainda uma fábula sobre as Sereias: "As filhas de Aqueló, diz ele, encorajadas por Juno, pretenderam a glória de cantar melhor do que as Musas, e ousaram fazer-lhes um desafio, mas as Musas, tendo-as vencido, arrancaram-lhes as penas das asas, e com elas fizeram coroas." Com efeito, existem antigos monumentos que representam as Musas com uma pena na cabeça. Apesar de temíveis ou perigosas, as Sereias não deixaram de participar das honras divinas; tinham um templo perto de Sorrento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115940003173538149?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115940003173538149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115940003173538149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115940003173538149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115940003173538149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/09/divindades-do-mar-e-das-guas.html' title='Divindades do Mar e das Águas'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115939926348562843</id><published>2006-09-27T20:09:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T20:21:03.820-03:00</updated><title type='text'>APOLO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/The_Death_of_Hyacinthos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/The_Death_of_Hyacinthos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;apolo e jacinto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nascimento de Apolo e Diana &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Latona e a Serpente Pitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os Camponeses Carianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Tipo de Apolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Delfos, Centro do Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Disputa do Tripé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Oráculo de Delfos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascimento de Apolo e Diana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo e Diana são filhos de Júpiter e de Latona, personificação da Noite, divindade poderosa cuja união com Júpiter produziu o Universo. Segundo a tradição, Latona vê-se, em seguida, relegada ao segundo lugar e quase não aparece na mitologia a não ser como vítima de Juno. A Terra, por instigação de Juno, quis impedi-la de achar lugar onde pudesse dar à luz os filhos que trazia no seio. Entretanto, Netuno, vendo que a infeliz deusa não encontrava abrigo onde quer que fosse, comoveu-se e fez sair do mar a ilha de Delos. Sendo essa ilha, a princípio, flutuante, não pertencia à Terra, que assim não pôde nela exercer a sua funesta ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delos, diz o hino homérico, rejubilou-se com o nascimento do deus que atira os seus dardos para longe. Durante nove dias e nove noites, foi Latona dilacerada pelas cruéis dores do parto. Todas as deusas, as mais ilustres, reúnem-se-lhe em torno. Dionéia, Réa, Têmis que persegue os culpados, a gemedora Anfitrite, todas, exceto Juno dos braços de alabastro, que ficou no palácio do formidando Júpiter. Entretanto, somente Ilitia, deusa dos partos, é que ignorava a nova; achava-se sentada no topo do Olimpo, numa nuvem de ouro, retida pelos conselhos de Juno, que sofria um ciúme furioso, porque Latona dos cabelos formosos iria certamente dar à luz um filho poderoso e perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a fim de levarem Ilitia, as demais deusas enviaram de Delos a ligeira Íris, prometendo-lhe um colar de fios de ouro, com nove cúbitos de comprimento. Recomendam-lhe sobretudo que a advirta, à revelia de Juno, de medo que esta a detenha com as suas palavras. Íris, rápida como os ventos, mal recebe a ordem, parte e cruza o espaço num instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada à mansão dos deuses no topo do Olimpo, Íris persuadiu Ilitia, e ambas voam como tímidas pombas. Quando a deusa que preside aos partos chegou a Delos, Latona experimentava as mais vivas dores. Prestes a dar à luz, abraçava uma palmeira e os joelhos apertavam a relva mole. Em breve nasce o deus; todas as deusas dão um grito religioso. Imediatamente, divino Febo, elas te lavam castamente, purificam-te em límpida água e te envolvem num véu branco, tecido delicado, que elas cingem com um cinto de ouro. Latona não aleitou Apolo de gládio resplendente. Têmis, com as suas imortais mãos, oferece-lhe o néctar e a divina ambrósia. Latona alegrou-se enormemente por ter gerado o valoroso filho que empunha um temível arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo e Diana nasceram, pois, em Delos, e é por isso que Apolo se chama, freqüentemente, o deus de Delos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Latona e a Serpente Pitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto Juno, não conseguindo perdoar à rival ter sido amada por Júpiter, instigou contra ela um monstruoso dragão, filho da Terra, chamado Delfíneo ou Pitão, que fora incumbido da guarda dos oráculos da Terra, perto da fonte de Castalia. Obedecendo às sugestões de Juno, Pitão perseguia sem cessar a infeliz deusa, que escapava da sua presença apertando entre os braços os filhos. Num vaso antigo, vemo-lo sob a forma de uma longa serpente que ergue a cabeça, desenrolando o corpo, e persegue Latona. A deusa teme, enquanto os filhos, que não percebem o perigo, estendem os bracinhos para o monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Camponeses Carianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Latona, perseguida pela implacável Juno, fugia com os dois filhos ao colo, chegou à Caria. Num dia de intenso calor, deteve-se aniquilada pela sede e pelo cansaço às margens de um tanque do qual não ousava aproximar-se. Mas alguns camponeses ocupados em arrancar caniços impediram-na de beber, expulsando-a brutalmente. A infeliz Latona rogou-lhes, em nome dos filhinhos, que lhe permitissem sorver umas gotas de água, mas eles a ameaçaram se não afastasse quanto antes, e turvaram as águas com os pés e as mãos, a fim de que a lama revolvida aparecesse à tona. A cólera de que Latona se sentiu possuída fez com que se esquecesse da sede, e lembrando-se de que era deusa: "Pois bem, disse-lhes, erguendo as mãos ao céu, ficareis para sempre neste tanque". O efeito seguiu de perto a ameaça, e aqueles desalmados se viram transformados em rãs. Desde então, não cessam de coaxar com voz rouca e de chafurdar na lama. Alguns lobos, mais humanos que os camponeses, conduziram-na às margens do Xanto, e Latona pôde fazer as suas abluções nesse rio, que foi consagrado a Apolo. Rubens, no museu de Munich e Albane no Louvre possuem quadros em que vemos Latona e os filhos na presença dos camponeses de Caria, que a repelem e se transformam em rãs. Na fonte de Latona, em Versalhes, Balthazar Marsy representou a deusa, com os dois meninos, implorando a vingança do céu contra os insultos dos camponeses. Cá e lá, rãs, lagartos, tartarugas, camponeses e camponesas cuja metamorfose se inicia, lançam contra Latona jatos de água que se cruzam em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/apolo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/apolo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Tipo de Apolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esplendente é o epíteto que se dá a Apolo, considerado deus solar. Apolo atira ao longe as suas setas, porque o sol dardeja ao longe os seus raios. É o deus profeta, porque o sol ilumina na sua frente e vê, por conseguinte, o que vai suceder; é o condutor das Musas e o deus da inspiração, porque o sol preside às harmonias da natureza; é o deus da medicina, porque o sol cura os doentes com o seu benéfico calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo, o Sol, o mais belo dos poderes celestes, o vencedor das trevas e das forças maléficas, tem sido representado pela arte sob vários aspectos. Nos tempos primitivos, um pilar cônico, colocado nas grandes estradas, bastava para lembrar o poder tutelar do deus. Quando nele se pendem as armas, é o deus vingador que premia e castiga; quando nele se pendura uma cítara, torna-se o deus cujos harmoniosos acordes devolvem a calma à alma agitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Apolo de Amicleu, reproduzido em medalhas, pode dar uma idéia do que eram, na época arcaica, as primeiras imagens do deus, sensivelmente afastadas do tipo que a arte adotou mais tarde. Em bronzes de data menos antiga, mas ainda anteriores à grande época. Apolo está representado com formas mais vigorosas do que elegantes, e os anéis achatados da sua cabeleira o aproximam um pouco das figuras de Mercúrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tipo que tem dominado, Apolo usa cabelos longuíssimos, separados por uma risca no meio da cabeça e afastados de cada lado da testa. Às vezes, eles se prendem atrás, na nuca, mas, outras, flutuam. Vários bustos e moedas nos mostram tais diferentes aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo é sempre representado jovem e emberbe, porque o sol não envelhece. Algumas das suas estátuas o mostram até com os caracteres da adolescência, por exemplo o Apollino de Florença. No Apolo Sauróctone, o jovem deus está acompanhado de um lagarto, que ele sem dúvida acaba de excitar com a flecha para o arrancar ao torpor e obrigá-lo a caminhar. Apolo, sem caráter, é considerado o sol nascente, ou o sol da primavera, porque a presença do lagarto coincide com os seus primeiros raios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grifo é um animal fantástico, que vemos freqüentemente perto da imagem do deus ou atrelado ao seu carro. Tem a cabeça e as asas de águia, com corpo, patas e cauda de leão. Os grifos têm por missão guardar os tesouros que as entranhas da terra ocultam, e é para obter o ouro de que são detentores, que os Arimaspes lutam constantemente contra eles. Os combates constituem o tema de grandíssimo número de representações, principalmente em terracotas ou em vasos. Os Arimaspes são guerreiros fabulosos, que usam vestes análogas às das amazonas. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/apollodiana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/apollodiana.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Delfos, Centro do Mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol vê antes dos homens porque produz a luz com os seus raios; é por isso que prevê o futuro e pode revelá-lo aos homens. Esse caráter profético é um dos atributos essenciais de Apolo; dá os seus oráculos no templo de Delfos, situado no centro do mundo. Ninguém duvida de tal fato, porque tendo Júpiter soltado duas pombas nas duas extremidades da terra, elas voltaram a encontrar-se justamente no ponto em que está o altar de Apolo. Assim, em vários vasos, vemos Apolo sentado no omphalos (o umbigo da terra), de onde dá os oráculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delfos chama-se também às vezes Pito, do nome da serpente Pitão, que ali foi morta por Apolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo, provido de temíveis setas, quis experimentá-las ferindo o perseguidor da sua mãe. Mal o monstro se sente atingido, é presa das mais vivas dores e, respirando com esforço, rola sobre a areia, assobia espantosamente, torce-se em todas as direções, atira-se ao meio da floresta e morre exalando o hálito empestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo contentíssimo com o triunfo, exclama: "Que o teu corpo seco apodreça nesta terra fértil; não serás mais o flagelo dos mortais que se nutrem dos frutos da terra fecunda, e eles virão imolar-me aqui magníficas hecatombes; nem Tifeu, nem a odiosa Quimera poderão arrancar-te à morte; a terra e o sol no seu curso celeste farão apodrecer aqui o teu cadáver." (Hino homérico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquecidos pelos raios do sol, o monstro começa a apodrecer. Foi assim que aquela região tomou o nome de Pito: os habitantes deram ao deus o nome de Pítio, porque em tais lugares o sol, os seus raios devoradores, decompôs o terrível monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as narrações dos poetas, o fato deve ter-se verificado quando Apolo era ainda adolescente, mas o crescimento dos deuses não está submetido às mesmas leis que o dos homens, e quando os escultores representam a vitória de Apolo, mostram o deus com as feições de um jovem que já atingiu a plenitude da força. É o que se nos depara numa das maiores obras-primas da escultura antiga, o Apolo do Belvedere. Essa estátua, de mármore de Luni, foi descoberta no fim do século quinze, perto de Capo d'Anzo, outrora Antium, e, adquirida pelo papa Júlio II, então cardeal em vésperas de ser eleito para o pontificado, mandou ele a colocassem nos jardins do Belvedere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as fórmulas da admiração foram esgotadas diante do Apolo do Belvedere, e a estátua, desde que se tornou conhecida, não deixou de provocar o entusiasmo dos artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Disputa do Tripé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo, após matar a serpente Pitão, envolveu o tripé com a pele do monstro que, antes dele, possuía o oráculo. Uma medalha de Crotona nos mostra o tripé entre Apolo e a serpente: o deus dispara a seta contra o inimigo. Foi por ocasião dessa vitória que Apolo institui os jogos pítios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vivíssima disputa, freqüentemente representada nos baixos-relevos da época arcaica, verificou-se entre Apolo e Hércules em torno do famoso tripé. Hércules consulta Pítia em circunstância na qual esta se recusara a responder. O herói, enfurecido, apoderou-se do tripé, que Apolo resolveu imediatamente reconquistar. Foi tão viva a luta entre os dois combatentes que Júpiter se viu obrigado a intervir mediante o raio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tripé de Apolo foi freqüentemente representado na arte antiga, e restam-nos monumentos em que vemos até que ponto se unia o bom gosto à riqueza na escultura ornamental dos antigos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/apolo2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/apolo2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Oráculo de Delfos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O oráculo de Apolo, em Delfos, era o mais famoso da Grécia. Foi o acaso que levou ao descobrimento do lugar em que deveria erguer-se o santuário. Umas cabras errantes nos rochedos do Parnaso, aproximando-se de um buraco do qual saíam exalações malignas, foram tomadas de convulsões. Acorrendo à notícia daquele prodígio, os habitantes da vizinhança quiseram respirar as mesmas exalações e experimentar os mesmos efeitos, uma espécie de loucura misto de contorções e brados, e seguida de dom de profecia. Tendo-se alguns frenéticos atirado ao abismo de onde proviam os vapores proféticos, colocou-se sobre o buraco uma máquina chamada tripé, por três pés sobre os quais pousava, e escolheu-se uma mulher para a ele subir e poder, sem risco, receber a embriagadora exalação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na origem, a resposta do deus, tal qual a davam os sacerdotes, era sempre formulada em versos; mas tendo tido um filósofo a idéia de perguntar porque o deus da poesia se exprimia em maus versos, a ironia foi repetida por todos, e o deus passou a falar somente em prosa, o que lhe aumentou o prestígio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crença de que o futuro pudesse ser predito de maneira certa pelos oráculos, desenvolveu singularmente na antigüidade a idéia da fatalidade, que em nenhuma parte transparece tão nitidamente como na lenda de Édipo; os seus esforços não conseguem livrá-lo à sentença que lhe foi anunciada pelo oráculo, e tudo quanto ele faz para evitar o destino só lhe acelera os inclementes decretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo (gr. Απόλλων) é um deus na mitologia grega (Febo na mitologia romana), filho de Zeus e Leto, e irmão gémeo de Artemis (deusa da caça). Numa época mais tardia foi identificado com Hélios, deus do sol, pois era, antes, o deus da luz, e, por arrastamento, a sua irmã foi identificada com Selene, deusa da lua. Mais tarde ainda, foi conhecido primordialmente como uma divindade solar. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu. Ao seu nome acrescenta-se, por vezes, epítetos relacionados com os locais onde era venerado, como o título de "Abeu" (de "Abas"), como era conhecido em Chipre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o seu culto estendia-se muito para além do culto solar. Apolo é também o deus da cura e das doenças, pai de Asclépio, ou Esculápio, venerado junto com este em grandes templos-hospitais, onde se curavam várias doenças, sobretudo através do sono. É ainda o deus da profecia. Inúmeros oráculos eram-lhe atribuídos, sendo o mais famoso e Oráculo de Delfos, o mais importante de toda a antiguidade que era visitado por inúmeros visitantes, alguns dos quais nem eram gregos. Como deus da música Apolo era representado tocando a sua lira, e é o líder das Musas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeus, seu pai, presenteou-o com arco e flechas de ouro, além de uma lira do mesmo material (sua irmã Ártemis ganhou os mesmos presentes, porém de prata). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas. - Algumas versões dizem que Apolo ganhou a lira como um presente de Hermes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra faceta deste deus é a sua parte mais violenta, quando ele usa o arco, para disparar dardos letais que matam os homens com doenças ou mortes súbitas. Ainda assumindo este lado mais negro, Apolo é o deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam muitas vezes os gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na transição para a idade adulta. Assim, ele é sempre representado como um jovem, frequentemente nu, para simbolizar a pureza e a perfeição, já que ele é também o deus destes dois atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A árvore mais sagrada para Apolo é o loureiro. Crê-se que alguns sacerdotes mastigavam loureiro para dizerem as profecias, outros usavam ramos de loureiro para salpicar o templo na purificação, ou para purificar a água com o fogo. As coroas de louro eram muitas vezes oferecidas a alguém que tinha conseguido algo extraordinário, superando-se a si mesmo, na procura da arete, o ideal grego simbolizado por este jovem deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apolo participa em diversos mitos, incluindo a famosa Guerra de Tróia, onde está do lado dos troianos, dizimando os aqueus com praga quando estes ofendem o seu sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles. A maioria dos mitos que dizem respeito a Apolo falam dos seus inúmeros amores, sendo os mais famosos Dafne, uma ninfa que foi transformada em loureiro (daí a sacralidade da árvore para Apolo), Jacinto, que se transformou na flor com o mesmo nome, e Ciparisso, o qual se transformou em Cipreste. Nestes mitos amorosos, Apolo nunca tem sorte, e existe um mito que conta que isto se deve ao facto de ele se gabar de ser o melhor arqueiro entre os deuses, o que faz com que Eros, deus do amor, sinta inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao deus Apolo é tradicionalmente consagrado o dia 22 de Janeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115939926348562843?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115939926348562843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115939926348562843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115939926348562843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115939926348562843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/09/apolo.html' title='APOLO'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115939844310852917</id><published>2006-09-27T20:02:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T20:07:23.866-03:00</updated><title type='text'>HÉSTIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hestia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hestia.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héstia, deusa da lareira. Da mesma família etimológica que o latim Vesta (Vesta), cuja fonte é o indo-europeu wes, "queimar", "passar pelo fogo, consumir". Héstia é a lareira em sentido estritamente religioso ou, mais precisamente, é a personificação da lareira colocada no centro do altar; depois, sucessivamente, da lareira localizada no meio da habitação, da lareira da cidade, da lareira da Grécia; da lareira como fogo central da terra; enfim, da lareira do universo. E, embora Homero lhe ignore o nome, Héstia certamente prolonga um culto pré-helênico do lar. &lt;br /&gt;Se bem que muito cortejada por Apolo e Posídon, obteve de Zeus a prerrogativa de guardar para sempre a virgindade. Foi ininterruptamente cumulada de honras excepcionais, não só por parte de seu irmão caçula, mas de todas as divindades, tornando-se a única deusa a receber um culto em todas as casas dos homens e nos templos de todos os deuses. Enquanto os outros Imortais viviam num vaivém constante, Héstia manteve-se sedentária, imóvel no Olimpo. Assim como o fogo doméstico é o centro religioso do lar dos homens, Héstia é o centro religioso do lar dos deuses. Essa imobilidade, todavia, fez que a deusa da lareira não desempenhasse papel algum no mito. Héstia permaneceu sempre mais como um princípio abstrato, a Idéia da lareira, do que como uma divindade pessoal, o que explica não ser a grande deusa necessariamente representada por imagem, uma vez que o fogo era suficiente para simbolizá-la. &lt;br /&gt;Personificação do fogo sagrado, a deusa preside à conclusão de qualquer ato ou acontecimento. Ávida de pureza, ela assegura a vida nutriente, sem ser ela própria fecundante. É preciso observar, além do mais, que toda realização, toda prosperidade, toda vitória são colocadas sob o signo desta pureza absoluta. Héstia, como Vesta e suas dez Vestais, talvez simbolizem o sacrifício permanente, através do qual uma perpétua inocência serve de elemento substitutivo ou até mesmo de respaldo às faltas perpétuas dos homens, granjeando-lhes êxito e proteção. &lt;br /&gt;Quanto ao fogo propriamente dito, a maior parte dos aspectos de seu simbolismo será sintetizada no hinduísmo, que lhe confere uma importância fundamental. Agni, Indra e Sûrya são as "chamas" do nível telúrico, do intermediário e celestial, quer dizer, o fogo comum, o raio e o sol. Existem ainda dois outros: o fogo da penetração ou absorção (Vaishvanara) e o da destruição, que é um outro aspecto do próprio Agni. &lt;br /&gt;Consoante o I Ching, o fogo correspondente ao sul, à cor vermelha, ao verão, ao coração, uma vez que ele, sob este último aspecto, ora simboliza as paixões, particularmente o amor e o ódio, ora configura o espírito ou o conhecimento intuitivo. A significação sobrenatural se estende das almas errantes, o fogo-fátuo, até o Espírito divino: Brahma é idêntico ao fogo (Gîtâ, 4,25). &lt;br /&gt;O simbolismo das chamas purificadoras e regeneradoras se desdobra do Ocidente aos confins do Oriente. A liturgia católica do fogo novo é celebrada na noite de Páscoa. O divino Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos sob a forma de línguas de fogo. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, o fogo é elemento que purifica e limpa, tornando-se, destarte, o veículo que separa o puro do impuro, destruindo eventualmente este último. Por isso mesmo, o fogo é apresentado como instrumento de punição e juízo de Deus (Sl 50,3; Mc 9,49; Tg 5,3; Ap 8,9). Cristo fala de um fogo que não se apagará (Mt 5,32; 18,8; 25,41). Deus será como um fogo distinguindo o bom do menos bom (Sl 17,3; 1Cor 3,15). Sua força, que tudo penetra, purifica também: nesse sentido é que o batismo de Jesus havia de agir como fogo (Mt 3,11).&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hestia6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hestia6.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os taoístas penetram nas chamas para se liberar do condicionamento humano, uma verdadeira apoteose, como a de Héracles, que, para se despir do invólucro mortal, subiu a uma fogueira no monte Eta. Mas há os que, como os mesmos taoístas, entram nas chamas sem se queimar, o que faz lembrar o fogo que não queima do hermetismo ocidental, ablução, purificação alquímica, fogo este que é simbolizado pela Salamandra. &lt;br /&gt;O fogo sacrificial do hinduísmo é substituído por Buda pelo fogo interior, que é simultaneamente conhecimento penetrante, iluminação e destruição do invólucro carnal. O aspecto destruidor do fogo comporta igualmente uma relação negativa e o domínio do fogo é também uma função diabólica. Observe-se, a propósito, a forja: seu fogo é, ao mesmo tempo, celeste e subterrâneo, instrumento de demiurgo e de demônio. A grande queda de nível é a de Lúcifer, "o que leva a luz celeste", precipitado nas fornalhas do inferno: um fogo que brilha sem consumir, mas exclui para sempre toda e qualquer possibilidade de regeneração. &lt;br /&gt;Em muitas culturas primitivas, os inumeráveis ritos de purificação, as mais das vezes, ritos de passagem, são característicos de culturas agrárias. Configuram certamente os incêndios dos campos, que se revestem, em seguida, de um tapete verde de natureza viva. Entre os gauleses, os sacerdotes druidas faziam grandes fogaréus e por eles faziam passar o rebanho para preservá-lo de epidemias. O grande político e excepcional escritor Caio Júlio César (100-44 a.C.) nos fala, no B. Gal., 6, 16, 9, de gigantescos manequins, confeccionados de vime, que os mesmos druidas enchiam de homens e animais e transformavam em fogueira. &lt;br /&gt;O Fogo, nos ritos iniciáticos de morte e renascimento, associa-se a seu princípio contrário, a Água. Os chamados Gêmeos de Popol-Vuh do mito maia, após sua incineração, renascem de um rio, onde suas cinzas foram lançadas. &lt;br /&gt;Mais tarde, os dois heróis tornam-se o novo Sol e a nova Lua, Maia-Quiché, efetuando uma nova diferenciação dos princípios antagônicos, fogo e água, que lhes presidiram à morte e ao renascimento. Desse modo, a purificação pelo fogo é complementar da purificação pela água, tanto num plano microcósmico (ritos iniciáticos), quanto num aspecto macrocósmico (mitos alternados de dilúvios, grandes secas ou incêndios). Para os astecas, o fogo terrestre, ctônio, representa a força profunda que permite a complexio oppositorum, a união dos contrários, a ascensão, a sublimação da água em nuvens, isto é, a transformação da água terrestre, água impura, em água celestial, água pura e divina. O fogo é, pois, o motor, o grande responsável pela regeneração periódica. Para os bambaras o fogo ctônio configura a sabedoria humana e o urânico, a sabedoria divina. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hestia24.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hestia24.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quanto à significação sexual do fogo, é preciso observar que ela está intimamente ligada à primeira técnica de obtenção do mesmo pela fricção, pelo atrito, pelo vaivém, imagem do ato sexual, enquanto a espiritualização do fogo estaria ligada à aquisição do mesmo pela percussão. Mircea Eliade chega à mesma conclusão e opina que a obtenção do fogo pelo atrito é tida como o resultado, a "progenitura" de uma união sexual, mas acentua, de qualquer forma, o caráter ambivalente do fogo: pode ser tanto de origem divina quanto demoníaca, porque, segundo certas crenças arcaicas, o fogo tem origem nos órgãos genitais das feiticeiras e das bruxas. &lt;br /&gt;Em síntese, o fogo que queima e consome é um símbolo de purificação e regeneração, mas o é igualmente de destruição. Temos aí nova inversão do símbolo. Purificadora e regeneradora a água também o é. Mas o fogo se distingue da água na medida em que ele configura a purificação pela compreensão, até sua forma mais espiritual, pela luz da verdade; a água simboliza a purificação do desejo até sua forma mais sublime, a bondade&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;http://www.mundodosfilosofos.com.br/segunda.htm#A&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115939844310852917?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115939844310852917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115939844310852917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115939844310852917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115939844310852917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/09/hstia.html' title='HÉSTIA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115894749731466422</id><published>2006-09-22T14:35:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T14:51:40.456-03:00</updated><title type='text'>HERA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/JASON-hera.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/JASON-hera.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hera, nome de etimologia controvertida. Talvez seja da mesma família etimológica que (Héros), herói, como designativo dos mortos divinizados e protetores e, nesse caso, Hera significaria a protetora, a guardiã. A base seria o indo-europeu serua, da raiz ser-, "guardar", donde o latim seruare, "conservar, velar sobre". &lt;br /&gt;Como todas as suas irmãs e irmãos, exceto Zeus, foi engolida por Crono, mas salva pelo embuste de Métis e os combates vitoriosos de seu futuro esposo. &lt;br /&gt;Durante todo o tempo em que Zeus lutava contra os Titãs, Réia entregou-a aos cuidados de Oceano e Tétis, que a criaram nas extremidades do mundo, o que irá provocar para sempre a gratidão da filha de Crono. Existem outras tradições que lhe atribuem a educação às Horas, ao herói Têmeno, filho de Pelasgo, ou ainda às filhas de Astérion, rei de Creta. Após seu triunfo definitivo, Zeus a desposou, em núpcias soleníssimas. Era, na expressão de Hesíodo, a terceira esposa (a primeira foi Métis e a segunda, Têmis), à qual o deus se uniu em "justas núpcias". Conta-se, todavia, que Zeus e Hera se amavam há muito tempo e que se haviam unido secretamente, quando o deus Crono ainda reinava sobre os Titãs. O local, onde se realizaram essas "justas núpcias" varia muito, consoante as tradições. A mais antiga e a mais "canônica" dessas variantes coloca-as no Jardim das Hespérides, que é, em si mesmo, o símbolo mítico da fecundidade, no seio de uma eterna primavera. Os mitógrafos sempre acentuaram, aliás, que os pomos de ouro do Jardim das Hespérides foram o presente de núpcias que Géia ofereceu a Hera e esta os achou tão belos, que os plantou em "seu Jardim", nas extremidades do Oceano. Homero, na Ilíada, desloca o casamento divino do Jardim das Hespérides para os píncaros do monte Ida, na Frígia. Outras tradições fazem-no realizar-se na Eubéia, por onde o casal passou, quando veio de Creta. Em diversas regiões da Grécia, além disso, celebravam-se festas para comemorar as bodas sagradas do par divino do Olimpo. Ornamentava-se a estátua da deusa com a &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hera2.2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hera2.2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;indumentária de uma jovem noiva e conduziam-na em procissão pela cidade até um santuário, onde era preparado um leito nupcial. O idealizador de tal cerimônia teria sido o herói beócio Alalcômenes (Alalcômenes é um herói da Beócia, fundador da cidade do mesmo nome. Atribui-se a ele a invenção das hierogamias de Zeus e Hera, isto é, cerimônias religiosas em que se re-atualizava o casamento dos dois. Conta-se que Hera, constantemente enganada por Zeus e cansada das infidelidades do esposo, veio até Alalcômenes queixar-se do marido. O herói aconselhou-a a que mandasse executar uma estátua dela mesma, mas confeccionada de carvalho (árvore consagrada a Zeus), e fizesse transportá-la solene e ricamente paramentada, seguida de grande cortejo, como se fosse uma verdadeira procissão nupcial. A deusa assim o fez, instituindo uma festa denominada Festas Dedáleas. Segundo a crença popular, este rito re-atualizava, rejuvenescia a união divina e conferia-lhe eficácia por magia simpática, pondo um freio, ao menos temporário, às infidelidades do marido...). &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hera3.1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hera3.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como legítima esposa do pai dos deuses e dos homens, Hera é a protetora das esposas, do amor legítimo. A deusa, no entanto, sempre foi retratada como ciumenta, vingativa e violenta. Continuamente irritada contra o marido, por suas infidelidades, moveu perseguição tenaz contra suas amantes e filhos adulterinos. Héracles foi uma de suas vítimas prediletas. Foi ela a responsável pela imposição ao herói dos célebres Doze Trabalhos. Perseguiu-o, sem tréguas, até a apoteose final do filho de Alcmena. Por causa de Héracles, aliás, Zeus, certa vez a puniu exemplarmente. Quando o herói regressava de Tróia, após tomá-la, Hera suscitou contra seu navio uma violenta tempestade. Irritado, Zeus suspendeu-a de uma nuvem, de cabeça para baixo, amarrada com uma corrente de ouro e uma bigorna em cada pé. Foi por tentar libertar a mãe de tão incômoda posição, que Hefesto foi lançado no vazio pelo pai. Perseguiu implacavelmente Io, mesmo metamorfoseada em vaca, lançando contra ela um moscardo, que a deixava como louca. Mandou que os Curetes, demônios do cortejo de Zeus, fizessem desaparecer Épafo, filho de sua rival Io. Provocou a morte trágica de Sêmele, que estava grávida de Zeus. Tentou quanto pôde impedir o nacimento de Apolo e Ártemis, filhos de seu esposo com Leto. Enlouqueceu Átamas e Ino, por terem criado a Dioníso, filho de Sêmele. Aconselhou Ártemis a matar a ninfa Calisto, que Zeus seduzira, disfarçando-se na própria Ártemis ou em Apolo, segundo outros, porque a ninfa, por ser do cortejo de Ártemis, tinha que guardar a todo custo sua virgindade. Zeus, depois, a transformou na constelação da Ursa Maior, porque, conforme algumas fontes, Ártemis, ao vê-la grávida, a metamorfoseou em ursa e a liquidou a flechadas. Outros afirmam que tal metamorfose se deveu à cólera de Hera ou a uma precaução do próprio Zeus, para subtraí-la à vingança da esposa.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hera.1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hera.1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;Para escapar da vigilância atenta de Hera, Zeus não só se transformava de todas as maneiras, em cisne, em touro, em chuva de ouro, no marido da mulher amada, mas ainda disfarçava, a quem desejava poupar da ira da mulher: Io o foi em vaca; Dioniso, em touro ou bode... De resto, o relacionamento entre os esposos celestes jamais foi muito normal e a cólera e vingança da filha de Crono se apoiavam em outros motivos. Certa vez, Hera discutia com o marido para saber quem conseguia usufruir de maior prazer no amor, se o homem ou a mulher. Como não conseguissem chegar a uma conclusão, porque Zeus dizia ser a mulher a favorecida, enquanto Hera achava que era o homem, resolveram consultar Tirésias, que tivera sucessivamente a experiência dos dois sexos. Este respondeu que o prazer da mulher estava na proporção de dez para um relativamente ao do homem. Furiosa com a verdade, Hera prontamente o cegou. &lt;br /&gt;Tomou parte, como se sabe, no célebre concurso de beleza e teve por rivais a Atená e Afrodite, e cujo juiz era o troiano Páris. Tentou, para vencer, subornar o filho de Príamo, oferecendo-lhe riquezas e a realeza universal. &lt;br /&gt;Como Páris houvesse outorgado a maça de ouro a Afrodite, que lhe ofereceu amor, Hera fez pesar sua cólera contra Ílion, tendo tomado decisivamente o partido dos gregos. Seu ódio, por sinal, se manifestou desde o rapto de Helena por Páris. Quando da fuga do casal, de Esparta para Tróia, a magoada esposa de Zeus suscitou contra os amantes uma grande borrasca, que os lançou em Sídon, nas costas da Síria. Tornou-se, além do mais, a protetora natural do herói grego Aquiles, cuja mãe Tétis fora por ela criada. Conta-se, além do mais, que era grata a Tétis, porque esta sempre repeliu as investidas amorosas de Zeus. Mais tarde, estendeu sua proteção a Menelau, tornando-o imortal. Participou da luta contra os Gigantes, tendo repelido as pretensões pouco decorosas de Porfírio. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Q-Zeus-Hera-Painting.2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Q-Zeus-Hera-Painting.2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ixíon, rei dos Lápitas, tentou seduzí-la, mas acabou envolvendo em seus braços uma nuvem, que Zeus confeccionara à semelhança da esposa. Dessa "união" nasceram os Centauros. Para castigá-lo, Zeus fê-lo alimentar-se de ambrosia, o manjar da imortalidade, e depois lançou-o no Tártaro. Lá está ele girando para sempre numa roda de fogo. Protegeu o navio Argo, fazendo-o transpor as perigosas Rochas Ciâneas, as Rochas Azuis, e guiou-o no estreito fatídico entre Cila e Caribdes. &lt;br /&gt;Sua ave predileta era o pavão, cuja plumagem passava por ter os cem olhos com que o vigilante Argos guardava sua rival, a "vaca" Io. Eram-lhe também consagrados o lírio e a romã: o primeiro, além de símbolo da pureza, o é também da fecundidade, como a romã. &lt;br /&gt;Pelo fato de ser esposa de Zeus, Hera possui alguns atributos soberanos, que a distinguem das outras imortais, suas irmãs. Como seu divino esposo, exerce uma ação poderosa sobre os fenômenos celestes. Honrada como ele nas alturas, onde se formam as borrascas e se amontoam as nuvens, que derramam as chuvas benfazejas, ela pode desencadear as tempestades e comandar os astros que adornam a abóbada celeste. A união de Zeus e Hera é como um símbolo da natureza inteira. É por intermédio de ambos, do calor, dos raios do sol e das chuvas, que penetram o solo, que a terra é fecundada e se reveste de luxuriante vegetação. Ainda como Zeus, Hera personifica certos atributos morais, como o poder, a justiça, a bondade. Protetora inconteste dos amores legítimos, é o símbolo da fidelidade conjugal. Associada à soberania do pai dos deuses e dos homens, é respeitada pelo Olimpo inteiro, que a saúda como sua rainha e senhora. É verdade que, por vezes, uma rainha irascível e altiva, mas que jamais deixou de ser, em seus rompantes ou em sua majestade serena, a grande divindade feminina do Olimpo grego, cujo grande deus masculino é Zeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115894749731466422?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115894749731466422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115894749731466422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115894749731466422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115894749731466422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/09/hera.html' title='HERA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115462325004000505</id><published>2006-08-03T13:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T13:40:50.153-03:00</updated><title type='text'>Plutão, Hades e Dionísio</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O simbolismo de Plutão expressa os mistérios do submundo do deus mitológico Hades, mas também fala de loucura, êxtase, aniquilamento e da violência dos rituais de passagem do deus Dionísio&lt;br /&gt;Minha concepção sobre o Plutão astrológico mudou completamente quando cheguei à conclusão de que Hades e Dionísio são a expressão da mesma 'força'.&lt;br /&gt;Falar de Dionísio não é algo fácil. Dionísio não se expressa pela via da razão, da mente, do ego, ou até mesmo da consciência. Em meu texto incluído no livro Astrologia para um Novo Ser, escrevi algo sobre a grande mutação genética que é capaz de colocar o homem em outros níveis de consciência. De fato, esse era um tema que vinha caminhando entre diversas escolas de magia na época. E esse salto no abismo de transformação física em mudança de estados de consciência estava me dando os primeiros momentos de encontro com Dionísio. Tanto que, no livro, digo que Dionísio é o décimo-terceiro deus, aquele que aparece quando completamos a jornada do herói na travessia das doze portas. Porém, o raciocínio não estava muito bem sedimentado, já que Dionísio não é um criador de consciência.&lt;br /&gt;Não há como conhecer Dionísio sem entrar em sua dança. Ele tem diversas semelhanças com Shiva e existe até um excelente livro a respeito. Dionísio é a figura do Sol Negro. Existem sistematicamente três deuses greco-romanos associados ao Sol Negro: Baco, Plutão e Saturno. Essas três figuras tem interessantes relações. E em toda mitologia onde se manifesta o solar, o Sol Negro se faz presente. No final de 2003 aconteceu um eclipse solar, a morte do Sol, em Sagitário. Naquele momento tivemos dois Sóis Negros no céu: o próprio eclipse e Plutão. Assim como no caso de Lilith, que aparece duplamente no eclipse lunar.&lt;br /&gt;Entrar na dança de Dionísio é terrível. É o deus (ou, em termos mais junguianos, um arquétipo) mais complexo que já se manifestou para a humanidade. Dionísio é o deus estrangeiro, aquele que por onde for não está em seu lar e não se sabe de onde veio. Dionísio e suas panteras e leopardos, senhor das sombras, o rei do mundo dos mortos andando sobre a terra. Dionísio tem seu grande poder no sangue da terra, o vinho. Sempre com sua taça, que lembra a taça do Plutão astrológico. O vinho foi proibido no Islã, por ser sinônimo de confusão. E é, na mística islâmica, o termo utilizado para a experiência divina. E essas palavras dizem absolutamente tudo sobre a experiência dionisíaca, a confusão, o caos, a perda de controle e, ao mesmo tempo, o êxtase divino, onde somos um com o Uno, sem diferença.&lt;br /&gt;Dionísio é o senhor da agonia e do êxtase. Leva à experiência narcísea, ao mergulho incontrolado na própria imagem. A experiência do espelho é contemplar o ser real, aquele que está do outro lado, o reflexo, o verdadeiro. Dionísio leva isso para a confusão, para o mergulho procurando todo o êxtase, o completo abandono, a dor final no desespero do despertar pela via errônea. E assim o faz com toda a sedução, sem o nosso controle. Acabamos por nos perder em nossas máscaras, que são absolutos atributos dos cultos de Dionísio, Ártemis e Hécate. O teatro grego é fruto da iniciação de Dionísio, onde todos colocam máscaras iguais e se perdem na mania , na possessão divina. Dionísio é um deus que cavalga. Ele leva a experimentar a loucura, o despedaçar, o desaparecer. A tragédia grega como expressão dionisíaca, a vida sendo a tragédia.&lt;br /&gt;Os cultos de Ártemis e de Dionísio são relacionados. Em alguns lugares de culto, o ritual começava no tempo da deusa e terminava na do deus. Dionísio é o deus dos espantalhos, o senhor das máscaras. Em sua iniciação, o iniciando se deparava com diversas máscaras penduradas, como que sem rostos por trás delas. Máscaras com olhares terríveis, como o das Górgonas. No mundo infernal, Cérbero impedia a entrada no Hades. A face da Górgona, controlada por Perséfone, evitava a fuga. Dionísio é aquele que brinca com a máscara, que as dá e as tira. O deus da impessoalidade completa.&lt;br /&gt;Quando se diz que na experiência dos trânsitos de Plutão existe um 'vazio', o termo é completamente incorreto. Dionísio é o deus da inconsciência. Dos estados de inconsciência. Dos estados alterados de (in)consciência. Ele é a variação oposta da experiência solar. É o inimigo do Sol, de Apolo, sendo seu concorrente para receber o trono de Zeus e, claro, da consciência apolínea, luminosa e esclarecedora. Quando Plutão está causando sua confusão, seu holocausto, está se alimentando da consciência, transitando informações para o ego do inconsciente, que é o Sol Negro. São os estados de morte. É o simbolismo do Arcano XIII, o transitar entre mundos, entre as deusas da morte e do sexo. Dionísio domina as mulheres e as leva em surtos de loucura e prazer absoluto. A passagem entre Hades e Dionísio é a morte. É assim que entendo esse arcano. Até a Morte, temos Hades, os mistérios do outro mundo, do incompreendido. Depois do arcano da Morte, temos Dionísio, o mistério desse mundo. Fazer a passagem, via a entrega do Enforcado. O sentido do sacrifício do Sol e o nascimento do Sol Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bruxa July&lt;/p&gt;&lt;p&gt;mitos_e_deuses@yahoogrupos.com.br&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115462325004000505?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115462325004000505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115462325004000505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115462325004000505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115462325004000505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/08/pluto-hades-e-dionsio.html' title='Plutão, Hades e Dionísio'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115462264012155941</id><published>2006-08-03T13:12:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T13:30:40.286-03:00</updated><title type='text'>PENELOPE</title><content type='html'>"Penélope é outra dessas heroínas míticas, cuja beleza é mais do caráter e da conduta que do corpo. Era filha de Icário, um príncipe espartano. Ulisses, Rei de Ítaca, pediu-a em casamento e conquistou-a, entre todos os competidores.Chegado o momento em que a jovem esposa deveria deixar a casa paterna, Icário, não tolerando a idéia de separar-se da filha, tentou persuadi-la a permanecer ao seu lado e não acompanhar o marido a Ítaca. Ulisses deixou a Penélope o critério da escolha e ela, em vez de responder, baixou o véu sobre o rosto. Icário não insistiu, mas, quando ela partiu, levantou uma estátua do Pudor no lugar onde haviam se separado.Ulisses e Penélope não haviam gozado sua união por mais de um ano, quando tiveram de interrompê-la, em virtude dos acontecimentos que levaram Ulisses à Guerra de Tróia. Durante sua longa ausência, e quando era duvidoso que ele ainda vivesse, e muito improvável que ele regressasse, Penélope foi importunada por inúmeros pretendentes, dos quais parecia não poder livrar-se senão escolhendo um deles para esposo. Penélope, contudo, lançou mão de todos os artifícios para ganhar tempo, ainda esperançosa no regresso de Ulisses. Um desses artifícios foi o de alegar que estava empenhada em tecer uma tela para o dossel funerário de Laertes, pai de seu marido, comprometendo-se em fazer sua escolha entre os pretendentes quando a obra estivesse pronta. Durante o dia, trabalhava nela, mas, à noite, desfazia o trabalho feito. É a famosa tela de Penélope, que passou a ser uma expressão proverbial, para designar qualquer coisa que está sempre sendo feita mas que não se acaba de fazer. O resto da história está contado nas narrativas das aventuras de seu marido.(*)"&lt;br /&gt;ad&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115462264012155941?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115462264012155941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115462264012155941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115462264012155941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115462264012155941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/08/penelope.html' title='PENELOPE'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115462243859915009</id><published>2006-08-03T13:10:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T13:27:19.110-03:00</updated><title type='text'>HELENA DE TROIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/pipoca_critica_troia_03.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/320/pipoca_critica_troia_03.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Maldição do Auriga&lt;br /&gt;CAPITULO XVI&lt;br /&gt;A CORTE DA BELA HELENA E O JURAMENTO DE UMA PODEROSA IRMANDADE&lt;br /&gt;No país da Lacedemônia, ao sul de Micenas, elevava-se a antiga cidade de Esparta onde vivia o Rei Tíndaro com sua bela esposa Leda. A mãe do Rei, Gorgófona, era filha de Perseu e de Andrômeda. Desta maneira, eram os dois filhos de Atreu seus parentes, e o Rei Tìndaro fez-lhes calorosa acolhida ao chegarem à sua corte, fugidos de Tiestes.Dentro de pouco tempo se apaixonava Agamenon pela filha mais velha do Rei, Clitemnestra, casando-se os dois. Ao atingir a maioridade, Agamenon formou um séqüito de jovens e marchou contra Micenas para reivindicar o trono. Não tendo Tiestes conseguido conquistar o amor de seus súditos, não lutaram estes para conserva-lo no poder. Dessa forma, Agamenon, filho mais velho de Atreu, tornou-se Rei de Micenas, banindo Tiestes para a Ilha de Cítera, onde veio a falecer pouco tempo depois.Esperava seu filho Egisto herdar o trono do pai. Porém, agora, desvanecera-se essa esperança e ele julgava-se feliz por não perder também a vida, já que em outros tempos assassinara o pai do novo soberano. Por uma ou outra razão, entretanto, Agamenon mostrou-se clemente, permitindo a Egisto viver pacificamente em seus domínios, com a condição de não atentar contra sua soberania. Egisto e sua nova prima Clitemnestra, tornaram-se bons amigos. Não se opunha Agamenon a esta amizade de sua esposa e Rainha de Micenas por Egisto, porque gostava do rapaz.Depois de ajudar ao seu irmão mais velho, Agamenon, a reconquistar o trono de Micenas, voltou Menelau para Esparta. Estava loucamente apaixonado pela filha mais moça do Rei Tíndaro, que se chamava Helena. Desde que fora raptada por Teseu, e trazida de volta pelos seus irmãos Castor e Pólux, tornara-se Helena uma moça, e, se bem que não estivesse ainda em idade de se casar, estava tão bonita que se estendera sua fama até países distantes. Príncipes, e até mesmo Monarcas iam a Esparta para conhecê-la, sendo que os solteiros nunca retomavam a seus países sem a terem solicitado em casamento.Não respondia, o Rei Tíndaro, nem sim nem não a esses jovens, pois achava que se não devia apressar em escolher o marido de sua formosa filha, enquanto não alcançasse, esta, idade para se casar. À medida que crescia, porém, alastrava-se a fama de sua beleza, de maneira que se via o Rei de Esparta importunado pela impaciência dos pretendentes que o aborreciam e ao mesmo tempo o preocupavam. Era provável que, qualquer que fosse o marido que escolhesse para Helena, ficariam os outros despeitados e ressentidos, podendo mesmo vir a lhe declararem guerra e lhe tirarem não somente o trono como também a vida.Ora, existia para as bandas do norte uma ilha rochosa chamada Ítaca, onde reinava o Rei Laertes, que tinha sido um dos Argonautas. Tinha, um filho chamado Ulisses, que era o homem mais sensato e arguto que jamais existira. Mas, conquanto forte e bem conformado, Ulisses estava longe de ser belo.A fama da beleza de Helena de Tróia estendera-se até à ilha remota em que vivia Ulisses. Ele só pensava em ir a Esparta para conquistar o seu amor.Ao vê-Ia, achou-a ainda mais linda do que rezava a lenda. Quando, porém, viu a quantidade de jovens e belos príncipes que a rodeava, compreendeu que teria poucas probabilidades de conquistá-la, com seus traços vulgares e seus cabelos ruços. Havia outra jovem na corte, contudo, que olhou para ele com simpatia. Era filha de Ícaro, irmão do Rei Tíndaro, e chamava-se Penélope. Ainda que não fosse tão formosa como sua prima, era Penélope muito bonita, e Ulisses pensou que, na falta de Helena, serviria perfeitamente para sua esposa.Todos estavam ocupados com a maravilhosa Helena e em saber quem a iria desposar, de maneira que Ulisses e Penélope podiam encontrar-se a sós, sem que ninguém o percebesse. Não era certo, entretanto, que seu pai a daria em casamento ao príncipe de uma pequena e pobre ilha rochosa. Por isso, depois de refletir maduramente, Ulisses foi falar com o Rei Tíndaro.- Quer me parecer, disse ele, que todos esses jovens que pretendem a mão de sua filha estão se tornando um problema para você.- Isto é verdade, respondeu o Rei Tíndaro, com um suspiro. Queria poder casá-la com um deles para que os outros fossem embora para suas casas. Porém, cada um deles considera o fato de ser escolhido para marido de minha filha, um ponto de honra para sua família. Só posso escolher um deles. Mas receio que os outros não se conformem, e o levem a mal. Verdadeiramente, não sei o que fazer.- Suponha, disse Ulisses, que você encontre um meio de fazer com que eles assistam pacificamente às bodas de sua filha, separando-se em seguida amistosamente, de você e dos outros companheiros.- Se você conseguisse isto, respondeu o Rei Tíndaro, poderia pedir-me a recompensa que quisesse.- Agradeço-lhe, Rei Tíndaro, e me lembrarei de sua promessa. Agora, eis o meu plano: reúna todos esses jovens que pretendem casar com sua filha e faça-os prestar um juramento solene: primeiro, que a própria princesa escolherá aquele com quem deseja casar-se; segundo, que os outros se acharão unidos numa grande irmandade para proteger a sua honra e a do homem que ela houver escolhido; para defendê-los contra qualquer pessoa que tente separá-los, e vingar qualquer ofensa que venham a sofrer. Porém, Rei Tíndaro, você unirá os pretendentes de sua filha nessa irmandade antes que Helena revele a sua escolha. Todos terão, assim, esperança de ser escolhidos, e prestarão com prazer um juramento que lhes dará não somente paz no presente, mas, também, segurança, no futuro.O Rei ficou encantado com a idéia e apressou-se em anunciá-la. Como previra Ulisses, esperando todos os jovens ser eleitos por Helena, apressaram-se em fazer o solene juramento de irmandade. Achava-se Ulisses entre eles, pois preferia Helena a Penélope; porém, quando o Rei Tíndaro perguntou a Helena quem ela queria para, marido, ela escolheu Menelau.Casaram-se com grande pompa. Os outros jovens sopitaram seu amargo desapontamento para não empanar a alegria dos festejos, depois do que se despediram e voltaram pacificamente para suas casas. Então o Rei Tíndaro mandou chamar Ulisses.- Casou-se minha filha com o homem que ama; ainda estou vivo, e ainda sou Rei de Esparta, disse ele. Tudo isto nós lhe devemos, Ulisses; diga-me agora como poderei recompensá-lo.- Acima de tudo neste mundo, respondeu Ulisses, desejo casar-me com sua sobrinha Penélope.De todo o coração, disse Tíndaro. E mandou buscar a moça. Quando Ulisses lhe pegou a mão ela enrubesceu, cobrindo a, face com o véu. Mas, depois de casados, partiu alegremente com ele para a distante ilha rochosa de Ítaca. Recebeu-a o Rei Laertes com demonstrações de amor e de carinho.- Estou ficando velho, disse ele, e posso agora abandonar o trono com o coração tranqüilo. Meu filho tornou-se homem e, tendo uma tão bela e boa moça, para ocupar o trono a seu lado, poderá Ulisses governar Ítaca no meu lugar.Ulisses e Penélope amavam-se encarecidamente, e, com o tempo, tiveram um filho que chamaram Telémaco; grandes eram os encantos do velho Rei Laertes pelo seu pequeno neto.Helena e Menelau viviam felizes em Esparta, e, quando o Rei Tíndaro veio a morrer, Menelau tornou-se rei em seu lugar. Enquanto isto, em Micenas, a irmã mais velha de Helena, Clitenmestra, dera três filhos a Agamenon: duas filhas, Ifigênia e Electra, e um filho chamado Orestes. Quanto a Helena de Esparta, teve uma filha que denominou Hermíone; todos pareciam viver felizes, bem estabelecidos e sossegados nos vastos domínios que Agamenon governava, de Micenas.Quanto aos pretendentes de Helena, encontraram outras moças para desposarem, e com elas constituírem família. Na maioria , tinham esquecido quão pressurosos estiveram de conquistar a bela Helena, e riam-se rememorando aquela loucura de sua mocidade; nenhum deles se lembrava mais do juramento que haviam feito. No entanto, ainda se achavam ligados por ele, como o futuro iria prová-lo. Negra nuvem estender-se-ia em breve sobre as vidas de Helena e Menelau, Agamenon e Clitemnestra, e as crianças que brincavam felizes ao sol de Esparta, e Micenas, ou nas colinas da cidade de Tróia que dominavam os campos circundantes.[transcrição e adaptação do texto original de George Baker,em DEUSES E HERÓIS, editora Brasiliense, 1960.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115462243859915009?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115462243859915009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115462243859915009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115462243859915009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115462243859915009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/08/helena-de-troia.html' title='HELENA DE TROIA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115118719091403110</id><published>2006-06-24T19:12:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T19:13:11.240-03:00</updated><title type='text'>venus, A Estátua e o Andrógino:</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/planet-venus.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/planet-venus.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;do Arquétipo à Função&lt;br /&gt;Rosário Ferreira&lt;br /&gt;Universidade de Coimbra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo - Esta comunicação pretende mostrar como, da mesma forma que os mitos, também muitos textos literários se encontram em relação com as imagens arquetípicas que, segundo Jung, constituem o inconsciente colectivo. Dada a sua maior afinidade com a lógica do imaginário, os textos da esfera do maravilhoso ou do fantástico são particularmente adequados para ilustrar o fenómeno de discursivisação dos arquétipos e para pôr em evidência a forma como certos elementos, disfuncionais do ponto de vista narrativo, encontram a sua funcionalidade no plano simbólico. Assim, seleccionaram-se dois textos integráveis nestas categorias – uma das Cantigas de Stª Maria, de Afonso X, e o conto La Vénus d'Ille, de Mérimée – e procedeu-se à sua análise comparada, que permitiu hipotetizar que, na génese de ambos, se encontra um dos mais caracterizados arquétipos junguianos – o andrógino; em seguida, estendeu-se a possível influência deste arquétipo a um leque mais largo de textos literários.&lt;br /&gt;As potencialidades do andrógino enquanto imagem estruturante de uma realidade enigmática estão já implícitas no Banquete de Platão; contudo, a androginia é um tema que, talvez pelo seu comprometimento com a vertente sexual do homem, marginalizada na tradição filosófica ocidental, só na segunda metade do séc. XX parece ter sido reabilitado na qualidade de objecto de estudo de ramos do conhecimento perfeitamente respeitáveis. A história das religiões, nomeadamente, tem-se debruçado sobre o mito do andrógino, revalorizado pela afirmação de Mircea Eliade de que "se trata de um arquétipo universalmente difundido"(2) e pela sua conclusão de que, sobredeterminando o significado da coexistência de sexos numa divindade,&lt;br /&gt;"A androginia é uma forma arcaica e universal de exprimir a totalidade, a coincidência dos contrários, a coincidentia oppositorum. Mais do que uma situação de plenitude e de poder sexual, a androginia simboliza a perfeição de um estado primordial, não condicionado. [...] Entenda-se que a androginia se toma uma forma geral de exprimir a autonomia, a força, a totalidade; dizer de uma divindade que é andrógina é o equivalente de dizer que se trata do ser absoluto, da realidade última"(3).&lt;br /&gt;O mito do andrógino é, assim, redimensionado no seu valor gnoseológico e ontológico, não só porque, ao ser assimilado a um arquétipo jungiano, passa a ser encarado como um padrão tipicamente humano de percepção e apreensão do real(4), mas ainda porque a imagem paradoxal da androginia se amplia semanticamente numa poderosa representação do mistério da realidade total, vista como transcendência dos contrários.&lt;br /&gt;Ainda que seja possível, como mostra Jean Libis(5), encontrar traços da nostalgia do andrógino em religiões centradas numa divindade masculina todo-poderosa, é com os mitos e os ritos orgiásticos e sacrificiais ligados aos cultos arcaicos da Grande Deusa, a terra, senhora da vida e da morte, que o arquétipo apresenta uma afinidade essencial. Com efeito, o andrógino, figuração da coincidentia oppositorum, ao ilustrar a coalescência dos sexos, simboliza a mediação dos contrários que vai, segundo Gilbert Durand(6), tornar possível a ciclicidade temporal conducente ao exorcismo do tempo. Assim, nas palavras deste autor,&lt;br /&gt;"O andrógino, microcosmos de um ciclo onde as fases se equilibram sem que uma seja desvalorizada em relação à outra, não é, no fundo, senão um "símbolo de união". É a díade por excelência, que põe igualmente em relevo as duas fases, os dois tempos do ciclo"(7).&lt;br /&gt;Ora, passando do universo dos arquétipos para o dos mitos, esta díade androgínica, paradigmaticamente figurada, segundo Groddeck(8), na união pré-natal mãe/filho, desdobra-se, por exigências narrativas, no par Grande Deusa/pequeno deus. Todavia, a resistência da imagem arquetípica ao processo de discursivização manifesta-se na redundância do semantismo que, na opinião de Gilbert Durand(9), caracteriza os mitos. Assim, tendo em conta a sinonímia de bissexualidade e assexualidade referida por Marie Delcourt(10), a androginia inscreve-se repetidamente no mito: a Grande Deusa, amalgamando características maternais e terrificantes, surge muitas vezes como duplamente sexuada, e o destino do seu filho/amante passa geralmente pela castração.&lt;br /&gt;Este fenómeno é claramente ilustrado pelo episódio dos amores de Agdístis e Átis, inserido no complexo mítico associado ao culto de Cibele, a Grande-Mãe frígia. Agdístis, filho da terra e de Zeus, é um hermafrodita de extraordinária ferocidade; os deuses, receando a sua violência, encarregam Baco de o emascular enquanto dorme, embriagado, à sombra de uma árvore. Como fruto final da fecundação da terra pelo sangue de Agdístis surge Átis, um adolescente maravilhosamente belo, figura emblemática do pequeno deus sacrificial, por quem Agdístis, agora na sua fase feminina, se apaixona. Durante algum tempo, Átis parece corresponder a este sentimento, mas deixa-se induzir ao casamento com a filha do rei de Pessinonte. Agdístis interrompe a boda, espalhando a loucura entre os presentes que, tomados de pânico, se auto-emasculam; Átis foge apavorado, castrando-se e deixando-se morrer à sombra de um pinheiro(11).&lt;br /&gt;É pregnante neste mito a recorrência da androginia, figurada quer como cumulação dos dois sexos no mesmo indivíduo (Agdístis, Baco) quer como anulação da diferenciação sexual a que corresponde a castração (Agdístis, Átis, e todos os homens presentes na boda)(12). Além disso, levando ao extremo o redobramento semântico, Agdístis, simultânea e sucessivamente homem e mulher, é um avatar quer da Grande Deusa quer do pequeno deus, condensando em si as potencialidades de ambos e ilustrando a fusão e a virtual identidade dos elementos da díade, como nota Jean-Jacques Walter(13).&lt;br /&gt;Foi a este contexto mítico-simbólico, dominado pela obsessão da androginia, que me levou a análise comparada do n· 42 das Cantigas de Santa Maria de Afonso X, o Sábio, datadas do séc. XIII, com o conto fantástico La Vénus d'Ille de Prosper Mérimée, publicado em 1834. Entre estes textos, separados por seis séculos, existe uma flagrante semelhança temática já notada por Keller e Kinkade(14): em ambos, um jovem de vida sentimental atribulada coloca no dedo de uma estátua (representando num caso a Virgem, noutro Vénus) um anel de noivado que receia estragar ao jogar à bola. A imagem encolhe o dedo, impedindo a recuperação do anel. O casamento do rapaz é celebrado, mas, chegada a noite, a divindade ultrajada interpõe-se entre os noivos: no primeiro texto, leva o jovem a encerrar-se num convento; no segundo, é, aparentemente, o agente da sua morte.&lt;br /&gt;Estas narrativas, escritas, segundo tudo indica, sem conhecimento uma da outra, são apenas dois exemplos da atenção que, ao longo dos tempos, tem suscitado a lenda da estátua, cujas primeiras versões escritas parecem ser os sucintos relatos de Hermann Corner(15), aparentemente ainda do séc. XI, e de Guilherme de Malmsbury, no séc. XII. Esta lenda foi sucessivamente retomada, quer na sua forma pagã original, quer em versões cristianizadas, por Vincent de Beauvais, Gautier de Coincy, Gonzalo de Berceo, Santo Antonino de Florença, Enrique Kornman, Martin del Rio, o barão de Eichendorf e Heinrich Heine, entre outros.&lt;br /&gt;Tanto na Cantiga n·42 como na Vénus d'Ille se nota um adensamento da estrutura mítica já implícita nas versões primitivas, conseguido por meio da adjunção de novos elementos narrativos que, ao permitirem o estabelecimento de cadeias de isomorfismos entre os dois textos, vão contribuir para a clarificação da coerência simbólica de cada um deles.&lt;br /&gt;Verfica-se que, em ambos os textos, a estátua surge associada a um conjunto de características que remetem para o simbolismo cíclico da Grande Deusa, sendo, por um lado, indiciada a sua natureza ctónica, conotada com os poderes subterrâneos, e, por outro, sugeridas as suas potencialidades enquanto divindade agrária. Assim, na cantiga, a imagem é levada do interior da igreja "que querian renovar/ hüas gentes" para a praça onde "avia/ un prado mui verd'assaz/ en que as gentes da terra [...] jogavan à pelota"; na Vénus, a estátua é descoberta ao ser desenraizado "un vieil olivier qui était gelé de 1'année dernière"(16) – o que leva a pensar que a historia se desenrola na Primavera –, sendo colocada "à l'angle d'une haie vive qui séparait un petit jardin d'un vaste carré [...] qui [...] était le jeu de paume de la ville". A estátua é, pois, real ou simbolicamente desenterrada (Gilbert Durand(17) assinala o isomorfismo da terra, da gruta, da capela e do túmulo), sendo a ideia de renascimento e de renovação, assim sugerida, apoiada pela conotação de fertilidade associada ao local da sua nova colocação e ampliada ainda pela noção de alternância ligada ao valor do jogo como símbolo da ordem do mundo(18), figuração ritual da luta entre as forças da luz e da vida e o poder das trevas e da morte. Se na cantiga este aspecto é apresentado com bastante discrição(19), na Vénus revela-se mais claramente quando os adversários surgem – o protagonista, Alphonse, "pâle", e o seu oponente, o Aragonês, "presqu'aussi foncé que le bronze" – contrastando cromaticamente como peças de xadrez, o jogo cósmico por excelência, como mostra Burckhardt(20). A estátua impõe-se, pela sua localização, como árbitro do jogo(21), detentora da ordem cósmica que pode preservar, assegurando a alternância cíclica ou, pelo contrário, romper, instaurando ou perpetuando o estado de "terra gasta" – como virá a acontecer no final da Vénus, quando as vinhas gelam sucessivamente em Ille.&lt;br /&gt;Um outro aspecto interessante é a insistência no facto de a estátua(22) ser primordialmente o sujeito, e não o objecto, do amor – e de um amor inquietante. Esta ideia é repetidamente expressa no refrão da cantiga "A Virgen [...] dos que ama é ceosa [...]"; no conto, é posta em evidência na inscrição "cave amantem", interpretada pelo narrador como "prends garde à toi si elle t'aime". Tal constatação é tanto mais digna de nota quanto é nítido o seu contraste com situações tópicas no contexto literário em que estas obras se integram. Assim, nas Cantigas de Stª Maria, a maior parte dos milagres é, inversamente, propiciada pela devoção, logo pelo amor, da personagem central à Virgem. Do mesmo modo, na novela Le dernier des Bracciano, onde, segundo Jean Decottignies(23), Merimée se terá inspirado para o desenlace do seu conto, a tragédia é despoletada pelo amor apaixonado que o herói vota a uma estátua de Vénus; ora, Alphonse, o protagonista da Vénus d'Ille, é apresentado como incapaz de qualquer sentimento amoroso profundo. Trata-se de uma personagem dada a amores fáceis e venais, como nota Jacques Chabot(24), saudosa da vida de estúrdia que tinha conhecido em Paris e destituída de qualquer noção de fidelidade, pois na manhã do casamento traz ainda no dedo um anel, presente de uma antiga amante, não hesitando em oferecê-lo à noiva em substituição do que a ela era destinado mas se encontrava retido na mão de Vénus. A sua atitude face ao casamento, mostrando-se, segundo o chocado comentário do narrador, "plus touché de la dot que des beaux yeux de sa future", enquadra-se perfeitamente nesta síndrome de incapacidade amorosa. O mesmo tipo de diagnóstico psicológico pode ser feito relativamente ao jovem e inconstante protagonista da Cantiga 42, "un mui falss'amador/ que amÿude cambiava/ seus amores dun en al" e que, após uma breve enfatuação pela beleza da imagem da Virgem, volta para a "amiga primeira", com quem se casa não por desejo próprio mas "per prazer dos parentes"(25).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/venus_cu.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/venus_cu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum destes pouco fervorosos apaixonados consumará o casamento, o que está perfeitamente de acordo com a tradição da lenda. Contudo, ao simples impedimento causado pela presença da divindade desdenhada, substituem-se ou acrescentam-se aqui vários processos que não só permitem, mais uma vez, o estabelecimento de um paralelismo entre o funcionamento simbólico dos dois textos, mas me parecem muito significativos dado ser possível assimilá-los a elementos bem conhecidos dos ritos da Grande Deusa. Assim, em ambos os casos, é indiciada a impotência do noivo, impotência essa mediatizada pela inconsciência e a possessão, características, segundo J. J. Walter(26), do orgiasmo ritual. Na cantiga, o sono, enviado pela Virgem "pera os partir", impede o noivo de se aproximar da sua desposada; além disso, os seus sonhos são povoados pela visão da Virgem sob um aspecto de tal forma ameaçador que o jovem, tomado de pânico, se levanta e foge, castrando-se simbolicamente ao fazer-se monge numa ermida. Na Vénus, a boda adquire uma conotação orgiástica, e é nesse contexto que o vinho, tradicional adjuvante dos estados de possessão ritual prévios a um sacrifício (como a castração) ou a uma hierogamia(27), age sobre o noivo: este encontra-se "pris de vin", o que é simbólica e funcionalmente equivalente a estar possuído pela deusa. Paradoxalmente, é com base em especulações acerca dos efeitos do vinho sobre a virilidade masculina – "prennez garde!", adverte o narrador, "on dit que le vin..." – que, como nota Jacques Chabot(28), vai ser criada em torno de Alphonse uma sugestão geral de impotência. Mas não é apenas neste passo que se manifesta a natureza terrífica e as potencialidades nefastas da Vénus: sabemos que, mal é retirada da terra, cai sobre a perna de um dos dois homens que a desenterram, Jean Coll, deixando-o coxo para toda a vida. Como é bem conhecido, a ferida na perna, cujo exemplo paradigmático é a do rei pescador do Graal, é simbolicamente equivalente à impotência ou à castração(29), e está em relação com a esterilidade da terra. Ora Jean Coll, que desastradamente ferira a estátua com um golpe de picareta ao desenterrá-la, é em Ille o único jogador de pelota à altura de Alphonse – "c'était lui qui faisait sa partie" – funcionando, assim, como seu duplo, de modo que esta castração simbólica prefigura o destino do herói. Além disso, a vingança da deusa estende-se para além dos acontecimentos relatados, pois o fatídico ressoar do bronze, que já Jean Coll tinha provocado com a sua picareta, é amplificado pela refundição da estátua num sino cujas badaladas sonoras propagam em Ille a esterilidade: as vinhas gelam, e, com a ausência de vinho, é impedida a possibilidade de uma nova orgia propiciadora da renovação. A alternância cíclica é interrompida e a "terra gasta" instaurada em perpetuidade.&lt;br /&gt;A divindade ctónica representada pela estátua, terrífica e castradora, desenha-se assim como uma figuração da Grande Deusa, e o casamento interrompido impõe o paralelismo com a boda frustrada do pequeno deus Átis, no episódio mitológico relatado acima(30).&lt;br /&gt;O enquadramento dos textos em análise neste contexto mítico-simbólico parece-me pertinente, pois permite que certos elementos do discurso, cuja funcionalidade se encontra não no nível narrativo mas no plano simbólico, adquiram a sua plena signifícância. Resquícios da redundância semântica do mito, estes elementos sobrepõem-se à coerência da narrativa, que por vezes parecem enfraquecer, encontrando-se espalhados no texto como que ao acaso – mas um acaso ordenado pela lógica profunda dos arquétipos. Tal é o caso, nestes textos, dos indícios de androginia que marcam as personagens centrais: a estátua e o jovem. Bastante explícitos no conto, em que a caracterização das personagens é relativamente detalhada, estes indícios são quase subliminares na cantiga; a análise comparativa permite, contudo, afirmar que estão presentes.&lt;br /&gt;Referi acima o modo como se inscrevem nestes textos a impotência e a castração simbólica do protagonista, conduzindo-o a um estado final de anulamento sexual; mas estes elementos, aqui privados da sua dimensão sacrificial, foram narrativamente aproveitados numa relação causal com a ira da divindade a quem é recusada uma hierogamia, pelo que a sua função nos textos é perfeitamente clara. O que se toma curioso notar, pois não encontra explicação no nível narrativo, é a existência, desde o início dos relatos, de alguns traços subtis que, ao marcarem as personagens masculinas centrais com o estigma da imaturidade, minam de alguma forma a sua virilidade.&lt;br /&gt;Assim, o jovem da cantiga, contrastando com os outros jogadores, referidos como "omeens mancebos", é repetidamente chamado "donzel", o que não só põe em evidência a sua extrema juventude mas indicia ainda uma certa incapacidade física: o donzel, jovem que não foi ainda armado cavaleiro, não viu reconhecido o seu direito a ser iniciado nas tarefas propriamente masculinas. Já no conto de Merimée, a pujança física do herói, "un grand jeun'homme" de quem o narrador gaba as "formes athlétiques", bem como a sua idade, 26 anos, pareceriam, à primeira vista, impedir qualquer veleidade de efebização da personagem; contudo, a incapacidade de acção que caracteriza Alphonse, potenciada pelas ressonâncias simbólicas da forma como é referido ao longo de todo o texto – "monsieur le fils" – , contraria de tal forma o seu estatuto de adulto que Jacques Chabot, num ponto da sua análise, como que esquecido da idade do herói, lhe chama "adolescente narcísico"(31). Talvez venha a propósito lembrar aqui as considerações de Marie Delcourt(32) acerca de Dioniso, figura caracterizada do pequeno deus, cujo aspecto de adolescente grácil corresponderia a uma desfiguração através da efeminação da sua dupla natureza sexual. Ora, se no jovem do milagre não encontramos nenhum sinal claro de feminilidade, o mesmo já não se pode dizer de Alphonse: o seu dandiismo(33) leva-o a manifestar admiração pela corrente do relógio do narrador, atitude esta que tem um paralelo exacto no interesse que, no conto Carmen de Merimée, a heroína demonstra justamente pelo relógio do narrador. Tal coincidência sugere que o autor caracteriza em Alphonse uma personagem parcialmente dominada pelo princípio do feminino.&lt;br /&gt;Um outro aspecto interessante, ligado agora à imaturidade psicológica das personagens, é a sua falta de autonomia, simbolizada na apatia face ao casamento, já referida acima: nenhum dos protagonistas se casa por decisão própria, mas por uma questão de sintonia com a família(34). Trata-se, portanto, de heróis sem vontade e sem poder – o que é facilmente assimilável a uma falta de virilidade. E, neste contexto psicológico, a própria inconstância das personagens, sintoma de incapacidade amorosa que indicia, talvez, uma imperfeita identidade, pode também ser contrária à afirmação da sua masculinidade.&lt;br /&gt;Tanto Alphonse como o donzel surgem assim sob o signo, senão da ambiguidade, pelo menos da indefinição sexual.&lt;br /&gt;Quanto à estátua, apresenta em Mérimée uma acentuada ambivalência sexual que não é apenas insinuada ao longo do texto mas abertamente anunciada na epígrafe tomada de Luciano: "Que esta estátua nos seja favorável e propícia, uma vez que é semelhante a um homem". No seu estudo sobre La Vénus d'Ille, Jacques Chabot(35) debruça-se exaustivamente sobre a impressão de "inquietante estranheza" transmitida pela estátua, cuja caracterização assenta sobre um conjunto de contradições: morta/viva, negra pelo corpo/branca pelos olhos, bela/feroz, e sobretudo, fálica, apesar de mulher. Entre as características que veiculam a duplicidade sexual da Vénus, este autor assinala a sua pose masculina, na posição do "joueur de mourre", e o poder viril do seu olhar, pois "elle faisait baisser les yeux à ceux qui la regardaient", submetendo-os, assim, ao seu domínio.&lt;br /&gt;Como mostra Marie Delcourt(36), as representações de Afrodite e Vénus como deusas duplamente sexuadas, geralmente associadas à fertilidade, não são raras; mas a estátua que encontramos na Vénus d'Ille não se enquadra de forma alguma neste âmbito: representa, pelo contrário, uma divindade violenta, assustadora, caracterizada pelo desequilíbrio, pois nela o aspecto maternal é completamente esmagado pelas características terrificantes. É bem uma hipóstase de Agdístis, o hermafrodita furioso, cuja violência, explicitamente ligada à virilidade(37), só a emasculação poderia controlar. E é precisamente isso que os rapazes da aldeia, ao quererem arrancar à Vénus os brilhantes olhos de prata, pretendem fazer: anular o seu potencial nefasto através de um acto que, como nota Jacques Chabot (ver nota 34) representa uma castração simbólica. Pelo contrário, a fusão da estátua em sino, incorporando na liga a prata dos olhos – cujas propriedades sonoras são bem conhecidas –, irá ainda reforçar e perpetuar o seu poder maléfico.&lt;br /&gt;Na Virgem da cantiga, os traços de duplicidade sexual estão muito mais apagados, mas o estudo comparativo permite defender que se encontram presentes no potencial terrificante por ela revelado durante o sonho do jovem(38).&lt;br /&gt;Assim, a sombra do andrógino parece projectar-se, com maior ou menor incidência, sobre a estátua de Vénus e a imagem da Virgem, reforçando o que tínhamos já verificado relativamente aos seus involuntários prometidos. Mas, ao contrário do que seria de esperar a partir da citação de Eliade apresentada no início deste trabalho, nenhuma destas quatro figuras mostra, quando considerada individualmente, corresponder à perfeição do "ser absoluto, da realidade última". E isto talvez porque, no fundo, não são, de acordo com a definição de Durand, "símbolos de união", mas, pelo contrário, produtos imperfeitos da cisão da díade androgínica, cuja plenitude simbólica só se poderia revelar numa nova fusão. Assim sendo, as personagens destes relatos funcionam, de certa forma, como arquétipos invertidos, uma vez que, separadamente, não representam a coincidentia oppositorum, ilustrando antes um estado de incompatibilidade dos contrários. São imagens completamentares na sua imperfeição(39).&lt;br /&gt;Na Vénus d'Ille, a harmonia androgínica, perdida quando gelou a oliveira, símbolo da fusão da Deusa e do filho (ver nota 15), é fugazmente recuperada durante o jogo em que Alphonse, indiferente ao seu próximo casamento, coloca o anel no dedo da estátua e ganha a partida, assegurando simbolicamente a fertilidade para Ille. Nas palavras do narrador, "Allors je le trouvai vraiment beau; il était passionné". Mas trata-se de um estado passageiro, e o conto termina em plena disforia, com a morte do herói e a amplificação pelo sino das virtualidades nefastas da estátua.&lt;br /&gt;Já a Cantiga 42 apresenta um desfecho completamente diferente. Aqui, a hierogamia, recusada numa primeira fase, acaba por se cumprir simbolicamente no sacrifício a que corresponde o encerramento do jovem na ermida (ver nota 26). A díade funde-se, pois o donzel "en toda sa vida [...] serviu a Santa Maria" e a plenitude androgínica manifesta-se, nas palavras de Mircea Eliade, na "perfeição de um estado primordial", "da realidade última", dado que a Virgem "o levou pois conssigo [...] deste mund'a Parayso".&lt;br /&gt;Creio que, após esta análise, não parece abusivo conceptualizar estes dois textos como concretizações narrativas de potencialidades significativas opostas da imagem arquetípica do andrógino: a beatitude da existência androgínica (na cantiga) e a tragédia do andrógino despedaçado (na Vénus). Em ambos os casos, precisamente por se tratar de textos situados na esfera do maravilhoso ou do fantástico – onde a ordem do imaginário se substitui às leis da realidade –, é nítida a relevância dos indícios de androginia que, durante o processo de narrativização do arquétipo e de fixação de funções, terão permanecido associados às personagens. Com efeito, embora não sejam funcionais do ponto de vista da intriga, estes indícios subtendem toda a coerência simbólica dos relatos.&lt;br /&gt;A aproximação entre esta lenda e o mito de D. João vem, ainda, reforçar a ideia da androginia essencial da díade estátua vingadora/amoroso inconstante aniquilado. Aqui, a estátua reveste o aspecto masculino do homem que D. João matou, mas a sua androginia potencial manifesta-se na crescente funcionalidade que adquire no mito uma das vítimas do sedutor, a filha do morto. Com efeito, segundo Jean Rousset(40), Ana, a filha do comendador assassinado por D. Juan, sendo em Tirso de Molina uma figura quase ausente, apresenta-se em Da Ponte/Mozart e nos românticos como um prolongamento da presença da estátua, que será, afinal, o instrumento da sua vingança. A função da estátua passa, pois, a ser desempenhada por uma dupla constituída por um elemento feminino e outro masculino; e, aproximando-se insensivelmente do arquétipo da fusão androgínica, a função vingadora tinge-se em breve de motivações amorosas-engolidoras. Assim, em Hoffmann(41) podemos ler: "Dom João procura em vão arrancar-se ao abraço de Dona Ana. Mas será que o deseja verdadeiramente?"&lt;br /&gt;Quanto à personagem de D. João, vários autores detectam nela uma predominância de características do feminino. Para Marc Eigeldinger(42), o Don Juan de Musset "não representa uma figura de virilidade. A anima, no sentido em que a entende C. G. Jung, sobrepõe-se nele à masculinidade; é determinado pela predominância da componente feminina no interior da psique"; Álvaro Manuel Machado(43) refere o carácter hermafrodita do D. João de Rilke; Gregório Marañon(44) defende mesmo que D. João é, sem o suspeitar, homossexual. Mais uma vez encontramos, na minha opinião, indícios da inadequação da diacronia do discurso para exprimir a instantaneidade da imagem arquetípica. A dita homossexualidade de D. João, totalmente disfuncional no mito, não passa de uma interpretação abusiva dos traços feminóides que reflectem no texto a sua existência de pequeno deus no mundo paralelo dos arquétipos.&lt;br /&gt;Alargando o campo de estudo de forma a abranger géneros literários de pendor mais "realista", penso que seria interessante proceder a uma análise comparativa entre os dois textos sobre os quais incide este trabalho e obras baseadas no fecundo tema da paixão de uma mulher madura por um jovem, no sentido de investigar a recorrência do mesmo tipo de ambiguidade sexual das personagens(45). Tal constatação sugeriria que a nostalgia do andrógino poderia estar, de alguma forma, em relação com a génese destas obras. Esta hipótese é heurística na medida em que pode abrir novas linhas de interpretação ou fundamentar intuições aparentemente não apoiadas.&lt;br /&gt;Para terminar, gostaria de referir o facto de a metodologia seguida neste trabalho parecer demonstrar que, do mesmo modo que as narrativas mitológicas, a literatura fantástica ou maravilhosa pode, enquanto mediadora entre o imaginário e o restante corpus literário, desempenhar um importante papel na identificação de famílias de textos decorrentes da mesma imagem arquetípica.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/venus.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/venus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(1)comunicação inédita, apresentada no «Encontro sobre mundos alternativos na Literatura», Fundação das casas de Fronteira e Alorna, Lisboa, 11 a 13 de Dezembro de 1992.&lt;br /&gt;(2) Mythes, Rêves et Mystères, Gallimard, Paris, 1957, p. 216. Cabe à autora a responsabilidade da tradução desta e das restantes citações, de obras teóricas ou críticas, incluídas no texto.&lt;br /&gt;(3) Op. cit., pp. 215-216.&lt;br /&gt;(4) The Portable Jung, ed. Joseph Campbell, Penguin, Harmondsworth, 1976, p. 52.&lt;br /&gt;(5) Le Mythe de 1'Androgyne, Berg, Paris, 1980, I, cap. 3.&lt;br /&gt;(6) Les Structures anthropologiques de 1'Imaginaire, Dunod, Paris, 1992, (1a ed. 1969), p. 337.&lt;br /&gt;(7) Op.cit., p. 335.&lt;br /&gt;(8) Apud J. Peignot, Les Jeux de l'Amour et du Langage, U.G.E., Paris, 1964, p. 15.&lt;br /&gt;(9) Op. cit., p. 431.&lt;br /&gt;(10) Hermaphrodite, P.U.F., Paris, 1958, p. 49.&lt;br /&gt;(11) É de notar que, neste mito, a castração ocorre repetidamente integrada numa constelação de elementos — a árvore, a orgia (aqui representada pelo vinho ou pela festa) e a inconsciência (do sono ou da loucura) — que se mantém invariante.&lt;br /&gt;(12) A castração ritual era, aliás, praticada pelos galli, os sacerdotes eunucos de Cibele.&lt;br /&gt;(13) Psychanalyse des Rites, Denoel-Gonthier, Paris, 1977, pp. 126, 53 e ss.&lt;br /&gt;(14) Apud Nuno Júdice, "Le motif dans la construction de 1'espace du récit", in Actes du XIIème Congrès de l'Association Intemationale de Littérature comparée, Munique, 1988, vol. II, pp. 431-435, n. 3.&lt;br /&gt;(15) Segundo Pierre-Georges Castex, Le Conte fantastique en France de Nodier à Maupassant, Corti, Paris, 1951, "uma cronica latina de Hermann Corner, redigida no século XI, atribui um feito semelhante a uma Vénus".&lt;br /&gt;(16) J. J. Walter, op.cit., pp. 62 e ss., considera que a árvore, sendo simultaneamente um símbolo da Grande Deusa e do pequeno deus, representa a sua fusão, o que é equivalente a dizer que figura uma hierogamia permanente. A morte da oliveira pode, pois, ser encarada como uma separação entre os elementos da díade, que só será sanada por meio de uma hierogamia ritual.&lt;br /&gt;(17) Op. cit., pp. 274-276.&lt;br /&gt;(18) Ver Jean-Marie Lhôte, Le Symbolisme des Jeux, Berg, Paris, 1976, pp. 37, 42.&lt;br /&gt;(19) Sabemos, contudo, que Afonso o Sábio conhecia o simbolismo cíclico do jogo, como demonstram os seus Libros de Acedrex, datados de 1283.&lt;br /&gt;(20) "Le symbolisme du jeu des échecs", in Le Symbolisme, Arché, Milão, 1979, pp. 19-27.&lt;br /&gt;(21) J. M. Lhôte, op. cit., p. 47.&lt;br /&gt;(22) Cuja beleza, ao contrário do que sucedia nas versões primitivas, é enfaticamente afirmada em ambos os textos.&lt;br /&gt;(23) "Quelques rapprochements sugerés par La Vénus d'Ille", Revue des Sciences humaines, 107, 1962, (pp. 453-461), p. 460.&lt;br /&gt;(24) L 'Autre Moi, Edisud, Aix-en-Provence, 1983, pp. 149.&lt;br /&gt;(25) Não pretendo sobrevalorizar este último aspecto, nem interpretá-lo de um ponto de vista próximo da exaltação dos sentimentos característica do Romantismo que se nota no conto. A concepção medieval do casamento está, pelo contrário, em perfeita consonância com a submissão do indivíduo ao interesse familiar posta em evidência na cantiga. Seja como for, não deixa de me parecer significativo o destaque dado aí a um tipo de atitude que, como refere Georges Duby (Mâle Moyen Age, Flammarion, Paris, 1990, pp. 37-38), não só é muito mais marcada no feminino do que no masculino, como tende a ser abafada nos textos literários coevos, dada a sua contradição com a visão do casamento que a Igreja procurava impor.&lt;br /&gt;(26) Op. cit., pp. 91, 145 e ss. É interessante notar que, nos textos em análise, estes estados são induzidos pelo sono ou pelo vinho, que, significativamente, encontramos ligados à emasculação de Agdístis.&lt;br /&gt;(27) J. J. Walter considera equivalentes, pelo seu sentido mítico, a hierogamia e o sacrifício (op. cit., p. 280).&lt;br /&gt;(28) Op. cit., pp. 146-147.&lt;br /&gt;(29) Convém notar que, em vários pontos da obra aqui citada, J. J. Walter refere a mutilação do pé como um substituto ritual da castração.&lt;br /&gt;(30) Apenas como um aparte, julgo curioso mencionar aqui que também Agdístis é castrado junto de um pinheiro e que o convento onde o jovem da cantiga se recolhe fica "cabo un piñal". Mera coincidência? W. Warde Fowler (apud J. J. Walter, op. cit.) refere uma festa do culto de Átis, celebrada pelos romanos no equinócio da primavera, em que o tronco de um pinheiro abatido no bosque sagrado da Grande-Mãe, junto ao seu templo no Palatino, era honrado e chorado como o cadáver do pequeno deus. Ora as versões mais antigas da lenda de estátua – que, no entanto, não fazem qualquer referência à árvore – situam-na em Roma.&lt;br /&gt;(31) Op. cit., p. 150.&lt;br /&gt;(32) Op. cit., p. 37.&lt;br /&gt;(33) Cuja significação, deslizando para narcisismo e daí para tendência homossexual, nos pode levar até à efeminação.&lt;br /&gt;(34) O que, mais uma vez, leva a um paralelismo com o mito de Átis. Ver ainda, sobre a relevância sócio-cultural desta atitude, a nota 24.&lt;br /&gt;(35) Op. cit., pp. 131-139.&lt;br /&gt;(36) Op. cit., cap. II.&lt;br /&gt;(37) A assimilação entre violência e virilidade vem corroborar a hipótese de Przylusky (apud J. J. Walther, op. cit., pp. 26-27 e 74) segundo a qual os nomes dos deuses masculinos Ares e Marte se aparentam com a série de nomes da Grande Deusa derivados da raiz ardvi, sendo que nestes deuses guerreiros apenas subsistiu o aspecto violento, mortal, da Deusa.&lt;br /&gt;(38) Levando a análise um pouco mais longe — longe demais? — será talvez possível defender que, tal como Alphonse, embriagado e impotente, se encontrava possuído por Vénus, também o donzel, no sonho que o afasta da noiva, se encontra possuído pela Virgem; ora, no estado de possessão, como mostra J. J. Walter (op. cit., pp. 91-92), independentemente dos sexos respectivos, a divindade é comparada ao homem e o fiel à mulher na relação sexual.&lt;br /&gt;(39) Por exemplo, Alphonse caracteriza-se pela imobilidade física e a falta de expressão; quanto à estátua, é até incomodativamente expressiva e, paradoxalmente, parece ter a faculdade de se mover.&lt;br /&gt;(40) Ver J. Rousset et al., O Mito de D. Juan, Arcádia, Lisboa, 1981, p. 34.&lt;br /&gt;(41) Apud J. Rousset, Le Mythe de Don Juan, Armand Colin, Paris, 1978, p. 59.&lt;br /&gt;(42) Mythologie et Intertextualité, Slatkine, Geneve, 1987, p. 28.&lt;br /&gt;(43) Ver J. Rousset et al., op. cit., p. 25.&lt;br /&gt;(44) Apud Molière, Dom Juan ou le Festin de Pierre, ed. Anne Marie Marel e Henri Marel, Bordas, Paris, 1980, p. 124.&lt;br /&gt;(45) Como exemplo, parece-me elucidativo mencionar Chéri, um dos mais conhecidos romances de Colette, cujos protagonistas são Léa, uma ainda muito bela cortesã à beira dos cinquenta anos, e Chéri, o seu jovem amante. Logo na página de abertura, surge Chéri, "un très beau et très jeune homme" que, numa cena cheia de movimento, dança e ri perante o espelho onde se reflecte a sua imagem adornada com o colar de pérolas de Léa, enquanto esta o contempla, silenciosa e majestosamente estendida no "grand lit de fer forgé et de cuivre ciselé, qui brillait dans l'ombre comme une armure". A contaminação da caracterização do jovem por traços femininos e da da mulher por elementos viris é de tal modo notória que chega a sugerir uma inversão dos papéis sexuais cuja pertinência narrativa o desenvolvimento do enredo se encarregará de negar. Contudo, as ressonâncias simbólicas desta apresentação das personagens, bem como de outros indícios da sua ambiguidade sexual espalhados ao longo do texto, ao revelarem a natureza androgínica da ligação entre Léa e Chéri, são muito possivelmente responsáveis pela adesão emocional que o romance suscita, transmutando-o em muito mais do que a história de uma cortesã decadente e do seu gigolo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/TR-Venus-PWD-lion-swim.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/TR-Venus-PWD-lion-swim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115118719091403110?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115118719091403110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115118719091403110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115118719091403110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115118719091403110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/06/venus-esttua-e-o-andrgino.html' title='venus, A Estátua e o Andrógino:'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-115115806211929098</id><published>2006-06-24T11:07:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T11:07:42.433-03:00</updated><title type='text'>Héstia: o fogo sagrado que ilumina e aquece; A relação entre Héstia e Hermes</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hestia2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hestia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                            &lt;span style="font-size:78%;"&gt;hestia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Héstia, Vesta para os romanos, foi a primeira filha nascida do casamento de Réia e Cronos. Irmã de Zeus e de Hera, ela é pouco conhecida entre os deuses do Olimpo, por não ter participado dos casos amorosos ou das guerras que&lt;br /&gt;permearam toda a mitologia grega.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/SH-&amp;-HERMES-3.2.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/SH-%26-HERMES-3.2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                         &lt;span style="font-size:78%;"&gt;hermes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esteve sempre acima ou fora das intrigas e rivalidades dos seus parentes e sempre evitou ser tomada pelas paixões do momento.&lt;br /&gt;Em três hinos de Homero, é descrita como “a virgem venerável”, uma das três que não se submeteu a Afrodite. Como Ártemis e Atenas, sempre resistiu às propostas amorosas que lhe fizeram os deuses, os Titãs e outros mais. Apolo e Poseidon, incentivados por Afrodite, tentaram tirar-lhe a virgindade. Em vez de sucumbir a seus desejos, ela fez um juramento sobre a cabeça de Zeus: o de permanecer eternamente virgem. No Hino a Afrodite, Homero relata que “Zeus, em vez de dar-lhe um presente de casamento, concedeu-lhe um belo privilégio: um lugar no centro da casa para receber as melhores oferendas”.&lt;br /&gt;Não é conhecida por meio de representações, mas sim por rituais em que é simbolizada pelo fogo. Na Grécia antiga, para que uma casa se tornasse um lar, a presença de Héstia era obrigatória. Conta-se que, quando havia um casamento, a mãe da moça acendia uma tocha na lareira pertencente à casa da família e levava-a até a nova residência do casal, para com ela acender o primeiro fogo que consagraria o novo lar dos noivos. O mesmo se passava quando se fundava uma nova cidade: carregavam uma tocha que fora acesa na lareira comum do átrio central das antigas cidades gregas e levavam-na até a nova cidade para, com ela, acender o fogo. Vemos, então, que Héstia sempre apareceu sob a forma de “fogo sagrado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Hestia3.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Hestia3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                             &lt;span style="font-size:78%;"&gt;hestia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as outras deusas andam pelo mundo, Héstia permanece imóvel no Olimpo. Ela permanece no centro, onde fica o altar de sacrifícios. Nesse sentido, representa o fogo interior que é conectado quando voltamos para o nosso centro, para o nosso lar. O “foco” de Héstia é o centro. É interessante notar que “focus”, em latim, significa fogo, lume, braseiro, chama, lar, altar, casa. Ela é considerada a deusa do lar, ou mais especificamente, do fogo que queima na lareira central e que aquece o lar. Os primeiros lares e templos que lhe foram dedicados eram redondos; o primeiro símbolo de Héstia era o círculo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/hermes2.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/hermes2.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                       hermes&lt;br /&gt;Nos lares gregos, muitas vezes, ela era ligada a Hermes (Mercúrio para os romanos), o mensageiro dos deuses. A mais remota representação desse deus era uma coluna de pedra denominada “herm”. Nas casas de família, a lareira central, simbolizando Héstia, ficava na parte central da casa, enquanto o pilar fálico de Hermes ficava na entrada. Na Índia e em outras partes do Oriente, pilar e círculo aparecem “acasalados”. Já na Grécia e entre os romanos, os dois símbolos estão relacionados, porém aparecem separadamente. Nos templos, essas divindades também estavam ligadas. Em Roma, por exemplo, o santuário de Mercúrio ficava do lado direito das escadas que levavam ao templo de Vesta. Embora Héstia e Hermes estivessem relacionados, cada qual tinha uma função distinta: Héstia era o santuário que unia a família ao redor dela, enquanto Hermes era o protetor do portal, guia, companheiro no mundo e mensageiro dos deuses.&lt;br /&gt;Na mitologia grega, o emblema de Hermes é o caduceu. Esse seu atributo é formado por um bastão de ouro no qual se enrolam simetricamente duas serpentes que podem ser interpretadas como as duas correntes cósmicas, ascendente e descendente, que se equilibram em torno desse eixo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Hestia.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Hestia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                              hestia&lt;br /&gt;Se trouxermos essas informações para dentro de nós mesmos, poderíamos concluir que Héstia representa nosso fogo interior em seu aspecto curativo, aquele que, quando acessado, expande-nos, trazendo-nos a sensação de podermos ir muito além de nosso limite corpóreo. É o fogo sagrado que permanece sempre virgem, que não se deixa seduzir por nenhum aspecto da vida. O fogo representado por Héstia cura-nos e redime-nos, porquanto está ligado ao nosso centro, ao nosso âmago, à parte mais central de nossa alma. Hermes, por sua vez, também representa a cura, porquanto o caduceu é o emblema atual da Medicina. Fica claro, por tudo que foi dito, que internamente Hermes representa nossa coluna vertebral, o nosso bastão interno. Como mensageiro dos deuses, ele nos põe em contato com os níveis mais altos do Universo. Nossa coluna liga-nos à energia cósmica, permitindo que ela penetre nosso corpo, entrando pelo topo de nossa cabeça até a nossa base para depois retornar em um constante fluir, harmonizandonos e religando-nos ao centro do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Aparecida De Stefano&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-115115806211929098?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/115115806211929098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=115115806211929098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115115806211929098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/115115806211929098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/06/hstia-o-fogo-sagrado-que-ilumina-e.html' title='Héstia: o fogo sagrado que ilumina e aquece; A relação entre Héstia e Hermes'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-114745328601960118</id><published>2006-05-12T13:58:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T14:01:26.026-03:00</updated><title type='text'>LIVRO ON LINE, NARCISO: A DINÂMICA DA PERSONALIDADE DE ECO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Narciso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Narciso.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;        O que une de forma muito profunda Jung à Mitologia é o conceito de Inconsciente Coletivo e seu principal conteúdo: o Arquétipo.Inclusive um dos fatores que levou Jung  ao conceito de inconsciente coletivo foram seus anos de estudo de mitologia, pela qual ele  ficou completamente fascinado:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://livros-sygurd.blogspot.com/2006/05/narciso-dinmica-da-personalidade-de.html"&gt;http://livros-sygurd.blogspot.com/2006/05/narciso-dinmica-da-personalidade-de.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-114745328601960118?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://livros-sygurd.blogspot.com/2006/05/narciso-dinmica-da-personalidade-de.html' title='LIVRO ON LINE, NARCISO: A DINÂMICA DA PERSONALIDADE DE ECO'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/114745328601960118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=114745328601960118&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/114745328601960118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/114745328601960118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/05/livro-on-line-narciso-dinmica-da.html' title='LIVRO ON LINE, NARCISO: A DINÂMICA DA PERSONALIDADE DE ECO'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-114677370561159324</id><published>2006-05-04T17:07:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T17:15:05.623-03:00</updated><title type='text'>O mito de Psiquê:</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Amore-e-Psiche1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Amore-e-Psiche1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;  "o amor não pode sobreviver sem confiança"   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Psiquê era uma jovem princesa tão bela que de todas as partes acorria gente para admirá-la, e os peregrinos quase não freqüentavam mais o templo de Vênus (Afrodite) para prestar culto à divina Beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Indignada com o fato de uma simples mortal receber tantas honras, a deusa pediu a seu filho Eros, o deus do Amor, que atingisse a jovem com suas setas para enamorar-se do homem mais desprezível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A beleza da mortal porém era tão grande que, ao ver a princesa, o próprio Eros se apaixona e não lhe lança as setas, ordenadas por sua mãe. E assim, enquanto as duas irmãs de Psiquê casam-se com reis, a jovem mortal, embora amada por um deus, permanece só. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Amore-e-Psiche3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Amore-e-Psiche3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    Apreensivo, seu pai consultou o Oráculo de Apolo, o deus de luz e sabedoria. Mas, Eros já procurara Apolo e fizera-o aliado de seu amor. O oráculo aconselha então ao soberano a levar a filha, em vestes nupciais, até o alto de determinada colina. Lá, uma serpente alada, mais forte que os próprios deuses, iria tomá-la como esposa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sentindo-se impotente diante das ordens divinas, a jovem princesa prepara-se para as bodas com se fosse seu funeral, e é deixada só na colina. Psiquê em prantos aguardou que se consumasse o seu triste destino. Esgotada pela longa espera, foi tomada de sono e adormece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Surge então Zéfiro, a doce brisa cujo sopro desabrocha as flores na primavera, e transportou-a adormecida a um prado florido, às margens de um regato cristalino, próximo de um magnífico castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando Psiquê desperta, ouve uma voz convidando-a a entrar no castelo; banhar-se e jantar. Mãos invisíveis a servem, mas nenhum temor a aflige. À noite, oculto pela escuridão, Eros cobriu-a de carícias e amou-a, recomendando insistentemente que jamais tentasse vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Durante algum tempo, apesar de não conhecer o rosto do esposo, Psiquê sentia-se a mais feliz das mulheres. Saudosa porém de suas irmãs, pede para vê-las. Em vão Eros advertiu que, ao reaproximar-se delas, estaria reatando laços terrenos. Pediu então que se precavesse contra as desgraças que, através das duas irmãs, lhe poderia advir.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Amore-e-Psiche4.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Amore-e-Psiche4.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Zéfiro levou-as ao castelo, mas invejosas da riqueza e felicidade de Psiquê, as jovens começaram ardilosamente a insinuar dúvidas e desconfiança em seu coração. Diziam que o esposo que desconhecia escondia-lhe o rosto porque devia ser o monstro previsto pelo oráculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Aconselharam-na a esperá-lo adormecer e preparar uma lâmpada e uma faca afiada: com a primeira, veria a verdadeira face do esposo; com a segunda, poderia matá-lo, se fosse mesmo o monstro... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    À noite, Eros volta e envolve-a em carícias. Mas, quando dorme, a dúvida volta a afligir o coração de Psiquê. Traz a lâmpada, ilumina-lhe o rosto e vê o mais belo semblante que jamais existira. Emocionada, deixa cair uma gota da lâmpada de azeite no ombro do deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eros desperta sobressaltado e, num relance, percebe o acontecido; seu rosto cobre-se de profunda tristeza e foge sem dizer uma palavra. Psiquê tenta alcançá-lo nas trevas; ouve apenas sua voz ao longe que lhe diz em tom de censura: "O amor não pode viver sem confiança". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cheia de dor, a jovem pôs-se a errar de templo em templo, implorando o auxílio dos deuses para reencontrar o amor perdido. Temendo a fúria de Vênus-Afrodite, todos recusam-se a auxiliá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Como último recurso, Psiquê decide ir à presença da própria deusa, mas encontra apenas zombaria  e a imposição de uma série de provas humilhantes, impossíveis de um mortal realizá-las.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Amore-e-Psiche6.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Amore-e-Psiche6.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A primeira, era separar até à noite imensa quantidade de grãos de várias espécies; depois, tosquiar a lã de ouro de carneiros selvagens; a terceira prova era buscar um frasco com a água escura do Estige. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Psiquê porém recebe ajuda inesperadas: na primeira, é auxiliada por levas de formigas. Na segunda, os caniços da beira de um regato sugerem-lhe que recolha os fios de ouro deixados pelos carneiros nos arbustos espinhosos. Na terceira, uma águia tirou-lhe o frasco da mão, voou até a nascente do Estige, e trouxe-lhe o líquido negro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Decepcionada, Vênus (Afrodite) decide impor-lhe ainda uma quarta e mais difícil prova: descer ao Hades (Inferno) e persuadir Perséfone  (Prosérpina) a dar-lhe numa caixa um pouco de sua beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No caminho, uma alta torre descreveu-lhe o roteiro para o reino das sombras. Para atravessar à outra margem do Estige, pagar o óbolo ao barqueiro Caronte. Ante o portão do Inferno, guardado pelo feroz Cérbero, o cão de três cabeças, abrandá-lo com um bolo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Psiquê assim fez e já voltava com a caixa da beleza, quando surge outra prova, agora dentro de si mesma: a vaidade. Acreditando que os sofrimentos e tantas tribulações a tivessem enfeado, resolveu retirar da caixa um pouco de beleza. Mas, ao abri-la, cai em profundo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eros, que saíra à sua procura, despertou-a com a ponta de uma das setas. A seguir, o deus do Amor dirigiu-se ao Monte Olimpo e pediu a Júpiter (Zeus) para esposar a mortal. O pedido foi aceito, mas seria preciso que, antes, Psiquê se tornasse imortal. O próprio Zeus deu-lhe a ambrosia e o néctar dos deuses, que lhe conferia a imortalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    E o casamento sagrado pôde, enfim, ser celebrado... [.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Cf. Mitologia, vol. I, p.38,  Abril Cultural, 1973]  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.magisterlux.kit.net "&gt;www.magisterlux.kit.net &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/26121950-114677370561159324?l=mitologia-grega.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/feeds/114677370561159324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=26121950&amp;postID=114677370561159324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/114677370561159324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/26121950/posts/default/114677370561159324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mitologia-grega.blogspot.com/2006/05/o-mito-de-psiqu.html' title='O mito de Psiquê:'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-26121950.post-114520268546161591</id><published>2006-04-16T12:45:00.000-03:00</published><updated>2006-04-16T12:51:25.500-03:00</updated><title type='text'>livro on line: O MITO DE ATALANTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/ata.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/ata.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Assi Hatoum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;Música, Alquimia e Psicologia em Atalanta Fugiens de Michael Maier&lt;br /&gt;"Os verdadeiros anjos estão cantando (como declaram as Sagradas Escrituras); os céus estão cantando, como Pitágoras confirma; e eles proclamam a glória  de Deus, como reporta o salmista, as musas e Apolo estão cantando ;os pássaros, os carneiros e os gansos estão cantando em seus instrumentos musicais do mesmo modo de nós, também, cantamos e tocamos música, e não o fazemos sem razão".&lt;br /&gt;Atalanta Fugiens, discurso 6, p.35.&lt;br /&gt;Nestas palavras de Maier podemos ouvir não apenas o convite para tocar e cantar sua música, mas também o desafio para contemplar a música como um todo, em os seus aspectos: celestial ou divino, cósmico, psíquico ou humano e instrumental. Escondida aqui esta a verdadeira essência de percepção musical tal como se dava na antigüidade e na idade Média; isto sublinha (marca) tudo o que Maier disse sobre musica e tudo o que ele procura expressar na arquitetura musical de suas fugas.&lt;br /&gt;Portanto, este ensaio trabalha primeiramente com o significado da música como um todo e com o pensamento musical da Antigüidade e da Idade Média. Em segundo lugar, discute as fugas e suas implantações alquímicas. Finalmente , a 3ª parte trabalha com os aspectos psicológicos do Atalanta Fugiens.&lt;br /&gt;I – O significado da música&lt;br /&gt;A música é a manifestação de um tipo muito complexo. Inclui e combina uma ampla variedade de forças em oposição e seus mais profundos efeitos resultam do fecundo interjogo dinâmico de seus pólos opostos. A musica como uma manifestação pré - racional, como uma expressão de sentimentos e poderes da alma, permite, independentemente de palavras e conceitos, acesso aos&lt;br /&gt;caminhos da psique a seus campos pré verbais, não verbais e emocionais.&lt;br /&gt;A música como um fenômeno racional está relacionada à matemática, ordenada de acordo com o número, a medida e o peso, tem habilidade de estruturar e ordenar.&lt;br /&gt;A música como habilidade manual está mais intimamente conectada com a matéria e pode ajudar a estabelecer um relacionamento saudável com a tangível, compreensível, audível, visível, e perceptível realidade da existência, isto é, com a matéria.&lt;br /&gt;A música como uma potência que se relaciona à percepção intuitiva de potencialidade inerentes às coisas pode também abrir novos aspectos de existência a prover acesso a áreas de mais profunda percepção e vasta experiência do mundo e seu fundamento transcendental.&lt;br /&gt;A música enquanto mediadora de relacionamentos humanos é um meio de comunicação de primeira ordem. Pode auxiliar na remoção dos distúrbios das relações e permitir que um relacionamento entre pessoas torne-se mais afável, mais significativo e mais fértil. Ao mesmo tempo , a música pode ir por outro caminho, induzindo auto-conhecimento, concentração e contemplação.&lt;br /&gt;A música é, portanto, uma realidade viva da mais extensa e complementar natureza, tanto relacionada com a extroversão quanto à introversão.&lt;br /&gt;Ela diz respeito tanto ao racional como ao emocional, ao mudo como ao verbal, à contemplação intuitiva como à compreensão através dos sentidos, tanto à regiões ctônicas da terra como àquelas espirituais olímpicas e ao expansivo dionisíaco como ao contemplativo apolíneo.&lt;br /&gt;A música está intimamente conectada tanto à teoria quanto à prática, às ciências naturais tanto quanto às ciências espirituais. Se fizermos uma analogia com a maneira moderna de pensar da física moderna, podemos considerar a música tanto sob aspectos macrofísicos como microfísicos.&lt;br /&gt;Eventos do nível macrofísico patentemente obedecem a lei da causalidade e chegam inevitavelmente a resultados definidos. Estruturas microfísicas, no entanto, (i.e. um átomo indivisível) não são governadas por qualquer determinação causal. Tomadas em sua simplicidade permanecem indeterminadas e só podem ser compreendidas por leis estatísticas. Aplicado à música, isto&lt;br /&gt;significa que a música é predizível, pré-calculável e permite a si mesma ser determinada de acordo com o princípio de causa e efeito. Similarmente, como manifestação microfísica, a música é uma incalculável, uma atualidade acausal similar a um átomo indivisível na moderna física quântica. Isto significa, em relação à música como meio terapêutico em esferas psíquicas internas ou externas, primeiramente que a lei da causa e efeito tem aqui apensa uma limitada aplicação, e em segundo lugar que as leis derivadas de&lt;br /&gt;dados estatísticos não levam incondicionalmente a qualquer afirmação sobre as reações de um indivíduo. Em vista disso, pesquisa e terapia são confrontadas com limites que devem ser respeitados com toda prudência.&lt;br /&gt;É destes aspectos antiéticos da música que vêm sua grande variedade, mas também os seus perigos, através da decadência e destruição do equilíbrio harmonioso.&lt;br /&gt;A música enquanto um reino dinâmico e ativo, ordenado de acordo com o número, medida e peso, pode organizar uma condição psíquica caótica e levá-la a uma nova forma de vida orgânica. Pode também dissolver estruturas de pressão na psique, liberar energias psíquicas condensadas de seus canais bloqueados a dar à psique uma nova vida. A música pode liberar e pode cegar, obstruir. Pode levar o desorientado que se abateu a encontrar-se ao mundo e&lt;br /&gt;o que se perdeu no externo devolve a calma e a concentração; também à uma nova experiência do self.&lt;br /&gt;A música pode fazer uma pessoa demasiadamente fechada em si mesma e incapaz de relacionamento e comunicação com outros, buscar participação novamente. A música é efetiva em ambas as direções. Sempre, desde os tempos mais antigos,&lt;br /&gt;a música vem sendo pensada (vista) como tendo um efeito de harmonização e cura e de construção e educação.&lt;br /&gt;Compreendida em sua totalidade, a música tem a função de realização compensatória, ajuste complementar, estimulação, promoção do desenvolvimento. Nos tempos primitivos, por estas características, foi equacionada com a a harmonia. A tarefa e o objetivo da música enquanto harmonia é uma produtiva equalização de poderes, um equilíbrio nas áreas psíquicas e extra-psíquicas, as quais freqüentemente, como irmãos hostis, estão em conflito umas com as outras. Ela tem esta tarefa em comum com as artes curativas, visto que, de acordo com os antigos ensinamentos, os&lt;br /&gt;médicos deveriam controlar a alta arte de tomar os elementos hostis do corpo, amigáveis entre si e amorosamente agradáveis (Platão; O Banquete, 186d)&lt;br /&gt;Em vista de todos estes conceitos envolvidos da música, é compreensível que a música como um poder catártico e harmonizador foi considerada por médicos da Antigüidade como pertencente à ciência médica. Aqui o interesse por um&lt;br /&gt;trabalho harmoniosos junto aos humores e energias do corpo cobre uma importante área. Porquanto esforços terapêuticos em formas somáticas, psicossomáticas ou psíquicas para harmonizar energias dissociadas, representa um profundo interior musical. [E assim, desde a Antigüidade e harmonia entre corpo, alma e espírito é considerada condição preliminar para a vida e a saúde e os distúrbios nesta harmonia como causa de doença e&lt;br /&gt;morte. Um dito da Idade Média expressa isto assim: "Harmonia durante vivit homo, rupta vero eius proportionne moritur", ie. "enquanto dure a harmonia, a pessoa vive, mas quando sua proporção é perturbada, ela mo
